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Volta ao Mundo

VOLTA AO MUNDO
Por:
Nelci Terezinha Seibel

MD Hotel & Turismo

Aracaju, capital do Sergipe é hoje um dos destinos turísticos mais procurados do Nordeste Brasileiro. A rede hoteleira oferece opções de hospedagem para qualquer preferência e bolso. Uma delas é o MD Hotel & Turismo, localizado a apenas três quilômetros do aeroporto, a uma quadra da praia e pertinho da Passarela do Caranguejo -, uma sucessão de restaurantes que servem diferentes cardápios, com destaque para os caranguejos, disponíveis o ano todo, nos manguezais da região.

A equipe do MD Hotel, sob a coordenação de José Marcelino e Iolanda M. Barreto dispensam atendimento profissional e agradável que cativa os hóspedes. Site: www.mdconsultoriadenegocios.com.br.


Foto: MD Hotel, com jeito de casa da gente

Mangue Seco

Quem não se lembra da novela Tieta do Agreste, quando a atriz Bete Faria mostrou toda sua sensualidade em meio aos coqueiros da paradisíaca ilha? Pois conhecê-la, é um dos programas mais interessantes para quem está em Aracaju. Por incrível que pareça, a ilha pertence ao território da Bahia, mas o acesso é feito via Sergipe.

Quem entende desse passeio é a Impacto Turismo, que leva os turistas de van ou de ônibus, atravessa o Rio Vaza Barris de balsa (esta tem os dias contados, porque em breve será inaugurada no local a ponte Jornalista Joel Silveira). O roteiro continua em lanchas a motor e depois, de bugre através das dunas. É pura adrenalina. Ao chegar, a areia branca, o mar de azul intenso e os coqueiros fazem a incrível paisagem. Restaurantes rústicos oferecem petiscos e pratos de frutos do mar deliciosos. É um programa imperdível.


Foto: dunas, coqueiros e o mar ao fundo

24º ENCATHO

A ABIH-SC já definiu a 24ª edição do Encatho – Encontro Catarinense de Hoteleiros e da 22ª Exprotel – Feira de Produtos para Hotéis, que serão realizados de 28 a 30 de abril, no CentroSul, em Florianópolis. Outros eventos acontecerão em paralelo, como o 8º Seminário de Turismo e Hotelaria e o 2º Simpósio de Governança Hoteleira em parceria com a Associação Brasileira de Governança -ABG, além de rodadas de negócios com operadoras e agencias de viagens. Interessados em estandes para a Exprotel podem contatar Beatriz Oliva, pelo fone: 48 3222-8492.

Festival de Turismo

Pelo 15º ano consecutivo, o Festival do Turismo de Gramado marcou presença na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa e na Fitur – Feira Internacional de Turismo, e, Madri, Espanha, que acabaram de ser realizadas. Para o Festival de Turismo de Gramado em 2010 as organizadoras querem ampliar a participação de outros países, para fortalecer o destino Brasil. O Festival acontecerá de 18 a 21 de novembro de 2010, no Serra Park.

Luxo sul-africano

De olho no potencial de crescimento do Brasil, dois hotéis de luxo da África do Sul estão oferecendo aos hóspedes brasileiros, com exclusividade para compra na operadora de turismo Viagens & Cia, de São Paulo, vantagens que tornam a experiência no país ainda mais excepcional. O Hotel de Selva Chitwa Chitwa, 50% de desconto no pernoite ou a terceira noite grátis, além vantagens especiais para casais em lua-de-mel. Já o cinco estrelas Cape Royale, na Cidade do Cabo oferece massagem e passeio de helicóptero gratuitos. Procure seu agente de viagens.

Produtos Artesanais

No dia 15 de janeiro abriu no Beiramar Shopping, em Florianópolis, a 3ª Mostra Sebrae de Produtos Artesanais Aroma, Sabor & Arte Catarina, evento institucional do Sebrae/SC para dar visibilidade aos produtos do artesanato e agronegócio catarinenses. Durante a feira, que se estenderá até 14 de fevereiro, das 14h às 22h, os empresários da Via Gastronômica de Coqueiros oferecem degustação para os visitantes.

Recanto das Águas

O Recanto das Águas Resort e Spa, em Balneário Camboriú, neste verão abre o Restaurante Mata Atlântica ao público em geral, para almoço tropical em variado bufê, todos os sábados, das 12h às 16h. O almoço de verão substitui a tradicional feijoada que voltará a ser servida a partir do dia 13 de fevereiro.

Conselho de Turismo

No dia 13 de janeiro foi empossada a nova diretoria do Conselho Estadual de Turismo, tendo na presidência Aristides Niehues, executivo de Beto Carrero World. A análise de projetos de incentivo ,pelo Funturismo foi um dos assuntos em pauta na reunião.

Festa do Marisco

A 15ª edição da Festa do Marisco em Penha será realizada de 11 a 15 de fevereiro. Haverá três shows nacionais – Luan Santana, Fernando e Sorocaba e Daniel. A entrada para a festa é gratuita, mas o ingresso para os shows custa 20,00 e para camarotes, 50,00 por pessoa, para grupos de dez pessoas. Fone 47 3345.3428.

Volta ao mundo


VOLTA AO MUNDO

Nelci Terezinha Seibel

CVC é americana

Com 63,6% do controle, o The Carlyle Group, com sede em Nova York é agora proprietária majoritária da CVC Operadora e Agência de Viagens, com matriz em Santo André – SP.

Segundo Guilherme Paulus, fundador da operadora, nada mudará nas operações da empresa e ele continuará presidente do conselho da CVC, permanecendo, também com participação no restante do capital da companhia.

A transação, estimada em 700 milhões de reais envolve a operadora de viagens, incluindo os cruzeiros marítimos. As outras empresas controladas por Guilherme Paulus – companhia aérea WebJet e a GJP Hotéis e Resorts –  não fazem parte do negócio.

Nativa Receptivo

A Nativa Turismo é uma das principais empresas de receptivo do Sergipe, que atende também os grupos da CVC. Com ela fiz um passeio até a Foz do Rio São Francisco, chamado carinhosamente pela população do local de “Velho Chico”.

O roteiro, de oito horas, é feito de ônibus até Brejo Grande, município interessante pela sua natureza, que contrasta com o modo de vida primitivo da população. Ali os turistas embarcam numa escuna ou catamarã, que navega em direção ao local de encontro do Velho Chico com o mar.

Sob a atenção da guia Ana Souza, a embarcação ancorou próximo a foz, área propícia para banho e para comprar deliciosas cocadas, doces de coco e macaxeira (aipim) e artesanato em cerâmica.

No retorno há parada para almoço no Restaurante Maraná, na cidade de Piaçabuçu, pertencente a Alagoas. O passeio com almoço custa R$ 95,00.

Gota Serena

É um dos mais novos restaurantes de Aracaju e já caiu no gosto dos que apreciam a verdadeira comida nordestina e sertaneja. A localização na Avenida Beira Mar, a decoração, minuciosa e criativa e principalmente o sabor dos inúmeros pratos são únicos. Quem prova, com certeza repete.

Tudo isso, sob os olhos atentos da proprietária, Aricélia Matos de Carvalho Gomes. E não é preciso sair de mãos vazias. Numa loja anexa encontra-se souvenires, artesanato, doces, biscoitos e licores caseiros e uma famosa cachaça chamada “Reserva do Barão”.

O Gota Serena funciona sexta, sábado e domingo para almoço e diariamente para jantar. Fone: (79) 3243-1107.


Mauricio e Aricélia de Carvalho, proprietários do Restaurante Gota Serena

Festa Pomerana

Gastronomia, chope e manifestações culturais são os principais atrativos da Festa Pomerana, que se estenderá até o dia 24 de janeiro na cidade mais alemã do Brasil.

Há desfiles típicos diários pelo centro da cidade e no Pavilhão Municipal de Eventos ocorrem competições esportivas, concursos culinários e shows musicais. Uma boa diversão para os veranistas em férias no litoral catarinense.

5º Salão do Turismo

O 5º Salão do Turismo acontecerá de 26 a 30 de maio de 2010, no Parque Anhembi – SP. A expectativa do Ministério de Turismo é receber mais visitantes que na edição de 2009, quando foram 98 mil pessoas.

Conrad Resort

O sofisticado cinco estrelas, Conrad Punta del Este Resort & Casino, com suas modernas acomodações, cassino, Spa, bares, restaurantes e serviços de primeira tem atrações especiais para as noites de janeiro.

Cacho Castaña, Luis Salinas, Estela Raval e Julio Iglesias são alguns dos renomados cantores que embalarão os hóspedes com seus shows. Contate  pacotesconrad@conrad.com.uy.

Melhor destino

A Santur está realizando uma pesquisa para eleger o melhor destino de Santa Catarina entre as nove regiões turísticas do Estado – Caminho dos Príncipes, Vale Europeu, Costa Verde Mar, Grande Florianópolis, Encantos do Sul, Serra Catarinense, Vale do Contestado, Grande Oeste e Caminho dos Cânions.

Para votar basta acessar o site www.santur.sc.gov.br, na enquete “O melhor destino de SC é…” e escolher o lugar de sua preferência.

Olimpíada 2016

Empregos, infra-estrutura, desenvolvimento do turismo, retorno financeiro para órgãos públicos e iniciativa privada. Tudo isso são aspectos positivos das Olimpíadas 2016.

Mas para que o mega evento possa acontecer no Brasil serão necessários investimentos bilionários. Principalmente na logística de transporte -, rodovias, aeroportos, portos e ferrovias são um caos no Brasil, um verdadeiro atraso de vida.

Azul em SC

No dia 15 de dezembro a Azul Companhia Aérea aterrizou pela primeira vez no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, de Florianópolis. São três vôos diários que ligam a capital Catarinense a Campinas, a 90 km do centro de São Paulo.

E para facilitar a vida do passageiro que tem como destino São Paulo ou cidades vizinhas a Campinas, a Azul oferece transporte gratuito de ônibus, até o Terminal Barra Funda.

Desde abril de 2009 a Azul já atua em Navegantes e Porto Alegre e a meta é acrescentar mais sete opções durante o ano de 2010.

TRISTE REALIDAD – MÉXICO

Terapeuta Online/Produtos Naturais/Ensino a Distância/Auto-ajuda

TRISTE REALIDAD – MÉXICO


La huída de México es el destino que ricos y  pobres comparten.

Federico Arreola

31 de Octubre, 2009

He charlado en el vestíbulo del  hotel Majestic de Barcelona con un norteamericano, hombre de negocios retirado,  que vive en Francia, habla muy buen español y que creció en California  entre mexicanos.

Es  alguien que nos conoce y que, con evidente preocupación, me preguntó cómo están  las cosas en México: “No es bueno lo que leo en los periódicos sobre  tu país”.

Le he contado de la molestia de la población por los nuevos  impuestos y le he transmitido también mis temores de que en 2010, centenario de  la Revolución, pueda haber inestabilidad social  y política.

Me  dijo: “Siempre he pensado que otra revolución es inevitable en México porque no  es un país viable”.

Le pedí que me explicara por qué, en su opinión, México no es viable, y lo hizo  con sencillez:

“Los mexicanos no quieren estar en su país. Si pueden  lo abandonan. Unos se van por pobres buscando empleo, sobre todo a Estados Unidos. Otros se van por ricos buscando seguridad y ciudades que sí funcionen, a Estados Unidos y a Europa”.

¿Ciudades que sí  funcionen?

“Los mexicanos ricos que conozco que viven en Miami o  San Diego o que tienen casas en París o en España, los estudiantes mexicanos en  las universidades de Europa o Estados Unidos todos se quejan de que Ciudad de  México, Guadalajara, Monterrey, Puebla son ciudades que no funcionan por sus  malos servicios, poco transporte, contaminación, tráfico caótico y corrupción  policiaca, a diferencia de Barcelona, San Diego, Londres, Boston, París que sí  funcionan, así dicen los mexicanos para justificar que no quieren volver a su  país. Yo estoy en Francia por razones familiares complejas, pero no pienso que  París funcione mejor que Los Ángeles, Nueva York o Miami, me siento orgulloso de  mis ciudades, pero ustedes los mexicanos  no, ustedes se sienten amenazados y huyen si tienen dinero, y si no son ricos,  huyen por hambre. Solo permanecen en México los de en medio, cada día más  desesperados porque ni son tan pobres para huir por hambre ni tan ricos para  comprar una villa en Italia o Francia. En tu país habrá otra revolución y la hará la clase media que es la que todo lo  paga y todo lo sufre en México”.

A  ese norteamericano le pedí permiso para anotar sus opiniones y publicarlas. Me lo dio, revisó lo que escribí y aquí lo difundo.

Enviado por: Maricarmen Salazar

ESCOLA DE VERÃO – CARAVANA TEOSÓFICA

Rádio Web Immb

ESCOLA DE VERÃOCARAVANA TEOSÓFICA

A Sociedade Teosófica promove um encontro anual denominado ESCOLA DE VERÃO que neste ano acontecerá em MATINHOS, litoral do Paraná, no período 27 a 31 de Janeiro/2010.

Florianópolis está inserida na CARAVANA TEOSÓFICA, quando diversos palestrantes da Teosofia percorrem cidades até chegarem ao local da Escola de Verão. Assim, palestras e workshops gratuitos acontecerão aqui nos dias 18 (segunda- feira à noite) e 19/Janeiro/2010 (terça-feira das 09:00 as 17:00 horas – Workshop “Yoga para o corpo e para a mente”). Vagas Limitadas.

Local: Atman Amara
Rua José Francisco Dias Areias, 390 Trindade – Florianópolis – SC
fones (48) 3333 2311 e 9961 6709
skype: atmanamara
msn: atmanamara@hotmail.com

 

Mais detalhes ou outras informações
no GET Florianópolis pelo e-mail
get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br
(http://getflorianopolis.blogspot.com)

Fone: (48) 9960 0637
Adolfo Kuhn Pfeifer

O que é Sociedade Teosófica? Ricardo Lindeman

AUTOCONHECIMENTO

01-“Autoconhecimento e Autotransformação”Marcos Resende

02-Amor,Relacionamento e  Vida Espiritual Raul Branco

03-Relacionamentos Sem Conflitos Eduardo Weaver

04-“Regeneração  e o Sentido da Vida”Ricardo Lindeman

05-Qual a Nossa Principal Meta de Vida Marcos Rosenwald

06-Aprendendo Com o Medo Marcos Resende

07-O Caminho do Autoconhecimento Rhada Burnier

08-O Poder da Sabedoria Carlos Cardoso Aveline

 

Volta ao mundo

Amora Miúra Original cultivada na Fazenda Mamoru Yamamoto

Os encantos de Sergipe

Não importa que seja o menor estado brasileiro, mas é grande em belezas, enriquecidas com a calorosa hospitalidade do povo. Aracaju, a capital é linda, organizada e limpa. E o que mais orgulha os habitantes é a belíssima orla urbanizada, que se estende por vários quilômetros. Ali, pessoas de todas as idades encontram atividades de lazer e esporte, sem gastar um tostão. Gramados aparados, canchas de tênis e outros esportes, pistas para corrida, parque infantil são apenas algumas das atrações. Um oceanário mostra peixes e seres do mar da região em aquários e projetos de preservação da fauna. O Centro de Cultura, com a Cooperativa de Artesanato e inúmeras barracas apresentam o melhor da criatividade manual do povo.

Restaurantes e lanchonetes, como nos demais da cidade oferecem comidas típicas, valorizando os produtos da terra. Entre estes, o aipim (macaxeira) e o inhame, preparados numa infinidade de receitas deliciosas, assim com os beijus (tapioca), com os mais variados recheios, a carne de sol e o charque. As frutas, como em todo o Nordeste são especiais e não se pode prescindir dos sucos, divinos, e a saudável água de coco. Aracaju tem excelente infraestrutura hoteleira e destaco os hotéis da Rede RHR -, em especial o Real Classic Hotel, o Hotel D’Burguês, estes de frente para o mar e o MD Hotel, próximo à Passarela do Caranguejo. Cada um na sua categoria atende seus públicos com atenção e simpatia.
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Após dez anos desde minha última visita a Aracaju, o desenvolvimento, o profissionalismo e a infraestrutura deram pulos. Tudo isso vivenciei na companhia do jornalista Luduvice José e sua Elzinha, amigos de longa data, tendo como guia Irma Karla Barbosa, profissional de primeira linha e presidente do SINGTUR – Sindicato dos Guias de Turismo de Sergipe. Eles não escondem o orgulho pela sua cidade, assim como todos os aracajuenses.
Trecho da Orla de Aracaju

Foto: André Moreira                                                                        “Trecho da Orla de Aracaju”


Canindé do São Francisco

Se o Brasil é um país que engloba vários países, considerando sua paisagem natural, etnias e cultura, o Estado do Sergipe tem diferenças incríveis em seu pequeno território. Em Canindé do São Francisco, situado a 220 quilômetros de Aracaju, em pleno sertão sergipano, onde passei o reveillon em meio a muito forró, apresenta características muito diversas da capital.

Ao deixar a área urbana de Aracaju entra-se na região do agreste e se atravessa diversos municípios. Ribeirópolis, rico pela sua agricultura; Itabaiana, 2ª maior concentração de caminhoneiros do Brasil; N. Sra. da Glória, maior cidade do sertão; Poço Redondo, local em que foram mortos Lampião e Maria Bonita (tratados na região como heróis) entre outros. Por último vem Canindé do São Francisco. Com inúmeras situações críticas na área social quase desconhecidas aqui no sul, principalmente a conscientização da necessidade da educação, está ganhando nova fisionomia com o intenso trabalho do prefeito Ronaldo Porto de Andrade, (Ronaldinho) e seu braço direito, a Silvinha de Oliveira, que responde por várias áreas na administração pública municipal.

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A boa arrecadação com a Usina Hidrelétrica do Xingó, no Rio São Francisco acelera este processo. O Rio São Francisco é o protagonista central da economia e do turismo da região. Divide os estados de Sergipe e Alagoas e, num sentido crescente vem gerando atrativos e atividades turísticas, ampliando profissionalização, empregos, renda e notoriedade nacional.

Hopi Hari

Maior parque temático da América Latina oferece programação especial durante a temporada de verão, cujo tema é “Alice no país mais divertido do mundo”. As encenações em belos cenários e muita interatividade vem agradando as famílias nas ruas do parque, com três sessões diárias de 20 minutos cada uma. O parque funciona de quarta a domingo, das 10 às 20 horas e o passaporte custa  54,90 antecipado 64,90na bilheteria. Fone 0300 789 5566.

Sommerfest

A 4ª edição da Sommerfest, em Blumenau iniciou em 31 de dezembro e se estende até o dia 16 de fevereiro de 2010. Noites de Oktoberfest às quintas-feiras, das 19h às 02h e animação das bandas típicas, no Parque Vila Germânica, diariamente, das 10h às 19h, recepcionam os turistas. Há também exposição de carros alegóricos da Oktoberfest, jardins temáticos, fotos das 26 edições da festa e trajes típicos usados pelas rainhas e princesas.

Plano Aquarela

Em dezembro, o ministro do Turismo, Luiz Barretto e a presidente da Embratur, Jeanine Pires lançaram no Rio de Janeiro o Plano Aquarela 2020, que tem por objetivo aumentar em 113% o turismo internacional, de 2010 e 2020. Espera-se aumento de 304% na entrada de receitas com os gastos dos estrangeiros no País, aumento de 500 mil turistas no Brasil no ano do Mundial de 2014 e 15% em 2016, ano dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Para Começar o Ano Novo

Caros Amigos e Irmãos: Em nome do site www.filosofiaesoterica.com,  estamos distribuindo hoje o texto “PARA COMEÇAR O ANO NOVO.”
Régis Alves de Souza


Uma nota dos editores afirma:

“O mais precioso dos recursos naturais é o tempo. O seu uso correto deve ser uma meta consciente de cada cidadão, mas requer uma certa dose de coragem. Enquanto nos aproximamos de 2010, temos uma ocasião propícia para uma avaliação honesta. O que fizemos de mais importante em nossa vida até hoje? Quais as vitórias a consolidar? Que erros não devemos repetir? Nossas metas pessoais são realistas? O que estamos dispostos a sacrificar, de fato, para alcançá-las?  O artigo em anexo dá elementos para que todos tenhamos um ingresso mais consciente e mais adequado na segunda década do século 21. Este é também o nosso sincero voto e o nosso desejo.”

A reprodução de “PARA COMEÇAR O ANO NOVO” é livre, desde que seja citada a fonte, www.filosofiaesoterica.com



Para Começar o Ano Novo

Tomando Decisões Corretas Em Relação ao Futuro
Por:

Carlos Cardoso Aveline

Cada vez que se aproxima um novo ano, deixamos de lado a rotina apressada. É uma época de transição, de descanso, e de sonho. É um momento adequado para avaliar o passado e fazer planos em relação às próximas etapas.

Começa um novo ciclo: o tempo futuro é uma página em branco, mas o passado está vivo e velhas cenas ressurgem diante de nós. É possível que situações antigas se desfaçam no ar à medida que despertamos para as novas possibilidades à nossa frente. O potencial inesgotável da vida nos abre um horizonte renovado. Temos uma percepção aguda de que o tempo passa. A vida individual não é eterna. É melhor aproveitar as oportunidades enquanto elas estão diante de nós.

Cada momento é único, e cada potencial desperdiçado tem um preço a pagar no futuro. Carpe diem, diz o ditado clássico: “aproveita o dia de hoje”. E não se trata de um convite ao prazer de curto prazo. É um lembrete de que mais adiante prestaremos contas, à nossa alma imortal, sobre cada instante jogado fora.

Surgem, então, perguntas nem sempre cômodas.  O que fizemos de mais importante em nossa vida até hoje? Quais são os erros que não queremos cometer de novo? O que pretendemos realizar de positivo no futuro? Nossas metas pessoais são claras e realistas? O que estamos dispostos a sacrificar, de fato, para alcançá-las?

A principal bênção dos dias calmos que rodeiam o Ano Novo é essa possibilidade de reavaliar descansadamente as lições do passado e as possibilidades do futuro.  Ao invés de especular sobre “o que o futuro nos reserva”, como se fôssemos espectadores da nossa própria vida, o mais correto é assumir a direção do processo.  Depois de avaliar o que aprendemos até hoje, devemos perguntar-nos:

“Levando em conta as condições do presente e as tendências para o futuro, o que é possível e desejável criar e realizar nos próximos anos? Quais metas são ao mesmo tempo realistas e audazes?”

Com uma caneta na mão, fazemos planos. Colocamos no papel algumas ações capazes de aumentar radicalmente a qualidade da nossa vida. Entre elas:

*Estar mais atentos a cada instante;

*Abandonar esse ou aquele hábito negativo;

*Cuidar melhor da saúde;

*Dedicar mais tempo à filosofia esotérica;

*Gastar menos recursos materiais;

*Preservar a energia vital;

*Melhorar os relacionamentos pessoais;

*Abandonar atividades que parecem urgentes, mas não são importantes;

*Priorizar atividades que são importantes para nós, embora não pareçam urgentes;

*Agir com altruísmo, o que nos aproxima mais da nossa própria alma imortal.

O passo seguinte é evitar que essas promessas caiam na fossa comum do esquecimento. Será útil avaliar cuidadosamente as nossas forças. Talvez possamos remar contra a correnteza, vencendo a preguiça e outros desafios. Mas há o perigo de que sigamos o caminho mais fácil, abandonando as nobres decisões de um momento inspirado e sendo arrastados águas abaixo pela força da rotina.  O teosofista  Robert Crosbie escreveu:

“Promessas e resoluções nunca nos farão qualquer bem se nós não as sustentarmos. Um mero desejo nunca nos levará a lugar algum. Temos que sustentar o desejo; temos que manter a decisão. Devemos exercitar a nossa vontade e abrir caminho em direção à meta da nossa vontade, o tempo todo.” [1]

Cada pessoa tem seu carma pessoal, isso é, sua própria rede complexa de ações e reações, de causas e conseqüências, a curto, médio e longo prazo. Quando olhado de modo rígido, esse conjunto emaranhado de possibilidades e limitações é chamado de Destino. Na verdade, o carma é um processo aberto a mudanças e depende da maneira como nós reagimos diante dele,  a cada momento e com base em nosso livre-arbítrio.

A filosofia oriental ensina que há três tipos de carma. O carma maduro, que estamos colhendo a cada momento nas situações que nos rodeiam, é Prarabdha. O carma acumulado, que já plantamos mas ainda não amadureceu e não está pronto para ser colhido, é Sanchita. O carma novo, que estamos plantando a cada momento com nossas ações e pensamentos, é Kriyamana.

Dos três, o mais importante é o carma que estamos plantando agora. Porque este é o carma que depende de nós e do nosso livre arbítrio. Não é possível evitar as conseqüências do passado. Mas escolhemos livremente o que plantamos para o futuro, e isso inclui o modo como colhemos o carma maduro. Somos capazes de ver as oportunidades ocultas sob os aparentes obstáculos?

As obrigações e responsabilidades do dia-a-dia correspondem ao nosso carma maduro, prarabdha. Mas sempre é possível abrir caminhos novos, enquanto cumprimos nosso dever. O carma kriyamana – criado de acordo com nosso livre-arbítrio – tem dois aspectos centrais. De um lado, ele é a escolha das ações que começam por livre iniciativa nossa. Mas, por outro lado, ele é a escolha de como enfrentaremos ou aproveitaremos as obrigações, desafios, e  oportunidades que o carma maduro – prarabdha, o “destino” – coloca diante de nós.

Quando fazemos votos de Ano Novo, estamos decidindo sobre aquelas áreas da nossa vida sobre as quais temos uma efetiva liberdade de escolha, e elas são mais numerosas e maiores do que parecem à primeira vista.  Algumas dessas áreas são óbvias, outras são sutis. É conveniente examinar com atenção o que fazemos durante o nosso tempo livre. Porque é nas horas de lazer que temos a oportunidade de criar novas tendências cármicas, mais positivas e renovadoras. Lazer não é sinônimo de ociosidade. Nosso tempo livre tem um potencial sagrado: é o espaço livre para o carma kriyamana .

O que fazer, então, para que as suas promessas de início de ano se transformem em realidade?

O primeiro passo é reconhecer que o propósito da vida é produzir autoaperfeiçoamento, criatividade e paz interior.

O segundo passo é escolher metas bem definidas que dependam de você mesmo. Não decida, por exemplo, que tal ou qual coisa agradável ocorrerá. Isso seria apenas um desejo em relação a fatos que não dependem de você, e, talvez, a fantasia de colher aquilo que você não plantou.

Não tome a decisão de que as outras pessoas serão simpáticas com você, mas resolva que, da sua parte, será amável com elas. Não decida que seu chefe deve lhe dar um aumento salarial, mas tome a decisão de trabalhar com mais afinco e aproveitar melhor as oportunidades profissionais.

Na infância espiritual, ou quando somos psicologicamente infantis, temos uma forte dependência de um “pai salvador” e esperamos que algum deus ou uma figura de autoridade faça tudo por nós. À medida que adotamos uma atitude adulta, aceitamos nossa nossa auto-responsabilidade diante da vida. . Então nossa religiosidade já não se apóia na crença ou na obediência cega, mas na compreensão da unidade e num sentimento de independência solidária. Para o budismo da Terra Pura, por exemplo – um dos mais populares no Japão – Buda Amida não é um mestre individual. Ele é a Luz Eterna e a Vida Infinita. Em uma meditação tradicional dessa seita, cada praticante se considera parte de uma corrente de amor universal que integra o cosmo:

“Sou um elo da Cadeia de Ouro do amor de Buda Amida, que se estende pelo mundo. Devo conservar o meu elo brilhante e forte. Tentarei ter pensamentos belos e puros, dizer palavras belas e puras, e praticar ações belas e puras, porque sei que a minha felicidade ou infelicidade, assim como a felicidade dos outros seres, depende de tudo quanto agora faço. Possa todo elo da Cadeia de Ouro do amor de Buda Amida tornar-se brilhante e forte. Possamos todos nós alcançar a Paz Perfeita.”

Nesta oração, o meditador reconhece que sua felicidade – e, em parte, a felicidade dos outros – depende de tudo quanto ele próprio faz no momento presente. Esta é a lição inevitável do carma kriyamana.  Devemos semear agora aquilo que esperamos colher um dia. O que não se planta, não se colhe. A idéia está intimamente ligada à filosofia de Epicteto, o pensador estóico que viveu no mundo romano, nos séculos 1 e 2 da nossa era. Esse ex-escravo ensinou:

“A felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um princípio: algumas coisas estão sob nosso controle, e outras não estão. Só depois de aceitar essa regra fundamental e aprender a distinguir entre o que podemos controlar e o que não podemos controlar é que a tranqüilidade interior e a eficácia exterior tornam-se possíveis. Sob nosso controle estão nossas opiniões, aspirações, desejos e a decisão sobre as coisas que nos causam repulsa ou nos desagradam. Essas áreas são justificadamente da nossa conta porque estão sujeitas à nossa influência direta. Temos sempre a possibilidade de escolha quando se trata do conteúdo e da natureza da nossa vida interior.  Fora de nosso controle, entretanto, estão coisas como o tipo de corpo que temos, se nascemos ricos ou se tiramos a sorte grande e enriquecemos de repente, a maneira como somos vistos pelos outros  ou qual é nossa posição na sociedade. Devemos lembrar que essas coisas são externas e, portanto, não dependem de nós. Tentar  controlar ou mudar o que não podemos só resulta em aflição e angústia.”

De fato, a grande fonte de infelicidade, no plano psicológico, está no hábito de gastar energias reagindo contra o que não pode ser alterado, ou manipulando artificialmente aquilo que não está ao nosso alcance e que não podemos controlar de modo natural. Com isso perdemos a oportunidade de fazer aquilo que só depende de nós.

Epicteto acrescenta:

“As coisas sob o nosso poder estão naturalmente à nossa disposição, livres de qualquer restrição ou impedimento. As que não estão, porém, são frágeis, sujeitas a dependência ou determinadas pelos caprichos ou ações dos outros. Lembre-se também do seguinte: se você achar que tem domínio total sobre coisas que estariam, naturalmente, fora do seu controle (…) sua busca será distorcida e você se tornará uma pessoa frustrada, ansiosa e com tendência para criticar os outros.” [2]

Ao definir metas pessoais para o próximo ano, devemos também levar em conta os diversos aspectos da nossa personalidade. O ser humano é um todo complexo. Somos freqüentemente contraditórios. Haverá em nós centros emocionais capazes de promover um “boicote inconsciente” contra as novas decisões? De que modo venceremos a preguiça e o apego à rotina? Como enfrentaremos o desafio da coerência?

O avanço deve ser firme. Evite tomar decisões tão radicais que contrariem o bom-senso, ou que você não consiga manter. É melhor tomar resoluções que você possa colocar em prática desde o primeiro momento, mesmo em pequena escala. “Devagar se vai ao longe”, diz um antigo ditado popular. Pequenos passos viabilizam a caminhada e, com o tempo, irão produzir oportunidades para que passos maiores sejam tomados. As transformações graduais são mais fáceis de administrar.

É oportuno criar práticas diárias simples, viáveis, que reforcem as decisões tomadas. Veja alguns instrumentos utilizados por diferentes pessoas, conforme seu temperamento e inclinação individual:

* Refletir ou meditar diariamente em seu processo de auto-aperfeiçoamento;

* Observar, ao longo do dia, alguns momentos de silêncio e recolhimento mental;

* Manter um caderno de anotações em que são registradas as principais lições da caminhada;

* Reafirmar mentalmente o seu propósito de vida, logo ao acordar, pela manhã, e antes de adormecer, à noite.

A decisão de mudar a rotina exige coragem, determinação e sacrifício. Temos que abrir mão de velhos “rituais” inconscientes de perda de tempo e desperdício de energia, aos quais nos apegávamos.

A renúncia aos velhos hábitos requer austeridade, uma prática espiritual, que pode ser definida como “indiferença em relação à comodidade pessoal”. O nome sânscrito que corresponde a austeridade é tapah (pronúncia: tapas). Este é um dos conceitos mais importantes da tradição esotérica, porque é a sua prática que produz o fortalecimento da vontade própria, sem a qual nada poderíamos fazer de útil na vida.

Tapah não é uma atitude dura ou insensível. A verdadeira austeridade é um sinal externo de que temos uma vontade madura de autoconhecimento, e de que um fogo divino queima o que é negativo em nós, enquanto ilumina o conjunto da nossa consciência. Etimologicamente, a palavra tapah significa “aquilo que brilha como o fogo ou o sol”. A vida ensina que uma pequena dose de austeridade nos liberta de grandes fontes de sofrimento.

Qual é  o segredo, então, para cumprir as promessas de Ano Novo?

Devemos definir com clareza e re-examinar regularmente as nossas metas para o futuro a curto e longo prazo. Devemos trabalhar com calma e criatividade em função delas. Devemos lembrar que a existência de obstáculos é indispensável para o aprendizado.  Ao enfrentar e vencer os desafios, começamos a conhecer, gradualmente, o segredo do êxito na arte de plantar bom carma.

A chave do segredo, para a filosofia oriental, está na combinação correta dos significados profundos de cinco palavras: 1)altruísmo; 2) perseverança; 3) auto-estima; 4) autoconhecimento; e 5) autocontrole.

NOTAS:

[1] “A Book of Quotations From Robert Crosbie”,  Theosophy Co., Mumbai, 108 pp., Índia, p. 5.

[2] “A Arte de Viver”, Epicteto,  versão de Sharon Lebell, Ed. Sextante, RJ, 2000, 160 pp., ver pp. 20-21.

FELIZ NATAL, FELIZ ANO NOVO!

TerapeutaOnlineNatal

Está msg veio dos pampas gaúchos enviada pelo meu amigo/irmão Renato Walter e resolvi postar sem antes apurar se é de sua autoria, assim, se eventualmente tiver outro autor, farei mais tarde os devidos créditos.

Vamos ao teor da mensagem que mostra a linguagem autêntica do coração, diferente das tantas mensagens garimpadas já prontas que chegam a cada instante, cheias de brilhos coloridos, mas que dizem apenas estar cumprindo sua obrigação, sem a capacidade de atingir em nível quântico a intenção do remetente.

Valeu meu estimado amigo de muitas batalhas, sendo esta postagem minha retribuição, pois meus sentimentos por ti ficariam singelos se traduzidos em símbolos/palavras.

Abraços, paz e bênção
Egídio Garcia Coelho


BUENAS TCHÊ!  FELIZ NATAL, FELIZ ANO NOVO!!!!!Querido amigo

Tchê, numa dessas tardes em que o sol tava se indo embora, e eu no meu matear solito, comecei a pensar. Estamos botando mais uma marca na existência da vida.

Então decidi que deveria mandar uma tropilha de palavras pra ti, assim, poderia dividir com meus amigos, esses devaneios de saudades desse tempo que já se foi, pois já estamos no fim dessa etapa chamada de 2009. Nisso me lembrei dessa tal de INTERNET, achei que seria fácil, era só camperiar por alguns SITES e já de pronto acharia o que estava por campear. Deparei-me com muita coisa da buena, mas nada daquilo que eu queria te dizer, pois descobri que não havia ali as palavras puras que minha xucra alma sente para falar contigo.

Por isso vivente te digo, com esse meu jeitão rude, fiz tudo que pude pra te dizer o que minha alma sente. Queria ter te encontrado todos os dias, ter te dito, buenos dias, buenas tarde, buenas noite e tudo mais, mas, talvez nos vimos tão depressa, no afazer das nossas tarefas que nem isso aconteceu, pois o ano recém nasceu, e já está para acabar.

Mas peço ao Tropeiro do Universo que é Deus, e a Nossa Senhora Primeira Prenda do céu, já que Eles tudo podem, que nos tragam sentimentos nobres, de amor e amizade. Que tenhas lembranças boas, por tudo que te aconteceu. Que o menino que nesta data nasceu, nos ilumine todos os dias. Que renasça a alegria, para quem a perdeu. Que se acaso não te aconteceu, tudo aquilo que queria, que não percas a alegria, o entusiasmo e a coragem. A vida é uma viagem, mas somos nós que escolhemos o caminho. Espere mais um pouquinho, e tudo vai acontecer.

Um novo ano vai nascer, deposite nele tua esperança. Quem espera sempre alcança, diz o velho ditado. Então, te desejo parceiro, junto com tua gente, um Natal harmonioso, e um Novo Ano maravilhoso de conquistas, alegrias e realizações.

Mas para que tudo aconteça, antes, te estrive na proteção do céu, agradecendo ao Pai Soberano, pois assim a cada ano, será feliz o teu viver, e em cada amanhecer, será como um NOVO ANO !!!!

Feliz Natal!!! E um baaaaaaaita 2010!!

RenatoWalter
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Manutenção Residencial e comercial
051-84121067

AMORA, REGULADORA DOS HORMÔNIOS

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Abaixo o vídeo poduzido na Fazenda do Sr. Mamoru Yamamoto

A AMORA OU AMOREIRA (Morus Alba) é conhecida como a planta REGULADORA DOS HORMÔNIOS por isso atua com bastante eficácia nos sintomas da menopausa: ressecamento da vagina, irritação, ansiedade, nervosismo, memória fraca, dores musculares e das articulações, calores e algumas vezes suores frio, dor de cabeça, diminuição da libido,dificuldades para dormir, depressão, problemas urinários…

É ainda planta anti-cancerígena, no combate a osteoporose, como tônico muscular nas práticas desportivas, por possui alto teor de potássio. Depurativa do sangue, anti-séptica, vermífuga, digestiva, calmante, diurética, laxativa, refrescante, adstringente e muito útil nos problemas da tireóide. Possui poderosas propriedades anti-oxidantes por sua combinação de vitaminas C com E contribuindo assim para o rejuvinescimento e beleza da pele.

A amora ajuda a prevenir infecção urinária, reduzir o risco de úlcera e câncer no estômago.

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O DESPERTAR DA LUZ INTERIOR – Mensgem de Natal

GET-Grupo de Estudos Teosóficos de Florianópolis

Caros amigos, simpatizantes da Sabedoria Divina,
nesse período em que nossos corações se alegram com o momento do Natal,
gostaria de deixar uma mensagem de confiança no processo da Vida,
a partir dos significados da existência do grande protagonista desse momento: o Cristo.
Desejo um Natal especial com a presença da Luz Divina no coração de todos e
que ela se propague no Ano Novo.
Feliz Natal,
Adolfo Kuhn Pfeifer

O DESPERTAR DA LUZ INTERIOR:

Entendendo a natureza transformadora do ministério de Jesus

Raul Branco¹

Podemos perceber um fato novo no seio da família cristã. O fiel que anteriormente parecia satisfeito com suas práticas devocionais tradicionais, agora está buscando o caminho espiritual. O que preocupa as autoridades eclesiásticas, no entanto, é que essa busca está levando um grande número de fiéis para outras tradições, principalmente as orientais.

Ainda que o protestante geralmente conheça intimamente seu livro sagrado, a Bíblia, o mesmo não ocorre com seu irmão católico. Ambos, porém, geralmente desconhecem que a Escritura tem três níveis possíveis de entendimento. A Bíblia, tal como o ser humano, é constituída de corpo, alma e espírito. O “corpo” é o seu significado literal, que não deixa de ser útil a algumas pessoas. A alma são as lições morais a serem derivadas do texto. O espírito está escondido na alegoria, e traz geralmente lições bem diferentes das percebidas no sentido literal.

Como as chaves da interpretação da Bíblia, que permitem desvelar o espírito da Escritura, não estavam até recentemente ao alcance do grande público², o véu da simbologia e os aparentes absurdos de certas passagens do texto bíblico fazem com que muitas pessoas simplesmente desistam de tentar entender a verdadeira natureza dos profundos ensinamentos que ali se encontram. Este artigo é uma tentativa de apresentar a natureza transformadora do ministério de Jesus. O primeiro passo para isso é entender o ponto central de toda Sua pregação, o Reino.

O REINO DOS CÉUS

Os teólogos e estudiosos do cristianismo são unânimes em concordar que todo o ministério de Jesus girou em torno do “Reino”, referido em Mateus e João como o Reino dos Céus, em Marcos e Lucas como o Reino de Deus, em Tomé como o Reino do Pai, e também em João como a Vida Eterna. Como esses diferentes termos parecem indicar mais uma preferência dos autores daqueles evangelhos do que de Jesus, serão todos usados como sinônimos para o mesmo conceito.

Jesus, o pedagogo divino, usava as palavras com extrema habilidade para tocar a alma de seus ouvintes. A escolha do termo “Reino” é mais um exemplo dessa habilidade. Para os judeus, que viviam há várias gerações sob o jugo da dominação estrangeira, o “Reino” era uma palavra doce e alvissareira, evocando a esperança de dias melhores em que teriam mais uma vez um Reino governado por Reis judeus, como Davi e Salomão. O Messias tão esperado seria o instrumento divino para o estabelecimento daquele Reino. A menção de Reino de Deus ou Reino dos Céus eletrizava os ouvintes, que projetavam seus anseios naquele “Reino” sobre o qual Jesus falava, sem apresentar uma definição precisa de sua natureza.

O primeiro passo de um pedagogo é prender a atenção de seus ouvintes. O segundo é fazê-los pensar e chegar a suas próprias conclusões. A forma como Jesus falava, por parábolas, servindo-se de imagens da vida cotidiana de seus ouvintes, prestava-se maravilhosamente para esse fim

A passagem chave sobre o “Reino dos Céus” é atribuída a João Batista, e encontra-se logo no início do Evangelho de Mateus. Essa passagem lapidar gerou uma triste confusão na maior parte dos leigos e teólogos sobre o verdadeiro significado do Reino. As palavras de João, como chegaram a nós, foram: “Arrependei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” (Mt 3:2). A razão da confusão explica-se, em parte, pela tradução inapropriada da primeira palavra, o que dificultou o entendimento do verdadeiro sentido espiritual da mensagem.

A palavra traduzida como “arrependei-vos”, que no original grego derivava de metanoia, tinha uma rica conotação, pois significava transformação dos estados mentais advinda do entendimento dos fatores que haviam levado ao pensamento ou ação errônea inicial. Com a tradução do termo como “arrependimento” a conotação que passou a ser dada para essa passagem é a de “culpa por transgressões anteriores” e não de “transformação interior devida ao entendimento dos fatores envolvidos”. A tradução foi extremamente infeliz porque desvirtuou a passagem e contribuiu para que, ao longo dos séculos, os cristãos desenvolvessem um sentimento negativo e apático de culpa em vez da atitude positiva desejada de transformação. Essa postura induziu, ademais, a uma interpretação errônea do “Reino dos Céus”, que passou a se identificar com um lugar a ser atingido por aqueles que se arrependessem de seus pecados.

A expressão “o Reino dos Céus” também não foi devidamente compreendida. O povo judeu, antes de ser tocado pelo sentido espiritual da mensagem do Mestre, imaginava que Jesus estivesse prometendo aquilo que eles ansiavam ardentemente, um reino de Jeová na Terra, com os judeus, como povo eleito de Deus, governando toda a humanidade. Esse materialismo espiritual deu, mais tarde, o colorido para as interpretações das comunidades cristãs, agora com Jesus, após seu esperado retorno (parusia) glorioso à Terra, governando sobre todos os homens. Apesar de Jesus ter dito enfaticamente que seu reino não era deste mundo (Jo 18:36), ainda perdura até hoje uma conotação materialista para o Reino de Deus na maior parte dos tratados teológicos.

Mas o que seria então o Reino de Deus? Jesus nos ensinava, com seu método peculiar, que o Reino de Deus existe onde Deus impera, ou seja, na consciência daqueles que estão voltados para Deus. Fica claro que o Reino não é propriamente um lugar, pois se encontra em nosso interior (Lc 17:20-21). Como nos foi dito que na Casa do Pai há muitas moradas (Jo 14:2), podemos inferir que existem vários níveis hierárquicos dentro do Reino dos Céus, simbolizado pela escada de Jacó (Gn 28:12) estendendo-se da terra ao céu (cada degrau da escada simboliza um nível de realização espiritual). Assim, podemos concluir que o Reino de Deus é um estado de crescente sintonia com Deus, que nos leva progressivamente a senti-lo em nosso coração, a termos visões de Sua Luz, de comungarmos com Ele e, finalmente, alcançarmos a meta de nos fundirmos Nele, como atestam milhares de místicos ao longo dos séculos.

Muitos autores descrevem o Reino dos Céus como um estado de união com Deus, no qual existe uma profunda paz, bem-aventurança inconcebível, conhecimento verdadeiro da natureza de todas as coisas e, enfim, um estado celestial que os místicos tentam em vão descrever. Essa união, no entanto, é a meta final no conjunto de realizações espirituais crescentes que expressam os estágios iniciais e intermediários da consciência do Reino. Por outro lado, nem todos os que crêem estar voltados para Deus realmente atingiram a consciência do Reino. A sintonia com Deus dá-se, inicialmente, a nível da mente lógica, ou seja, ao nível da mente de nossa natureza inferior. Somente quando o Cristo interior nasce, quando a sensibilidade intuitiva do indivíduo desperta, é que, num sentido mais estrito, inicia-se a consciência do Reino de Deus. O apóstolo Paulo deixou claro esta verdade ao falar a respeito de seu ministério entre os gentios: “A estes quis Deus tornar conhecida qual é entre os gentios a riqueza da glória deste mistério, que é Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1:27)

Os evangelhos apresentam essa profunda verdade de forma simbólica. É dito que João Batista é o precursor do Cristo (Mt 3:1-12), portanto um importante mensageiro divino. Mas Jesus nos surpreende ao declarar que, dentre os nascidos de mulher, nenhum é superior a João, no entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele (Mt 11:11). Essa passagem deve ser entendida no seu sentido simbólico. João, o precursor, simboliza a mente concreta (um aspecto da natureza inferior, portanto, nascida de mulher), enquanto o menor no Reino (referido como uma criancinha) é aquele em quem acaba de despertar o Cristo interior, descrito no relato bíblico como o evento histórico do nascimento do Cristo. Assim a vida de Jesus pode ser entendida como a expressão figurada dos cinco grandes marcos da entrada e do progresso no Reino dos Céus, ou iniciações: o nascimento, o batismo, a comunhão, a morte e ressurreição e, finalmente, a ascensão ao Céu, a culminação de todo o processo.

Voltando à passagem inicial sobre o Reino dos Céus, a proximidade a que se refere Mateus não é também a proximidade temporal. Aqueles que achavam que o Reino seria estabelecido em breve, com o retorno do Senhor, ficaram desapontados, pois, com o passar dos tempos, o desfecho apocalíptico esperado não ocorreu. Com isso mudou-se a ênfase. O Reino viria então no fim dos tempos, e muitos ainda acreditam que esse tipo de reino está próximo.

Quando nos lembramos que o Reino é o estado de consciência de crescente sintonia com Deus, percebemos que ele está ao alcance, ou seja, está próximo de todo aquele que passa por uma radical transformação interior. Visto sob esse prisma, o caminho que leva ao Reino é o Caminho da Perfeição. Quanto mais sintonizados estamos com Deus, mais refletimos em nossa vida os atributos de nossa natureza divina essencial. É por isso que Jesus dizia: “Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5:48). Jesus certamente não se referia a um Pai celeste longínquo e inacessível, mas sim à nossa natureza divina interior que anseia manifestar-se por nosso intermédio. Deus precisa da cooperação do homem para completar sua obra na Terra.

A passagem inicial de João Batista sobre o Reino poderia ser traduzida como: “Transformai a vossa natureza interior, pois dessa forma alcançareis a sintonia com Deus, que é bem aventurança, paz e amor”. Jesus, ao pregar o Reino, estava nos convidando a efetuarmos uma mudança de estado mental, que se refletisse em nossos sentimentos e no comportamento exterior. Mas Jesus não só nos convidou a entrarmos com Ele no Reino, mas procurou ensinar-nos como efetuar essa transformação interior.
+ A natureza do ministério de Jesus

Jesus, a compaixão personificada, procurava ajudar de alguma forma a todos seus ouvintes e os que o procuravam. As inúmeras curas milagrosas relatadas na Bíblia provavelmente são uma amostra parcial de sua atuação compassiva no mundo procurando aliviar o sofrimento de seu povo. Mas Jesus sabia que as doenças do corpo e da alma são efeitos gerados por causas ativadas no passado, sob a ação da inevitável lei da retribuição universal, também conhecida como lei de causa e efeito, ou carma. Seu objetivo não era meramente aliviar o sofrimento cuidando dos efeitos, mas ensinar os homens a promover sua própria cura, por meio de uma vida reta, em harmonia com o plano divino. A atuação sobre as causas do sofrimento demanda, porém, que o homem mude de vida, daí a natureza transformadora de seu ministério.

Mas a transformação interior do homem, como todos os processos da natureza, deve seguir a Lei divina. Se Deus concedeu o livre arbítrio ao ser humano, essa liberdade de escolha e de ação tinha de ser levada em consideração por Jesus. A mudança não podia ser forçada. Seus ouvintes naquele tempo na Palestina, como seus seguidores nos dias de hoje, precisavam ser tocados em seus corações, para então serem motivados a transformar sua vida.

Jesus sabia que o ser humano, principalmente os que vivem em sociedades tradicionais, tendem a ser conservadores e a seguir padrões e valores de sua tradição. A sociedade judaica era especialmente conservadora. Praticamente todos os aspectos da vida diária do povo eram regidos pelos 613 preceitos da Lei Mosaica. Como a Lei estabelecia tudo o que era proibido fazer, assim como as ações que o praticante devia realizar, o judeu ortodoxo era condicionado desde cedo a obedecer a Lei. Mesmo quando a estrita obediência àquela Lei levava a aparentes absurdos ou injustiças, em vez de seguir seu discernimento ou os ditames da compaixão, ele se refugiava na letra morta da Lei Mosaica, sem se importar com as conseqüências de seus atos, confiante de que estava agradando a Deus.

Se essa obediência cega aos preceitos tradicionais fosse suficiente para o aperfeiçoamento do homem, na Palestina de há dois mil anos, como em nosso mundo moderno, Jesus não teria sido chamado a encarnar-se em nossa Terra, pois o Paraíso já teria sido reconquistado não havendo mais necessidade de um Salvador. Mas os profetas antes de Jesus repetidamente alertaram que o povo precisava mudar. E a mudança preconizada não significava simplesmente uma obediência mais rigorosa aos preceitos mosaicos, mas sim agir com compaixão e discernimento, como expressa o profeta: “Porque é compaixão que eu quero e não sacrifício, conhecimento de Deus mais do que holocaustos” (Os 6:6).

A evolução da família humana ocorre da mesma forma como a do ser humano individual. A criança, para a sua proteção, precisa aprender a obedecer seus pais e mentores até alcançar a idade de pensar por sua própria conta. Na juventude e na vida adulta deve desenvolver o discernimento, para verdadeiramente exercer sua liberdade de forma criativa e harmônica. O discernimento é o aprimoramento da mente racional, isto é, da mente concreta altamente desenvolvida, que foi simbolizada por João Batista, o precursor do Cristo. Porém, o estágio mais elevado da evolução humana ocorre quando nasce o Cristo interior, ou seja, quando o homem começa a perceber a verdade de forma intuitiva, diretamente, e não através da mente lógica. Paulo refere-se a esse nascimento em linguagem poética: “Meus filhos, por quem eu sofro de novo as dores do parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4:19).

O conceito de intuição em nossa sociedade é geralmente associado a uma certa irracionalidade, a uma percepção geralmente feminina inexplicável, tendo portanto uma conotação um tanto pejorativa em nosso mundo que sobrevaloriza a lógica formal aristotélica. No entanto, a intuição é uma capacidade altamente elevada, que transcende a objetividade da mente lógica, sem qualquer contradição com o discernimento. Na verdade, a intuição, a luz do Cristo interior, traz-nos verdades que estão além do alcance da mente. As grandes descobertas dos cientistas e sábios são, via de regra, resultado de vislumbres intuitivos.

Se o discernimento caracteriza a vida do adulto amadurecido, a intuição distingue a do sábio. A expressão basilar de Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” tem um alcance bem mais profundo do que geralmente imaginamos. Jesus não se referia meramente àquilo que achamos ser a verdade em termos de nossos padrões tradicionais. Não era a “verdade” na forma dos conceitos ensinados externamente pela família e a sociedade.3 A verdade libertadora a que se referia Jesus era a verdade interior, a verdade sem mácula, muitas vezes com implicações surpreendentes, que surgia do fundo do coração, do Cristo interior. Por isso Jesus disse: “Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à verdade plena, pois não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas futuras” (Jo 16:13).

O ministério de Jesus visava ajudar a todas as pessoas, cada qual a seu modo. Além de consolo e esperança para os sofredores, o Mestre procurava facilitar o avanço de seu povo da etapa “infantil” de mera obediência, para desenvolver o discernimento e, no caso de seus discípulos avançados, despertar a luz interior da percepção direta da verdade. Fica claro, portanto, por que Jesus, diante da natural muralha dos condicionamentos de seus ouvintes, precisava usar de linguagem contundente, na prática uma terapia de choque, ainda que respeitando a liberdade de pensamento de seu povo sofrido. Com suas parábolas que concluíam o inesperado, com seus ditados chocantes, com sua linguagem hiperbólica, Jesus conseguia despertar a atenção de seus ouvintes e inserir uma semente de dúvida, de contestação de conceitos ultrapassados ou de retórica em suas mentes, forçando-os a pensar.

É bem verdade que nem todos eram tocados. O destino de suas palavras era semelhante às sementes do semeador de sua parábola (Mt 13:4-9), muitas não vingavam porque caiam à beira do caminho, em lugares pedregosos e entre os espinhos, mas algumas, felizmente, caiam em terra fértil. Na prática, as pessoas que permitem a germinação da palavra divina são as que têm a mente aberta e o coração sensível.

Um ser divino age como o sol, iluminando a justos e pecadores, aquecendo a simpatizantes e a inimigos. Assim, Jesus distribuía suas benções a todos seus ouvintes, apresentava as verdades eternas a seus discípulos diletos e ao povo despreparado. Nesse caso, no entanto, sabendo que algumas dessas verdades profundas podiam ser mal utilizadas pelos egoístas e ambiciosos, era forçado a velar seus ensinamentos públicos em parábolas e ditados simbólicos, os quais podiam ser compreendidos pelos iniciados de todos os tempos.

Levando em consideração a complexa natureza do ser humano, Jesus concebeu seu ministério transformador atuando por meio de três grandes conjuntos de medidas. Em primeiro lugar seus ensinamentos, em segundo uma vida ética e, finalmente, as práticas e rituais espirituais. Esses conjuntos de medidas eram organicamente interdependentes. Não era possível progredir muito somente ouvindo e memorizando os ensinamentos. Era imprescindível incorporá-los à vida diária, pois, conforme Ele mesmo disse: “todo aquele que ouve essas minhas palavras e as põe em prática será comparado a um homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha” (Mt 7:24). Tiago, seu irmão, ecoando os ensinamentos do Mestre foi ainda mais direto: “Tornai-vos praticantes da palavra, e não simples ouvintes, enganando-vos a vós mesmos!” (Ti 1:22). A prática dos ensinamentos levava a uma vida ética, ou seja, a uma progressiva purificação. A purificação, por sua vez, tornava possível o acesso a certas práticas e rituais que aceleravam a expansão da consciência que, para completar o ciclo, permitia um maior e mais profundo entendimento dos ensinamentos do Mestre. Os três elementos do ministério de Jesus interagiam, retro alimentando-se  e criando uma espiral de progresso constante.

A Figura a seguir oferece uma imagem desta interação do ministério de Jesus. O leitor atento perceberá que existe um paralelo entre os três conjuntos de medidas: ensinamentos, ética e rituais, e os três aspectos da natureza divina: sabedoria, amor e poder. Os ensinamentos levam à sabedoria, a ética superior é a expressão do amor e os rituais e práticas conferem poder espiritual.

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Assim como um avião precisa atingir uma certa velocidade antes de alçar vôo, o discípulo também precisava de um mínimo de sintonia com Deus para alcançar os primeiros níveis do Reino dos Céus. Ele deveria ter um mínimo de compreensão dos ensinamentos do Mestre, além de certo nível de purificação expresso por uma vida ética e o acesso a certas práticas e rituais.
# MAIS DETALHES SOBRE Os Ensinamentos de Jesus

Podemos imaginar as palavras de Jesus como sementes que caíam na alma de seus ouvintes. Se a alma estivesse aberta, seria um solo fértil. Nesse solo as sementes deviam ser cultivadas por uma vida ética e regadas por práticas e rituais espirituais, por bom tempo, para que pudessem germinar, tornar-se árvores e, na estação apropriada, darem frutos. Esses frutos conteriam, por sua vez, novas sementes para continuar o trabalho divino de propagação da verdade redentora.

Visto sob outro ângulo, as palavras de Jesus eram o começo, o meio e o fim. Davam início ao processo de despertar espiritual daquelas almas; proporcionavam os meios pelos quais seus discípulos eram instruídos; e culminavam com a expressão de sabedoria e de unidade com o Pai, que era o objetivo final da obra, como dito por Jesus e até hoje pouco entendido por seus ouvintes: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:30).

Havia entre os judeus uma profunda crença que eles eram o povo eleito de Deus, pois Jeová teria prometido a Abraão que seus descendentes seriam numerosos e teriam o domínio sobre todos os povos da Terra. Em contrapartida deviam obedecer os preceitos da Lei, para que continuassem a receber as bênçãos e a proteção divina. Esse condicionamento social explicava o extremo grau de conservadorismo do povo judeu e a natural relutância em aceitar idéias em conflito com suas crenças religiosas.

Jesus precisava, portanto, abrir espaço para novas idéias, para novas interpretações das verdades eternas que, com o tempo, foram sendo relegadas a segundo plano, quando não esquecidas pelos judeus. Uma taça cheia de água não pode ser preenchida com vinho novo. A taça deve ser primeiramente esvaziada para só depois ser enchida. A dádiva do conhecimento divino requeria um esvaziamento da mente atulhada de preconceitos, processo esse apropriadamente referido pelos místicos da tradição cristã como esvaziamento (kenosis).

O divino pedagogo utilizou um método eficaz para proceder a esse esvaziamento. Foi uma terapia de choque, de contestação dos valores centrais da tradição judaica. As crenças sobre a observância do sábado (o dia de descanso em que nenhum tipo de trabalho deveria ser realizado), os rituais de purificação e as limitações à comensalidade foram os principais alvos. A razão por trás destas críticas de Jesus era invariavelmente o conflito entre a prática da letra da lei e o exercício da compaixão. Assim, Jesus curava os sofredores que o procuravam até mesmo no sábado. Por exemplo, Jesus curou uma mulher “possuída havia dezoito anos por um espírito que a tornava enferma: estava inteiramente recurvada e não podia de modo algum endireitar-se” (Lc 13:11). O chefe da sinagoga indignou-se por Jesus ter feito a cura no sábado. O Mestre contestou duramente aquela posição: “Hipócritas! Cada um de vós, no sábado, não solta seu boi ou seu asno do estábulo para levá-lo a beber? E esta filha de Abraão que Satanás prendeu há dezoito anos, não convinha soltá-la no dia de sábado?” (Lc 13:15-16).

Os fariseus e escribas censuraram Jesus e seus discípulos por não darem a devida atenção ao ritual de abluções com a quantidade preestabelecida de água antes das refeições. Jesus aproveitou a oportunidade para dar um ensinamento sobre as prioridades na vida do ser humano. Ainda que a limpeza das mãos seja importante para manter o corpo saudável, mais importante ainda são as palavras maliciosas, inverídicas ou maldosas, que causam muito mais danos, pois atingem a alma. Jesus, porém, transmitiu esse ensinamento de forma contundente: “Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca, isto sim o torna impuro” (Mt 15:11).

O fato de Jesus aceitar comer com publicanos (coletores de impostos) e notórios pecadores era muito criticado pelos fariseus. Jesus, no entanto, explicou a razão porque ignorava as doutrinas tradicionais: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os doentes. Eu não vim chamar justos, mas pecadores” (Mc 2:17). Ademais, a cena de Jesus sentado à mesa com seus discípulos e os párias da sociedade judaica parece ter um profundo sentido alegórico. A casa onde ocorre a refeição simboliza o corpo humano. Jesus representa o princípio divino no homem, e seus discípulos os atributos e as qualidades mais elevadas da mente. Publicanos e pecadores expressam os aspectos da natureza inferior, tais como egoísmo, ganância, orgulho e sensualidade. A interação do princípio divino aliado aos atributos superiores da mente com os aspectos da natureza inferior, simbolizada pela refeição compartilhada, promove a regeneração e a transformação do homem comum. Essa integração do superior com o inferior, é o processo pelo qual ocorre a mudança de orientação do material para o espiritual.

Por meio de inúmeras passagens de teor semelhante, Jesus forçava seus ouvintes a pensar sobre os verdadeiros valores da vida e, com isso, a redirecionar sua atenção dos rituais externos de purificação e propiciação para o que é mais importante na vida do ser humano, a compaixão para com os que sofrem. Seguindo a tradição dos profetas, Jesus reiterou o ensinamento divino: “Misericórdia é o que eu quero e não sacrifício” (Mt 12:7).

Jesus sempre criticou a obediência cega aos preceitos externos sem entendimento e, principalmente, sem a devida atitude de compaixão. Se acreditamos que a mensagem de Jesus também foi dirigida ao mundo moderno, devemos, por coerência, estender a atitude de avaliação crítica de Jesus para a grande família cristã atual. Observando nossa vida diária, o Mestre poderia concluir que nosso comportamento realmente reflete nossas crenças religiosas? Os fariseus e levitas atuais estão mais envolvidos na divulgação e na prática dos ensinamentos do Mestre ou na preservação de suas instituições? Será que o cristão atual, apesar dos avanços da ciência e do aprimoramento do nível educacional, está menos sujeito a condicionamentos limitativos para a compreensão dos mistérios divinos? O cristão esclarecido atual estaria aberto a interpretação simbólica dos ensinamentos de Jesus, como seus discípulos originais, ou só estaria capacitado a aceitá-los no seu sentido literal, como o povo palestino, ‘os muitos’, de então?

Podemos testar a nossa atitude sobre esse último ponto examinando as quatro chaves conhecidas para a interpretação bíblica, que foram sistematizadas e divulgadas em nosso século pelo grande estudioso Geoffrey Hodson4 e que resumimos da seguinte forma:

1. Todos os eventos registrados, supostamente históricos, também ocorrem interiormente. Cada evento descreve uma experiência subjetiva do homem.

2. Cada pessoa que figura proeminentemente na história representa uma condição da consciência e uma qualidade de caráter.

3. Cada história é considerada como descrição da experiência da alma ao passar por certas fases da jornada evolutiva para a terra prometida.

4. Todos os objetos e certas palavras têm significado simbólico especial.

Só  quando o cristão busca entender a mensagem subjacente nos textos sagrados, usando essas chaves para sua interpretação, é que começa, então, a despertar para a beleza e a profundidade dos ensinamentos redentores. Por exemplo, a expressão “montanha” é geralmente usada como símbolo de um estado de consciência elevado. Assim, o Sermão da Montanha não teria sido dado num ponto geográfico elevado, mas sim num estado de consciência elevado a que Jesus teria induzido seus discípulos. Da mesma forma, quando Moisés sobe ao Monte Sinai, o que ocorre é que ele está ascendendo a um nível de consciência que lhe permite receber os Mandamentos de Deus. O entendimento das passagens bíblicas muda inteiramente quando vemos um monte ou montanha não como um acidente geográfico mas como um estado interior elevado.

Um trecho da Bíblia que muitos julgam estranho é a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém montando num jumentinho (Mc 11:1-11). No sentido literal a passagem parece, no mínimo, fora de contexto, ou mesmo desnecessária. Porém, ela contém um ensinamento oculto, dado diretamente aos discípulos, mas transmitido ao povo sob o véu da alegoria. No sentido simbólico, Jesus representa a natureza divina no homem. Jerusalém, a Cidade Sagrada, representa o Reino de Deus. O homem real, sua natureza superior, só pode entrar no Reino de Deus quando está usando sua natureza inferior, representada pelo jumentinho. O jumento é um quadrúpede, portanto um símbolo adequado para o quaternário inferior do homem, ou seja, seus corpos físico, energético (ou etérico), emocional (ou astral) e mental concreto. Mas a natureza inferior, a personalidade, deve ser uma montaria perfeitamente domesticada, ou seja, que tenha sido treinada à perfeição para servir prontamente aos comandos do Senhor, o Cristo interior. Quando isso ocorre o homem entra no Reino dos Céus.

A maior parte das passagens bíblicas prestam-se a interpretações desse gênero, conferindo uma visão mais ampla aos que ousam buscar o sentido do espírito que vivifica e abandonar a letra que mata (II Co 3:6). Jesus sempre  procurou estimular o discernimento da mente e a abertura do coração para os lampejos do espírito.

No entanto, o método de constante questionamento adotado por Jesus pode ser causa de atritos com aqueles que nos são mais caros, como nossos familiares, amigos e mentores. Um exemplo flagrante disso está indicado na passagem em que Jesus é apresentado como dando motivo a divisões e discórdias: “Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada. Com efeito, vim contrapor o homem ao seu pai, a filha à sua mãe e a nora à sua sogra. Em suma: os inimigos do homem serão os seus próprios familiares” (Mt. 10:34-36). Essa passagem também pode ser interpretada com as chaves indicadas, sugerindo que a palavra divina, Cristo, vai contrapor o homem (o verdadeiro ser, a alma) a seu pai e a sua mãe, ou seja, a sua natureza material. Os familiares, unidos por seus laços sangüíneos, simbolizam as tendências materiais e egoístas da personalidade, portanto, os inimigos do verdadeiro homem, a alma.
* Vida ética

O ser humano inicia sua vida no núcleo familiar e desenvolve-se dentro de um grupo maior que, por sua vez, faz parte da grande família humana. A vida do ser humano no mundo envolve constantes relacionamentos e interações. Dentro dessa realidade de interdependência de todos os seres que compõem nosso mundo exterior, a ética determina as normas que devem reger as relações entre os membros da sociedade para assegurar seu bem estar. Na medida em que o homem vive de acordo com a ética, ele está contribuindo para a harmonia no mundo e, portanto, está em sintonia com o Plano de Deus. Nesse sentido, o homem perfeito, é aquele que alcançou a mais elevada sintonia com Deus, referida por Paulo, como a medida da estatura da plenitude do Cristo (Ef 4:13).

A realidade, porém, é que o homem geralmente não percebe e, portanto, não segue a orientação de sua natureza superior que é a expressão de Deus imanente nele, sendo, por isso mesmo, a personificação da mais profunda sabedoria e compaixão. Quando a ação do homem é contrária à ética ditada pelo divino habitante do recôndito, ele gera infelicidade para si mesmo e cria desarmonia dentro do grande organismo da vida. Essa vibração dissonante pode ser vista como uma impureza que se origina no homem e afeta o Todo. A vida ética, portanto, eqüivale a um processo de purificação do indivíduo de todas suas vibrações dissonantes com o Plano Divino. A recíproca também é verdadeira, ou seja, toda prática de purificação contribui para elevar o padrão ético do indivíduo.

Jesus oferecia ajuda às pessoas em todos os estágios do caminho. Para o povo em geral, a primeira etapa da vida ética era aprender a não fazer o mal. Os dez mandamentos de Moisés eram o ponto de partida. Jesus, porém, pregava um enfoque mais radical. Não bastava não fazer a coisa errada, era preciso também não pensar e desejar o errado. O aprimoramento pregado por Jesus incluía além da inibição das más ações, a elevação do estado mental e emocional, bem como a purificação das intenções. Os exemplos clássicos desse aprofundamento encontram-se em sua prédica sobre o assassinato e o adultério.

Vale a pena recordar suas palavras: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; aquele que matar terá de responder no tribunal. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, terá de responder no tribunal; aquele que chamar ao seu irmão ‘Cretino’ estará sujeito ao julgamento do Sinédrio; aquele que lhe chamar ‘Louco’ terá de responder na geena de fogo” (Mt 5:21-22). Jesus deixa claro, portanto, que os sentimentos de cólera e as palavras ofensivas estão na mesma categoria dos ataques contra a vida do ser humano.

O mesmo enfoque é dado para as relações sexuais ilícitas. “Ouvistes que foi dito: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5:27-28). O pensamento é colocado claramente no mesmo nível que a ação de adultério. Como toda ação começa com um pensamento, devemos aprender a agir sobre a raiz do mal e não apenas sobre sua expressão exterior.

Devemos, nesse ponto, recordar a pregação fundamental sobre o Reino em que somos instados a mudar nossos estados mentais. Se examinarmos os evangelhos com atenção, veremos que todo o ministério de Jesus estava voltado para a mudança de nossa mente e do nosso coração. Num sentido mais amplo, Jesus estava procurando mudar a orientação de nossa natureza interior, incluindo sentimentos, pensamentos e percepções, do mundo material para o espiritual.

Quando o indivíduo cessa de fazer o mal pode, então, começar a aprender a fazer o bem. Seus ensinamentos e prédicas contra o desejo de vingança, que contrastam nitidamente com a prática da tradição judaica, estão nessa categoria. “Ouviste que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao homem mau; antes, àquele que te fere na face direita oferece-lhe também a esquerda; e àquele que quer pleitear contigo, para tomar-te a túnica, deixa-lhe também a veste” (Mt 5:38-40).

Chegamos, agora, ao pináculo do comportamento ético: “Ouviste que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5:43-44). E Jesus explica a razão para essa mudança radical no comportamento tradicional de seu povo: “Desse modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o seu sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos. Com efeito, se amais aos que vos amam, que recompensa tendes: Não fazem também os publicanos a mesma coisa? E se saudais apenas os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem também os gentios a mesma coisa?” (Mt 5:45-47).

Jesus conclui essa pregação lembrando o objetivo supremo de nossa vida na terra, alcançar o Reino dos Céus: “Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5:48). A vida ética é o próprio caminho da perfeição. Essa perfeição está ao alcance de quem transcende sua natureza humana, morrendo para o mundo para renascer para Deus. Quando isso ocorre, o fiel pode dizer, como Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2:20).

A transição para a moral superior, em que o discípulo aprende a fazer o bem, começa quando o amor passa a orientar sua vida. Mas amar significa doar. A doação requer uma atitude altruísta em que o centro de atenção é retirado do eu e colocado no outro. O cerne da transformação do ser humano, o altruísmo, é conseqüência natural da renúncia ao eu.

Seus discípulos eram instados a adotar uma postura ativa e não meramente de crer na pessoa ou nas palavras do Salvador. Deviam aguçar a mente, abrir o coração, agir com discernimento e compaixão, e procurar seguir o exemplo do Mestre em tudo. Essa era a essência da purificação implícita numa vida ética. Compreendemos, assim, porque Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9:23).

Esse ditado carece de mais atenção. Como Jesus usava a simbologia sagrada em seus ensinamentos públicos, o primeiro postulado “Se alguém quer vir após mim” significa ir além do estado de consciência de Cristo, o Filho, e alcançar o Pai. Esse é o objetivo último do caminho espiritual, a união com o Pai, que Jesus afirma ser possível. Mas para isso o discípulo deve, em primeiro lugar, renunciar a si mesmo. A simplicidade dessas palavras esconde a enorme dificuldade dessa realização. Elas não significam simplesmente a renúncia aos bens terrenos, o que por si só afasta a maior parte dos aspirantes, como sucedeu com o moço rico que perguntou a Jesus como alcançar a vida eterna (Mt 19:16-22). Significam, na verdade, renunciar ao que acreditamos ser a coisa mais importante em nossa vida, a nossa noção de individualidade e independência. O auto-centrismo que rege nossas vidas nesse mundo deve ser abandonado.

O centro de nossa vida passa a ser Deus: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento” (Lc 10:27). Essa é a suprema renúncia, que leva até mesmo os grandes santos a imensos conflitos interiores e a momentos de indescritível angústia, como relatado por João da Cruz em sua obra A Noite Escura da Alma.

Além de renunciarmos a nós mesmos, devemos tomar a nossa cruz todos os dias e então segui-lo. O que significa tomar a nossa cruz? Significa aceitarmos o fardo da providência divina, conseqüência de nossos atos anteriores, da lei de causa e efeito. Esse alerta é importante para que alguns aspirantes ao caminho da perfeição não cometam o erro de pensar que renunciar a si mesmo significa renunciar seus compromissos neste mundo. O renunciante não é chamado a abandonar sua família e outras obrigações. A renúncia é uma atitude interior. A vida exterior pode permanecer praticamente a mesma quando a renúncia interior ocorre. A diferença é que tudo passa a ser feito em benefício do Plano Divino e não mais para nosso próprio interesse. Assim, devemos viver no mundo sem ser do mundo. O Divino Mestre nos ensinou que a motivação é o fator primordial da vida e deve orientar nossos esforços e qualificar o resultado de nossas ações. Por isto foi dito: “onde está o teu tesouro aí está o teu coração” (Mt 6:21).

Resumindo, Jesus nos ensinou que devemos renunciar a nós mesmos para alcançarmos o estado beatífico de união com o Pai e, dentro dos limites impostos por nossas obrigações e limitações, devemos dedicar toda a nossa energia e aspiração a seguir o Mestre. Mas o que seria seguir o Mestre? Certamente não era a mera postura passiva de andar atrás do homem Jesus, seguindo-o fisicamente. A exortação é certamente a de seguir-se o modo de vida de Jesus. Somos instados a uma mudança interior que nos possibilite entrar na consciência do Reino e viver inteiramente para o serviço à humanidade, sem nenhuma ambição a não ser de nos tornarmos um instrumento cada vez mais eficiente na seara do Senhor.

O discípulo que procura seguir o Mestre rege sua vida pelo amor. Ele ama seu próximo como a si mesmo. Isso quer dizer que o amor a si mesmo deve ser o marco referencial para o amor ao próximo. Mas amar a si mesmo não seria egoísmo, o contrário da vida altruísta de um discípulo? Somente aqueles que sabem o que é o verdadeiro “amor a si mesmo” podem alcançar esse estágio. Não se trata mais de amar nossa personalidade, nossa natureza inferior, com seus intermináveis desejos e apegos ao mundo. O verdadeiro “si mesmo”, que os anglo-saxões chamam de “self”, é o verdadeiro ser humano, a natureza superior, o Cristo interno. Quando nos identificamos com nossa natureza superior, não de forma meramente intelectual mas como expressão consciente de todo nosso ser, o comportamento altruísta passa a ser perfeitamente natural para nós. A partir de então, passamos verdadeiramente a amar nosso próximo como a nós mesmos. Essa é a atitude de todos os grandes servidores da humanidade. Quando perguntaram a Madre Teresa como ela podia tratar com tanto amor a todos os indigentes em seus albergues em Calcutá, ela respondeu que não lhe era possível amar pessoalmente a cada uma daquelas pessoas, mas que amava a Cristo no interior de cada uma delas.

Para deixar claro que a nova ética que leva ao Reino requer uma atitude ativa de procurar fazer o bem e não meramente de não fazer o mal, como pregavam os antigos (Tb 4:15), Jesus reverte a Regra de Ouro: “Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7:12).
o Práticas espirituais e rituais

Poderíamos imaginar o conjunto de ensinamentos de Jesus como as instruções para a fabricação de um instrumento musical, a vida ética como a metódica tarefa de construção do instrumento e as práticas espirituais como o processo em que o músico começa a testar sistematicamente o instrumento até soar sua nota perfeita que se integrará na sinfonia das esferas. Deus é o Supremo Maestro que rege uma sinfonia celestial, na qual cada ser humano é um instrumento e deve soar sua nota especial, que é a sua contribuição para o Plano Divino.

Em todas as tradições espirituais é sabido que práticas e rituais foram concebidos para facilitar, ou mesmo induzir, expansões de consciência que, no seu devido tempo, conferem poder a seus praticantes. Nos Ioga Sutras de Patanjali estão listados esses poderes, que incluem a capacidade de ler pensamentos, ver e ouvir à distância, efetuar curas consideradas pela ciência como milagrosas etc. Obviamente tais poderes podem ser usados tanto para o bem como para o mal. Por isso, todos os instrutores idôneos exigem de seus discípulos um período relativamente longo de preparação, antes de ensinarem as técnicas ou permitirem a participação dos discípulos nos rituais que conferem poder. A raja ioga, por exemplo, inicia-se com a ioga preliminar, na qual o discípulo deve se engajar por vários anos em práticas que visam a purificação. O objetivo de todos esses cuidados é promover o que os orientais chamam de ahimsa, ou seja, a inofensividade. Apenas o aspirante que é incapaz de fazer mal aos outros, não só com suas ações, mas principalmente com seus pensamentos, recebe as instruções orais que permitem alcançar os estágios avançados.

Como é bem sabido, Jesus conduziu seu ministério em dois níveis, para o grande público em linguagem simbólica e para seus discípulos abertamente, como indica a passagem: “A vós foi dado o mistério do Reino de Deus; aos de foram, porém, tudo acontece em parábolas” (Mc 4:11). São poucas as referências a práticas e rituais na Bíblia, e essas são consideravelmente veladas por simbolismo. Jesus ensinou seus mistérios aos discípulos, mas alertou-os severamente sobre o perigo decorrente da revelação desses segredos. O alerta foi registrado numa passagem cuja linguagem é especialmente forte: “Não deis aos cães o que é santo, nem atireis as vossas pérolas aos porcos, para que não as pisem e, voltando-se contra vós, vos estraçalhem” (Mt 7:6).

O cristão moderno verdadeiramente comprometido com sua transformação interior deve estar atento para os indícios nas diversas escrituras das práticas e rituais ensinados por Jesus. Alguns ensinamentos dessas práticas são mencionados na Bíblia, outros estão nos textos apócrifos que vieram a tona nos últimos séculos e outros, ainda, nas práticas conservadas pela tradição oral, principalmente em certas comunidades monásticas.

A oração sempre foi a prática básica de todas as tradições religiosas e espirituais. Quanto à forma, Jesus pontifica que o verdadeiro aspirante deve evitar a oração mecânica, repetitiva, sem o engajamento do coração: “Nas vossas orações não useis de vãs repetições, como os gentios, porque imaginam que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos” (Mt 6:7). Ao seus discípulos ensinou o “Pai Nosso” como forma de expressão de devoção e compromisso de vida. Muito aproveitaria ao fiel a leitura do livro inspirado de Teresa de Ávila, Castelo Interior ou Moradas (Paulus, 1981), em que essa grande mística carmelita discorre sobre os sete tipos de oração com seus respectivos níveis de realização espiritual. O primeiro nível é a oração mecânica e os mais elevados envolvem a contemplação.

A prática da meditação é apresentada na Bíblia de forma velada. Jesus, contrastando a postura daqueles que chama de hipócritas por fazerem suas orações nas sinagogas e em lugares públicos para serem vistos, exorta seus seguidores a fazerem suas orações em recolhimento. “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora ao teu Pai que está lá, no segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará” (Mt 6:6).

O que é apresentado como sendo externo, o quarto, refere-se a algo interno, o coração. Jesus nos exorta a retirarmos nossa consciência para o âmago de nosso ser, simbolizado por aquele órgão. Fechar a porta, significa fecharmos a entrada das percepções do mundo exterior para a nossa consciência, inclusive o fluxo de pensamentos. Isso eqüivale à quinta etapa da ioga de oito passos de Patanjali, o recolhimento interior (pratyahara). Orar em segredo ao Pai significa permanecer em absoluto silêncio, sem palavras e pensamentos, no que é conhecido na tradição monástica como sendo o estado de contemplação. Com essa total aquietação da mente criamos as condições para que a pura luz da intuição possa atravessar a mente e gravar no cérebro o conhecimento superior, a maravilhosa recompensa prometida pelo Pai.

Os místicos de todos os tempos praticaram a meditação contemplativa. As descrições de Teresa de Ávila são extremamente reveladoras. João da Cruz talvez tenha inspirado o retorno dessa prática para grande número de fiéis dentro da Igreja Católica em nossos dias. Em sua obra, A Chama Viva do Amor5 João da Cruz descreve detalhadamente a transição da devoção sentimental para a intimidade com Deus. No momento em que a alma esgota seu aprendizado devocional, ela passa a ansiar por algo mais; a partir de então, começa um novo relacionamento com o Pai. A alma deve abandonar as antigas práticas e entregar-se a Deus sem demandas e em silêncio. Inicia-se um período de descanso em Deus, em que nada parece acontecer. A alma entrega-se a Deus sentindo uma profunda paz. Ainda que esse período de relativa aridez possa durar semanas, meses ou mesmo anos, se o praticante realmente se entregar a Deus, com fé na graça divina, mais cedo ou mais tarde encontrará o Bem Amado, não como imaginava que Ele fosse, mas como Ele é na realidade.6

A oração e a meditação devem ser praticadas diariamente, para que seus efeitos de elevação de consciência possam ocorrer. Mas, para entrar no Reino não basta alcançarmos esporadicamente alguns instantes de elevação espiritual. O Reino foi descrito como um estado de crescente sintonia com Deus. Essa sintonia deve ser estabelecida e mantida durante todo o dia. Paulo provavelmente referia-se a isso quando disse, na linguagem de seu tempo, que devemos orar sem cessar (1 Ts 5:17). Não devemos imaginar que Paulo, o grande ativista, estivesse exortando seus discípulos a abandonarem seus deveres para ficar orando dia e noite. O que estava sendo recomendado era o que veio a ser conhecido mais tarde, na tradição cristã, como a prática da lembrança de Deus. Devemos procurar voltar o nosso coração, a nossa lembrança, para Deus durante todo o dia, exatamente como fazemos quando estamos apaixonados por uma pessoa. Por isso foi dito: “Permanecei em mim como eu em vós” (Jo 15:4). O Cristo interior está sempre conosco, o que falta é nos voltarmos para Ele também. Essa sintonia é tão importante que o Divino Instrutor nos prometeu: “Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vós o tereis” (Jo 15:7).

Quando o praticante se engaja no processo de lembrança de Deus, ainda que inicialmente de forma imperfeita e com lapsos freqüentes durante o dia, ele inicia uma nova etapa no caminho. Antes ele lutava contra seus demônios interiores sozinho. Agora terá um aliado permanente a seu lado, o próprio Senhor do universo, a luz infinita que automaticamente repele a escuridão, a onisciência divina que vence toda ignorância. A partir de então o progresso será muito mais rápido, porque a verdade é incompatível com a falsidade do mundo, e o Amor, com o egoísmo da personalidade. Como Deus é verdade e amor, enquanto estivermos sintonizados com ele, as vibrações distorcidas do mundo material não terão lugar em nosso coração. Estaremos vivendo, então, numa vibração elevada, praticando naturalmente as virtudes divinas e avançando no Caminho da Perfeição.7

Além das práticas da oração, meditação e lembrança de Deus, encontramos nos evangelhos referências a certos rituais. A tradição esotérica sustenta que Jesus usava dois tipos de rituais, aqueles realizados com a participação de um grupo de discípulos e os de caráter iniciatório, que eram conferidos individualmente à medida em que o discípulo tornava-se capacitado para aquela expansão de consciência transformadora.

Dentre os rituais de caráter grupal, vale mencionar, além da Santa Ceia, aquele que é referido como o Hino de Jesus. Na Bíblia encontramos somente a curta e enigmática menção de um hino cantado por Jesus e seus discípulos: “Depois de terem cantado o hino, saíram para o monte das Oliveiras” (Mt 26:30 e Mc 14:26). Felizmente esse ritual, que ainda hoje é praticado por alguns místicos, com efeitos marcantes, foi preservado num documento conhecido como Atos de João e, mais tarde, publicado como O Hino de Jesus.8 Nesse ritual, os discípulos giravam ao redor de Jesus, que entoava invocações no centro da roda, enquanto os discípulos respondiam “Amém”.

Outro rito de Jesus, que se supõe era ainda mais poderoso, está descrito de forma tão velada na Bíblia, que é geralmente referido como o milagre da ressurreição de Lázaro. Se examinarmos a longa passagem em João (Jo 11:1-43) veremos que o relato é estranho devido ao comportamento aparentemente bizarro de Jesus. O Mestre, ao ser avisado pelas irmãs de Lázaro, Maria e Marta, que seu discípulo querido9 estava “doente”, parece não demonstrar preocupação e interesse por seu estado de saúde. Seu comentário, ao receber o pedido de ajuda, é de que “essa doença não é mortal, mas para a glória de Deus”. Depois disso Jesus permanece mais dois dias onde estava pregando e só então decide ir ao povoado de Lázaro. Ao dizer aos discípulos: “Lázaro morreu. Vamos para junto dele!”, Tomé, surpreendentemente, diz: “Vamos também nós, para morrermos com ele!” Como explicar esse desejo de Tomé de morrer com Lázaro, a não ser que essa “morte” fosse algo extremamente desejável?

Todos conhecemos o final feliz do episódio, com Lázaro saindo do sepulcro, em resposta ao comando de Jesus, com os pés e as mãos enfaixados e com o rosto recoberto por um sudário. Essa passagem bíblica é  um relato alegórico de um elevado ritual dos mistérios, no qual o iniciado entra em transe por três dias, aparentando estar morto. Ao fim do terceiro dia, o hierofante, no caso Jesus, usando palavras de poder, desperta-o do transe. Noutra passagem bíblica Jesus parece referir-se a esse mesmo mistério quando diz: “Destruí este templo, e em três dias eu o levantarei” (Jo 2:19).

Nas epístolas de Paulo encontramos várias passagens em que é usada a linguagem técnica dos mistérios. Talvez a mais clara seja: “É realmente de sabedoria que falamos entre os perfeitos, sabedoria que não é deste mundo nem dos príncipes deste mundo, voltados à destruição. Ensinamos a sabedoria de Deus, misteriosa e oculta, que Deus, antes dos séculos, de antemão destinou para a nossa glória” (1 Co 2:6-7). Aproximadamente um século depois, alguns discípulos de Valentino diziam ter recebido de seu mestre os ensinamentos secretos de Paulo.10

No Evangelho de Felipe, texto encontrado na Biblioteca de Nag Hammadi, descoberta no Egito em 1947, existem várias passagens relacionadas com os sacramentos ou mistérios de Jesus. É interessante notar que Jesus teria instituído cinco e não os sete sacramentos usados pela Igreja: “O Senhor fez tudo num mistério, um batismo, uma crisma, uma eucaristia, uma redenção e uma câmara nupcial”11 Esses sacramentos pareciam ter um caráter iniciático, e cada um era ministrado somente uma vez na vida do indivíduo (na Igreja romana a eucaristia e a redenção podem, em princípio, ser ministradas todos os dias).

A igreja romana, herdeira da tradição aberta dos ensinamentos de Jesus ministrados ao povo, adotou os sacramentos de Jesus, instituindo, mais tarde, outros dois, a ordem (para a ordenação dos padres) e a extrema unção. O caráter iniciático dos três primeiros sacramentos (batismo, crisma e eucaristia) foi mantido pela Igreja, com algumas modificações necessárias para serem ministrados abertamente ao público. No entanto, o batismo, entre os cristãos primitivos, só era conferido após a idade de 20 anos, quando o postulante teria suficiente maturidade para decidir livremente o caminho a tomar e preparar-se devidamente pelo prazo mínimo de dois anos, para a cerimônia de iniciação.

Os dois últimos sacramentos, que conferiam os estágios mais elevados de consciência associados ao Reino dos Céus, foram desvirtuados em suas versões externas. A redenção, conhecida na igreja primitiva como apolytrosis, teria certo paralelo com a ressurreição de Lázaro. Era nesse estágio que provavelmente ocorria a transformação do “homem velho em homem novo,” a que se referia Paulo (Cl 3:9-10). O sentido de transformação desse sacramento de Jesus foi utilizado mais tarde pela igreja romana, na instituição de seu sacramento da penitência, mais conhecido dos católicos como confissão. É interessante notar que esse sacramento da Igreja está em contradição com os ensinamentos de Jesus a respeito da lei de causa e efeito, também referidos de forma clara por Paulo: “Não vos iludais; de Deus não se zomba. O que o homem semear, isso colherá: quem semear na carne, da carne colherá corrupção; quem semear no espírito, do espírito colherá a vida eterna” (Gl 6:7-8).

No sacramento da câmara nupcial, que só estava ao alcance dos discípulos mais avançados, era conferida a suprema iluminação. A igreja romana transformou esse sacramento no matrimônio, visando santificar a união exterior entre homem e mulher. O sacramento da câmara nupcial visava promover a união interior. Nele, a alma totalmente purificada, referida como virgem, unia-se ao divino esposo, o Cristo interior. Esse sacramento é referido na Bíblia, de forma velada, nas parábolas do banquete nupcial (Mt 22:1-14) e das dez virgens (Mt 25:1-13). Vários místicos referem-se a experiências interiores semelhantes. Vale a pena mencionar Jan van Ruysbroeck, um dos maiores místicos católicos, que escreveu no século XIV, em Adornos do Casamento Espiritual, que Cristo é o nosso noivo que nos convida a ir a Ele. 12

Ainda que os sacramentos originais pareçam perdidos, pelo menos no sentido em que eram ministrados por Jesus e seus discípulos, ao que tudo indica, continuaram a ser conferidos no plano interior aos místicos, ao longo dos séculos. Vemos um estreito paralelo entre as cinco iniciações, os cinco sacramentos de Jesus e os cinco estágios da vida mística.13
+ CONCLUSÃO

Nossos anseios espirituais podem ser perfeitamente atendidos pela herança que o Mestre nos legou. O Evangelho do Reino, mencionado tantas vezes na Bíblia, era exatamente a Boa Nova de que o Pai Amoroso nos aguarda ansiosamente em Seu Reino. Esse Reino está ao nosso alcance aqui e agora. Se perguntássemos como podemos conhecer o caminho para o Reino, talvez Cristo nos respondesse hoje, como o fez a Tomé: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (Jo 14:6). “Eu Sou” era uma expressão técnica usada pelos judeus para referirem-se a Deus.

Com muita propriedade, o Cristo interior é o Caminho, a Verdade e a Vida. Em primeiro lugar, Cristo é o Caminho: somente quando o despertamos interiormente é que de fato entramos no Caminho da Perfeição. Cristo é Luz, portanto, ao trilharmos o Caminho alcançamos a Verdade. E o conhecimento da Verdade nos concede a Vida Eterna, que é outra forma de expressar a realização do Reino, o estado de continuidade de consciência da união com o Pai. Portanto, verdadeiramente, ninguém vem ao Pai a não ser por intermédio do Cristo interior.

Vale a pena lembrar que o Filho é Deus em seu aspecto imanente, em todos os seres e todas as coisas, enquanto o Pai é Deus em seu aspecto transcendente. Portanto, só podemos alcançar Deus no seu sentido externo, o Pai que está além deste mundo, por intermédio de Deus em nós, o Cristo interior.

Alguns leitores, ao chegarem a este ponto, podem estar se sentindo divididos. Por um lado estariam inclinados a investigar mais a fundo as questões abordadas neste artigo, mas por outro estariam receosos de tomar este caminho antevendo a possibilidade de conflitos com os valores tradicionais de suas crenças. Nesse caso, valeria a pena recordarmos mais uma vez a orientação de Jesus: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”. Mas para que a verdade possa nos libertar devemos conhecê-la, e para conhecê-la devemos procurá-la. Assim o caminho começa com a busca e não precisamos temer os percalços do caminho porque Ele é o bom pastor e está sempre conosco. Como Ele é a Vida em nós, é a essência última de nosso ser, podemos nos entregar a Ele e, com total confiança, buscar a Verdade Nele. Na prática, isso significa uma atitude ativa e não passiva. Significa seguirmos Seus ensinamentos e procurarmos viver de acordo com a mais alta ética indicada por nosso coração, para assim promovermos a purificação de nossos corpos. Uma vez purificados, como os místicos bem sabem, podemos nos entregar às práticas espirituais com a confiança de que alcançaremos a Graça da Presença Divina em nosso coração.

A Igreja Católica também reconhece a importância da busca da verdade no caminho espiritual. Em seu parágrafo introdutório da “Carta Encíclica FIDES ET RATIO (Fé e Razão)”, o Papa João Paulo II pontifica: “Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si mesmo”.

A fé é o fundamento da religiosidade cristã, tanto de católicos como de protestantes de todas as correntes e denominações. Devemos ter fé que Ele estará conosco todos os dias, até a consumação dos tempos (Mt 28:20). Se realmente tivermos essa fé, saberemos com certeza que Ele só aguarda a nossa permissão para estar conosco. Essa revelação encontra-se numa das passagens mais tocantes da Bíblia: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo” (Ap 3:20). Ele está permanentemente à porta de nosso coração, batendo suavemente em respeito ao nosso livre arbítrio. Mas não basta ouvirmos Sua voz, a voz da consciência. Temos que abrir a porta. Uma porta simboliza uma barreira à entrada dos que estão fora. A barreira que impede a entrada de Cristo em nossa vida são nossas impurezas, nossas vibrações dissonantes com a harmonia do Plano Divino. Por isso, abrir a porta significa mudarmos nossa vida, sintonizando nossa vibração com o Amor, a Verdade e a Paz. Quando isso ocorrer, Ele entrará em nosso coração e passaremos a ter consciência de Sua Presença. Então, Ele poderá cear conosco e nós com Ele, ou seja, alcançaremos a bem-aventurança da comunhão com Deus.

1 Raul Branco é um estudioso da tradição cristã, tendo publicado vários artigos e os livros: Pistis Sophia, Os Mistérios de Jesus (RJ, Bertrand Brasil, 1997) e Os Ensinamentos de Jesus e a Tradição Esotérica Cristã (SP, Pensamento, 1999).

2 Estas chaves podem ser obtidas nas obras: Geoffrey Hodson, A Vida do Cristo do Nascimento a Ascensão (Brasília, Editora Teosófica, 2000) e Os Ensinamentos de Jesus e a Tradição Esotérica Cristã, op. cit

Comer Pouco + Mastigar Muito = Vida Longa

IMMB – Terapeuta Online/Produtos Naturais/Ensino a Distância/Autojuda

Reproduzimos aqui na íntegra, mais um presente Globo.com
Nosso lema é servir e queremos enaltecer aos relevantes serviços prestados pela Rede Globo à humanidade, em especial aos produtores do Globo Repórter, para compensar tantas críticas destrutivas de algumas pessoas persistentes numa sistemática perseguição, esquecendo-se de que cabe a cada um selecionar seu foco de informações.

Abraços
Egídio Garcia Coelho
Diretoria/IMMB


Abaixo o vídeo, porém com deficiência no som…

Comer pouco e mastigar muito prolonga a vida

Ensinamento é transmitido por japonês de 103 anos. Na segunda maior economia do planeta, a alimentação é um dos trunfos da longevidade.

ROBERTO KOVALICK

Okazaki, Nara e Tóquio – Japão

O Japão é uma terra de mulheres magras e elegantes, que, há 21 anos, têm um título imbatível: ninguém no planeta vive tanto quanto elas. São 85,5 anos em média.

O país é a segunda maior economia do mundo, construída com o esforço de uma gente trabalhadora e obcecada pela perfeição, principalmente quando se trata de alimentação e qualidade de vida.

No início da manhã, no jardim de casa, Saburo Shichi repete os exercícios que faz há 50 anos com a ajuda de um bastão. São apenas três repetições. Exercícios simples, que o ajudaram a chegar a idade que tem hoje: 103 anos.

Passar dos 100 no Japão não é tão difícil. Hoje o país tem mais de 40 mil pessoas que conseguiram. Saburo Shichi se orgulha mesmo é de outra conquista. Existem muitos centenários, mas poucos conseguem ficar em um pé só. Ele é animado e divertido.

Conhecendo a vida de Saburo Shichi, o Globo Repórter descobriu os muitos segredos de um país onde os habitantes costumam ter uma vida longa e saudável.

“É importante ter um diário, para você ver o que escrevia quando tinha 10 anos e depois 30. Assim, você pode lembrar sua vida, se arrepender dos erros do passado e não repeti-los”, ensina Saburo Shochi.

No diário do ano passado, uma surpresa: frases escritas em português. Saburo Shichi esteve no Brasil, durante as comemorações do centenário da imigração japonesa. Ganhou uns beijos quando passeou no litoral carioca e aproveitou para aprender um pouco da língua portuguesa.

É mais um segredo de longevidade. Aprender uma coisa nova a cada dia exercita a memória e ajuda a envelhecer bem.

O café da manhã de Saburo Shochi tem de tudo um pouco. Algumas coisas podem parecer estranhas para os brasileiros. Em vez de pão, arroz. Ele come alguns poucos grãozinhos a cada vez. Legumes em conserva. São onze pratinhos diferentes e muita paciência. Professor primário e médico aposentado, Saburo Shochi ensina que para viver muito é preciso ir devagar. “Mastigar bem: 30 vezes”, diz ele. Para acompanhar, uma sopa de missô, uma pasta de soja fermentada que está presente em todos os lares japoneses e em todas as refeições.

Pasta de soja ajuda a melhorar a elasticidade da pele

Lendas de antigos guerreiros já falavam dos poderes milagrosos da pasta de soja. Ieyasu Tokugawa – um shogun, líder militar do século XVII – foi um dos responsáveis pela unificação do Japão e viveu muito mais do que as pessoas de sua época. Era extremamente inteligente e todos atribuíam seus feitos à sopa de missô, que ele tomava todos os dias.

No Ocidente, o vinho e outras bebidas são envelhecidos e têm o sabor aprimorado em barris. No Japão, uma técnica semelhante é usada com a pasta de soja. Ela fica armazenada durante dois anos, envelhecendo, se transformando. A técnica é usada há séculos. Agora a ciência descobriu que lá dentro está uma espécie de fonte da juventude.

O pesquisador Kenji Okajima, da universidade da cidade de Nagoya, intrigado com a história do shogun, resolveu testar a pasta de soja envelhecida. Ele descobriu que o missô fermentado durante dois anos produz no corpo uma substância importante para manter a memória e estimular o cérebro.

“Nós demonstramos que o missô estimula os neurônios sensoriais na pele e no estômago e, com isso, aumenta a produção do fator de crescimento semelhante à insulina 1 no hipocampo. Essa substância é muito importante para manter as funções cognitivas”, explica o doutor em ciências médicas.

O teste foi feito com ratos em um tanque de água. O que recebeu alimentação comum demorou para se dar conta de que o único lugar seco e seguro era um pedestal de acrílico na outra borda. Já o que foi alimentado com a pasta de soja encontrou rapidamente o alvo no tanque com água, onde pode descansar. Em outras palavras, o ratinho ficou mais esperto, assim como teria acontecido com o shogun.

A substância que o missô produz no corpo ajuda também a melhorar a elasticidade da pele. “Essa substância aumenta a quantidade de colágeno. E também o suor, que é muito importante para a elasticidade da pele. Com isso, ela fica mais jovem e hidratada”, afirmou o pesquisador.

São tantos benefícios que parece remédio. Mas será que tem gosto de remédio? Depois de dois anos a pasta de soja fica com um cheiro bem forte, adocicado, parece de uma compota de figo, alguma coisa assim. É um cheiro bem gostoso. Mas é engraçado: tem gosto de queijo. Um alimento poderoso que ajudou muitos japoneses a enfrentar a sua maior tragédia.

Em 1945, os americanos jogaram bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagazaki. Milhares de pessoas morreram instantaneamente. Outras, meses ou anos depois, pelos efeitos da radiação. Mas muitos médicos e enfermeiros que socorreram os sobreviventes não foram afetados. Sempre se desconfiou que um dos motivos era a pasta de soja, usada para fazer a sopa, o popular missoshiro no Japão. Há pouco tempo, a ciência encontrou a explicação.

“Substâncias presentes no missô ajudam prevenir a morte celular provocada pela radiação. Logo após o acidente de Chernobyl, o missô foi exportado para a Rússia como uma forma de prevenção”, contou Kenji Okajima.

Manter a esperança é fundamental, diz centenário

Saburo Shochi chegou a morar em Hiroshima antes da guerra. Por um golpe do destino, escapou da bomba quando foi estudar medicina em Fukuoka, onde vive até hoje. Ele foi para a Universidade de Medicina atrás de respostas. Dois dos três filhos pequenos tiveram paralisia cerebral. O mais velho, Yudo, foi rejeitado pelas escolas da época e chegou a sofrer maus tratos dos professores. Saburo Shochi não se deixou abater.

“Os sofrimentos, as coisas tristes, as lágrimas. Você precisa se livrar de tudo isso, jogar fora. Tem que ter esperança, olhar para cima”, aconselha Saburo Shochi.

No momento mais difícil da vida, o jovem Saburo Shochi estudou medicina e pedagogia para tratar os filhos. Fundou a primeira escola para crianças especiais do Japão. Em fotos antigas, a imagem da alegria de pais e filhos a cada conquista na nova escola.

Os exercícios que Saburo Shochi faz hoje para manter a própria saúde foram inventados por ele para ajudar a desenvolver crianças com necessidades especiais. “A primeira coisa é estar sempre sorrindo e de um bom humor. Um pesquisador famoso estudou vários idosos e descobriu isso”, conta o centenário. As refeições de Saburo Shochi nunca demoram menos do que 25 minutos.

Atum fresco é vendido em menos de dez minutos em leilão

O país tem poucas terras para a agricultura. Somente 15% do território serve para plantar. Essa é uma das razões para tanto cuidado e devoção pelos alimentos. Em cada prato da comida japonesa há séculos de história, em que os habitantes tiveram que aprender a superar a escassez de alimentos e as restrições impostas pela religião.

Influenciado pelo budismo que prega a comida vegetariana, um imperador japonês do século VII proibiu o consumo de carne. Tenmu está enterrado em um mausoléu. A proibição valeu por 1,2 mil anos. Hoje os japoneses comem de tudo, mas a decisão dele ajudou a criar uma das comidas mais saudáveis, variadas e bonitas do mundo.

Comidas de encher os olhos, sempre frescas e saborosas. Só assim foi possível suprir a falta que a carne impôs. Para contornar a proibição, os japoneses deram um jeitinho e se lançaram ao mar, cheio de aventuras e possibilidades culinárias.

Pouco depois das 4h30, começa o leilão de atum mais famoso do mundo, realizado em um galpão do Mercado de Tsukiji, em Tóquio. No local, todos os dias são comercializados os frutos do mar que abastecem o Japão.

Em um momento muito importante, os compradores dos restaurantes, das feiras e dos supermercados analisam cada peça de atum. É como se fosse um leilão de peças raras.

O atum é o peixe mais apreciado pelos japoneses. E a parte que eles mais gostam é a barriga. É também a mais gordurosa. Por isso, a mais saborosa do atum e também a mais cara.

O leiloeiro explica que o atum é muito bonito. É bom lembrar que, no Japão, se come com os olhos e também muito gosto.

Os leiloeiros começam o trabalho em uma dança engraçada. Vão anunciando os peixes um a um, gritando os números presos a cada peixe colocado no chão. E os compradores dão lances silenciosos com as mãos. De tão saboroso e valorizado, o atum hoje está ameaçado. No país, o quilo de um peixe como este pode chegar a R$ 40.

Em menos de dez minutos o atum fresco é vendido. E o pessoal não perde tempo. Os compradores saem diretamente do mercado para restaurantes e supermercados de Tóquio porque é preciso que chegue bem fresco à mesa do consumidor.

Depois do leilão da estrela principal, o mercado começa mais um dia de muitos negócios. Tudo muito fresco ou ainda vivo. Lulas, ovas de peixe, polvos: mais de 400 tipos de frutos do mar são oferecidos todos os dias para os mais variados gostos.

Os brasileiros estão acostumados a comer muitos dos frutos do mar vendidos no mercado de Tóquio. O ouriço, por exemplo, tem que se pegar com cuidado para não machucar a mão. Claro que pode ser cozido, mas do jeito local é cru mesmo.

É claro que os peixes também estão na dieta de Saburo Shochi. No café da manhã que o Globo Repórter acompanhou havia flocos de peixe. Uma dieta reforçada para enfrentar o batente.

De oito a dez vezes por mês ele se arruma todo de vermelho. É mesmo para chamar a atenção, porque ele tem um importante compromisso. Dez anos atrás, quando tinha 93 anos de idade, o professor decidiu iniciar uma nova carreira profissional: a de palestrante. Plateias lotadas vão aprender uma lição em que ele é especialista: o segredo da longevidade.

No palco, ele repete seus ensinamentos. E os convidados aprendem os exercícios com o bastão. Saburo Shochi conta outros segredos: “A alma também precisa estar bem. É importante orar, agradecer a Deus e conversar muito”.

Saburo Shochi repete as lições principais sem palavra alguma. “Não adianta ficar o tempo todo se lamentando, o negócio é parar de reclamar, olhar para cima, fazer exercícios, sorrir, não esquecer das 30 mastigações”, lembra ele. Saburo Shochi é a prova muito bem viva de que isso funciona.
Fonte: Globo.com


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