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Sementes de Sucupira

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SUCUPIRA EM EVIDENCIA

JÔ SOARES  ENTREVISTA JUCA DE OLIVEIRA

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AVALIAÇÃO FITOQUÍMICA DAS SEMENTES DE SUCUPIRA-BRANCA PTERODON EMARGINATUS. 1Dutra, R. C. *;2PIMENTA, D. S. ;3BARBOSA, N. R. ; 1, 3 Toxicologia, UFJF; 2Botânica, UFJF;

Objetivos:
O objetivo do presente trabalho foi realizar um estudo fitoquímico e determinar a constituição química do óleo essencial das sementes de Pterodon emarginatus, espécie conhecida popularmente por sucupira-branca, leguminosa de ampla dispersão pelo Brasil, ocorrendo desde o Pará até São Paulo, utilizada, como anti-reumático.

Métodos e Resultados:
As sementes foram coletadas no município de Belo Horizonte – MG, sendo depositadas na coleção de sementes (sementeca) do Herbário CESJ sob n° 46813. As sementes foram analisadas de acordo com os métodos para a verificação de substâncias ativas como: flavonóides (AlCl3, Shinoda, ácido bórico e NaOH), leucoantocianidinas, cumarinas (KOH + UV), taninos (FeCl3, alcalóides e gelatina), antraquinonas (Reação de Borntraeger), triterpenos/esteróides (Reação de Lieberman-Buchard), lactonas sesquiterpênicas (Reação de Kedde), saponinas (índice de espuma), alcalóides (Reação de Dragendorff) e óleo essencial, este foi submetido à análise por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas. As cinzas totais foram determinadas por incineração em mufla e a umidade por um sistema de infravermelho. Resultados: Os teores de cinzas totais e umidade para as sementes de P. emarginatus foram, respectivamente, de 0,64% e 3,09%. Detectou-se nas sementes de sucupira-branca a presença de flavonóides, cumarinas, saponinas, triterpenos/esteróides e óleo essencial (1,4 mL). A análise do óleo essencial demonstrou como constituintes majoritários: bicicloelemeno (4,73%); β-elemeno (15,35%); β-cariofileno (35,89%); α-humuleno (6,83%); germacreno-D (9,83%); biciclogermacreno (5,48%); espatulenol (5,90%) e farnesol (4,89%).

Conclusão:
O estudo fitoquímico e a análise do óleo essencial das sementes de P. emarginatus são promissores podendo conduzir ao doseamento ou isolamento de novos tipos estruturais com possível atividade farmacológica dentro do previsto pela medicina popular.

Fonte: FeSBE – Federação de Sociedades de Biologia Experimental

Sucupira-preta

Nome científico: Bowdichia virgilioides
Família: Leg. – Papilionoideae

A sucupira-preta é uma árvore rústica e nativa do cerrado, que possui troncos reticulados de coloração cinza ou castanho. As folhas são compostas, imparipinadas, possuem de 9 a 21 folíolos alternos ou opostos, de coloração verde, margens inteiras e de superfície abaxial pilosa. As flores possuem cinco pétalas rugosas de coloração roxa ou lilás, sendo que duas pétalas são fundidas no estandarte. Os frutos são secos e achatados e possuem várias sementes de cor bege.

Sua floração ocorre de maio a setembro e sua frutificação de agosto a dezembro, seu principal polinizador são as abelhas grandes e a dispersão dos frutos é feita pelo vento. É uma árvore encontrada no DF e nos estados AC, AP, AM, BA, CE, GO, MG, MT, MS, PA, PE, PI, RJ, RO, RR, SP e TO.

A sucupira-preta é muito utilizada para o paisagismo, pela arquitetura e bela floração e para a recuperação de áreas degradadas. Sua madeira é de ampla utilização. É uma árvore melífera. Na medicina popular, a casca da raiz é usada para diabetes e as sementes para sífilis, gota, reumatismo, febres, dermatoses e artrites.
Por: Lorena Vaz da Silva

SUCUPIRA-PRETA
Bowdichia virgilioides Kunth in H. B. K.
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Descrição : Planta da família das Fabaceae. Também conhecida como bowdiquia, cutiúba, sapupira-do-campo, sicupira, sicupira-do-cerrado, sucupira-açu, sucupira-do-campo, sucupira-parda, sucupiruçu.
Parte utilizada: sementes, casca da árvore, casca da raiz, batata da raiz.
Origem : Cerrado brasilieiro.

Princípios Ativos: 2-6-dimethoxybenzoquinona, amido, matéria amarga, óleos essenciais, resinas, sucupirina, taninos.

Propriedades medicinais: adstringente, antidiabética, anti-reumática, depurativa, hipoglicêmica, tônica.

Indicações: ácido úrico, amidalite, artrite, asma, blenorragia, dermatoses, dor espasmódica, diabete, eczema, erupções cutâneas, infecções bucais, mancha da pele, reumatismo (crônico, gotoso, deformante), rouquidão, sífilis.
Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Modo de usar:
- gargarejo com uma semente moída para uma xícara de água, duas vezes ao dia;
- decocção de 10 g de casca em um litro de água. Tomar 1 xícara de chá 2 a 3 vezes ao dia: sífilis, diabete, tônica, diaforética, aperiente, digestiva;
- decocção da casca da raiz: adstringente, diabete;
- infusão das sementes ou decocção das batatas das raízes: febre, gota, reumatismo, artrite, eczema, dermatose, depurativa, blenorragia, sífilis, úlceras;

Obs.:
a) esta sucupira tem as flores roxas ou azul-escuras, em cachos. Tem propriedades similares à:
- B. nitida que tem a flor lilás-azulada;
- B. major que tem as flores roxas, em cachos, nas pontas dos ramos.
Frutos: vagem contendo sementes vermelhas com manchas pretas.
b) a sucupira que tem as sementes claras, aladas e com estrutura esponjosa como favos de mel é a Pterodon emarginatus Vogel. A árvore tem a casca lisa e é nativa do cerrado do Brasil Central. Suas folhas são compostas pinadas, com 30 a 36 folíolos alternos de 2 a 3 cm de comprimento, suas flores são rosa-claro.

Referência :
A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras – Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto – Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam – Cheiro de Mato. Sylvio Panizza – IBRASA. 1997.
CIAGRI – Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed – Grande cadastro de plantas e ervas medicinais

Bowdichia nitida Spruce ex Benth. – SUCUPIRA

Nome científico: Bowdichia nitida Spruce ex Benth.

Família: Fabaceae.

Sinônimos botânicos: não encontrado na literatura consultada.

Outros nomes populares: cutiúba, macanaíba, paricarana (BR), sapupira, sapupira do campo, sapupira-preta, sebepira, sebipira, sucupira-de-terra-firme, sucupira-amarela, sucupira-da-mata, sucupira-parda, sucupira-pele-de-sapo (AM), sucupira-preta, sucupira-vermelha (AM), supupira-da-mata, coeur dehors.

Constituintes químicos: amido, óleos essenciais, matérias amargas, resinas, sucupirina, sucupirona, sucupirol, taninos.

Propriedades medicinais: tônico.

Indicações:
- casca e tubérculos da raiz: hemorragias, afecções gástricas, debilidade orgânica, diabete, reumatismo;
- sementes: reumatismo, gota, artrite, sífilis, manchas na pele, úlceras, feridas.

Parte utilizada: casca, tubérculos da raiz (batata); sementes.

Contra-indicações/cuidados: ao contato poderá provocar dermatite, conjuntivites (coceira, lacrimejamento, vermelhidão), coceira e outras erupções cutâneas.

Modo de usar:
- decocção da casca e tubérculos da raiz.

Algumas espécies do gênero: Bowdichia.

Nota:
A espécie Bowdichia virgilioides H.B.K. tem as mesmas propriedade, indicações e modo de usar.
Se você tem dúvidas quanto ao significado de alguma das palavras usadas nesta página consulte no Glossário.

Atenção:
No livro “A Saúde Brota da Natureza” do Prof. Jaime Brüning, encontramos uma citação afirmando que a sucupira “deve ser evitada nas pressões altas”.
Assim, alertamos aos consumidores hipertensos interessados na sucupira, para que iniciem o tratamento com dosagens mínimas, fazendo uma minuciosa auto-avaliação, aumento o consumo de forma gradativa até chegar a dosagem divulgada. No entanto, nossa experiência com muitos anos de comercialização deste produto, mostrou que são raríssimos os consumidores que perceberam alterações comprometedoras, consumindo a sucupira seguindo a nossa orientação.

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