Dogen Zenji
Veiculado em 22/01/2005

Dogen Zenji
Veiculado em 22/01/2005
Terapeuta Online/Produtos Naturais/Ensino a Distância/Auto-ajuda
NAMORO, SEXO, GNOSE E CASAMENTO.
Por: Karl Bunn
A humanidade atual transformou o sexo e o namoro em diversão, numa forma de lazer, num passatempo, banalizando o que de mais sagrado há na vida e no homem. Até os animais, destituídos de consciência (mas dotados de instinto), respeitam os ciclos e os tempos. Mas o homem não! Desde muito cedo cai na promiscuidade, degenerando sua semente, em grande parte devido à falta de formação e informação.
De fato, o sexo continua sendo “pedra de tropeço” até mesmo dentro da Gnose, onde muitos estudantes se sentem perdidos e confusos na hora de se decidirem pelo celibato [castidade científica] ou buscarem alguém para formar um lar espiritualizado.
A lei divina adverte claramente o Aspirante à Iniciação: “Que homem algum tome mulher se Osíres-Rá não autorizar”.
Evidentemente, os gentios, os profanos, os incircuncisos nada sabem disso; vivem segundo suas crenças e as leis biológicas da natureza. Mas, se houver algum Aspirante sério ao Caminho Iniciático, este certamente não pode ignorar a lei divina. Muito menos devem ignorar este princípio sagrado seus instrutores que militam nas fileiras da Gnose.
Entretanto, na vida prática todos parecem viver segundo as mesmas leis dos gentios, esquecendo-se que a Senda da Iniciação tem suas próprias leis e sua disciplina, a qual, ao fim, exige absolutamente tudo.
Ninguém nasce perfeito nem sabendo. Tudo precisa ser aprendido e, mediante a práxis, ser aperfeiçoado. E só a vida mesma nos oferece o ginásio necessário para irmos corrigindo nossas debilidades e imperfeições. Daí que o Mestre Samael sempre repetia: “A Iniciação é a tua própria vida retamente vivida”.
Milhares de jovens que aspiram o “Caminho Santo” se debatem hoje em meio à s agitadas ondas da vida moderna, onde tudo parece lícito, permitido e recomendado. E aí surge o conflito: o que posso e o que não posso fazer; o que é lícito e ilícito; até onde vai minha liberdade de ação e de escolha.
Bem sabemos que a decisão de formar uma sagrada família [algo já esquecido no tempo] deve ou deveria vir do mais elevado de nós mesmos: de nosso próprio SER PROFUNDO.
Mas, como saber a vontade de nosso SER se nos encontramos adormecidos e confusos?
O senso comum diz que o verdadeiro Aspirante da “Sagrada Senda” sabe esperar pacientemente seu dia e sua hora – e nunca, nunca atropela o tempo e o ciclo de maturidade. Enquanto isso, ele trabalha e ora dia e noite; trabalha sobre si, sobre seus defeitos, sobre sua conduta, e ora sem cessar pedindo à divindade interior confiante que Ela saberá destinar a alma perfeita para o propósito comum: CRESCER INTERNAMENTE E MULTIPLICAR-SE EM VIRTUDES. Sim, porque o crescimento espiritual deveria ser nossa grande meta de vida.
– Como trabalhar sobre si mesmo?
Mesmo no hipotético extremo caso de alguém que jamais tenha tido acesso aos ensinamentos da Divina Gnose, bastaria que OBEDECESSE FIELMENTE AOS 10 MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS. Com isso, já estaria trabalhando seriamente sobre si, e isso mudaria sua vida radicalmente. E se não fosse cristão, bastaria que cumprisse com os preceitos de sua doutrina. Toda autêntica religião é portadora dos mesmos princípios cósmicos, que nunca mudaram nem mudarão. Porém, seguimos apenas buscando “novidades” enquanto a vida corre… E desprezamos aquilo que nos é dado gratuitamente ao nascermos.
Os 10 Mandamentos de Moisés, os Preceitos de Buda e os 4 Evangelhos cristãos sintetizam tudo que precisamos saber para levar adiante nosso trabalho espiritual. Porém, na prática sempre arranjamos desculpas para postergar o trabalho e para praticar o ilícito. Tristemente essa é a realidade da vida atual. Tornamo-nos muito fracos e acomodados, e fugimos de tudo que é sério e envolve juramentos e compromissos solenes.
Qual é a finalidade do namoro? Para que queremos namorar? O que estamos buscando quando nos aproximamos de alguém? Queremos formar uma sagrada família ou apenas “passar momentos agradáveis”? Queremos fazer luz ou apenas sentir prazer? Quando tocamos alguém o fazemos por carinho e amor ou apenas por “gosto” e luxúria?
Entre verdadeiros e autênticos Aspirantes Gnósticos jamais ocorre namoro se não com o tácito e claro objetivo de constituir uma relação sagrada – e para isso é preciso primeiro muito trabalho sobre si, ou tudo não passará de simples engano. (Em nada difere a jornada de todos os seguidores dos ensinamentos do Cristo).
Entre verdadeiros e autênticos Aspirantes Gnósticos jamais duas pessoas se tocariam ou se tocam se não para crescer em luz. Mas, para isso, é preciso primeiro e sozinho ter morrido muito em desejos e luxúria, e estar bem maduro psicológica e espiritualmente.
Entre verdadeiros e autênticos Aspirantes Gnósticos a idéia do prazer físico [tão apregoada e defendida nos meios de comunicação], da sensação ou do “gosto” ou da gratificação sensorial é um dos primeiros aspectos a ser estudado, analisado, compreendido e transcendido, porque é aqui justamente onde todos caem e fracassam.
Hoje tudo é movido à luxúria! Tudo é luxúria! E tudo gravita em torno da luxúria!
Bem sabemos que estamos aqui falando ao vento, porque ninguém entenderá nada mesmo, ainda que não nos passe a idéia de menosprezar ninguém… É que simplesmente nos degeneramos e nos afastamos tanto dessas verdades simples que elas se tornaram ridículas aos nossos olhos e ouvidos.
Mas se hoje podemos falar assim, o fazemos após haver tragado muita terra e descido às mais profundas zonas do inferno. E essa experiência e essa visão não têm como ser transmitidas, apenas descrita, que é o que tentamos fazer aqui. E cada Aspirante terá que fazer o mesmo: tragar terra e descer aos próprios infernos, e daqui, de onde estamos, vamos ficar orando e incentivando para que consigam retornar triunfantes…
Para que seja possível nos tornarmos castos e puros temos que primeiro enfrentar, vencer e superar os milhares de aspectos de nossas abominações, fornicações, vícios, desejos, paixões, inclinações, preferências, gostos, sensações, hábitos, imagens, fantasias, ânsias, sonhos, devaneios, etc. etc. etc.
Uma pessoa que conheça a Divina Gnose na juventude, teoricamente poderia evitar repetir nesta vida as bobagens cometidas em vidas anteriores, mas na prática nunca encontramos ninguém que tenha podido fazer isso.
Nos tempos antigos os segredos do Sexo Sagrado ou da Divina Alquimia só eram entregues a homens e mulheres maduros. Geralmente, depois dos 35 anos aos homens e depois dos 25 às mulheres. Antes disso, lhes era exigido uma vida simples, regrada, temperada, contemplativa e de grande domínio sobre a mente e os sentidos.
E quando um Mestre designava uma sacerdotisa ou um sacerdote, se dava porque ambos já haviam sido instruídos nas sagradas práticas do Grande Arcano. E mesmo assim, ambos apenas conviviam por vários meses, sem se tocarem…
Portanto, nem falar em intimidades, as quais eram autorizadas após no mínimo 6 meses de convivência.
Então, queridos buscadores, como soa tudo isso aos vossos ouvidos no mundo atual? Se sentem maduros para viver assim? Seriam capazes de cumprir ao pé da letra tal disciplina?
O mais incrível é que o grau de exigência quanto à pureza e à castidade dos Aspirantes em nada mudou dentro da Venerável Loja Branca. Nós, os tolos que vivemos neste mundo, mesmo ao abrigo de uma instituição gnóstica, achamos que só porque todo mundo faz o que bem entende, também podemos fazer o mesmo. Terrível engano, meus amigos! Por isso, tanto fracasso, tanto divórcio, tantos problemas dentro das escolas gnósticas.
O próprio Mestre Samael dizia em seus livros que este ensinamento não é para esta humanidade bárbara, caduca e degenerada. Palavras duras, mas que traduzem a realidade psicológica nossa! Este ensinamento só foi entregue agora por compaixão divina aos boddhisattwas caídos… Logo, logo estaremos nos apresentando diante do Tribunal da Lei para o Juízo final, onde todas as nossas obras – boas e más – serão trazidas a valores presentes. E de acordo com a inclinação respectiva dos pratos da balança, iremos em frente ou desceremos ao abismo.
Dissemos em outras exortações e vamos nos repetir aqui: O tempo que nos resta é muito pequeno, mas ainda podemos fazer algo a nosso favor.
Trabalhemos na morte de nossos defeitos! Oremos em favor dos que sofrem!
Ajudemos a aliviar o sofrimento do nosso semelhante! Tudo isso se reflete em nossa aura, em suas cores e brilho. E praticando diariamente a compaixão irradiaremos a chama azul do amor do Pai e com isso poderemos atrair a benevolência da Lei. Oxalá possam entender o sentido oculto de nossas palavras, e abram o entendimento ao novo tempo que chegou!
Paz Inverencial
Karl Bunn
Terapeuta Online/Produtos Naturais/Ensino a Distância/Auto-ajuda
Antes de tudo, faz-se necessário falar um pouco sobre o Eterno Feminino e dissertar a respeito do Cristo Nosso Senhor. Espero que todos prestem o máximo de atenção.
Nosso processo psicológico se converte em seu processo, Ele tem de ordenar e transformar nossa psique, os desejos e as preocupações, etc., Ele deve desintegrar.
O especial desta oração é aquilo de: Santo Deus, Santo Firme, Santo Imortal, porque o Velho dos
Séculos da Cabala é o Santo Deus, o Santo Firme é Jeshua, nosso Jeshua íntimo e particular, porque se incorporando em nós toma posse de todos os nossos processos psicológicos para vencê-los em si mesmo, toma posse de nossas paixões para transmutá-las em si mesmo, suportando em carne e osso todas as tentações que nos chegam para vencê-las em si mesmo. Isso ninguém pode fazer senão o Santo Firme.
Primárias do universo, a do Pai muito amado, a do Filho muito adorado e a do Espírito Santo muito sábio, passam pela transubstanciação em nós para nosso Ser. Compreendem o que isto significa, meus caros irmãos? Transubstanciar, isto é, fazer com que uma substância se converta em outra.
IMMB – Terapeuta Online/Produtos Naturais/Ensino a Distância/Autoajuda
Por: Egídio Garcia Coelho
Vencer o medo
Caro Aluno!
Com relação aos teus contatos feitos pelo gmail, digo que é tão fácil a solução que nosso intelecto impede o entendimento.
Basta respirar fundo diante do espelho, olhar nos olhos e recomeçar uma vida ouvindo o coração e agindo com pureza de intenções na mais simples naturalidade, deixando de lado os dogmas plantados em nós por homens equivocados ou mesmo mal intencionados.
Dentro do coração, temos a informação pura e verdadeira que flui naturalmente quando acreditamos e relaxamos. E para ter provas de que isso é possível, basta se dar conta de que estamos vivos e nada precisamos fazer para a manutenção da vida, senão respirar…
No nosso interior está uma Inteligência capaz de administrar as mais de 70 trilhões de células que trabalham em conjunto e organizadas para manter nossa saúde que a cada instante é afetada pelos condicionamentos de informações armazenadas e recebidas indevidamente, pela poluição nos alimentos, sons, imagens, etc…
Foram longos anos de exploração externa e chegou a hora de deixar de lado o que apenas enriquece o intelecto para mergulhar nas profundezas do conhecimento. Conhecimento plantado no nosso templo para manutenção desse veículo que vem transportando o nosso espírito nesse mundo (físico) tridimensional cheio de mazelas que já descobrimos na dura jornada até aqui, estudando a literatura disponível, carregada de manipulação.
Essa Inteligência que será acessada com o nosso relaxamento ao nos darmos conta da complexidade do funcionamento do “corpo” que mesmo juntando todo o nosso conhecimento armazenado até aqui, mais o de todos os autores já pesquisados, exigiria imensuráveis (e inúteis) dissertações a mais para revelar na íntegra esse “Templo” cheio de mistérios.
Toda a pedagogia disponível na educação da superficialidade tem por finalidade neutralizar nosso acesso a essa Inteligência que somos “nós” fragmentados em seres animados e inanimados, vagando pelo universo em diferentes reinos e planetas, na composição do que se pode chamar “Deus”.
Pelo exposto até aqui se pode perceber a possibilidade de “vencer o medo” que nos assola pela manutenção da ignorância que impede o acesso a nossa potencialidade sempre presente enquanto vivos nessa desafiadora existência terrena…
Abraços, paz e bênção
Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2007
Código do texto: T781482
IMMB – Terapeuta Online/Produtos Naturais/Ensino a Distância/Autoajuda
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Entrevista publicada na Revista O Ponto de Junho de 2006
Robert Happé: Consciência que Liberta
Ele nasceu em Amsterdã, Holanda, debaixo de um bombardeio. O pai havia sido preso por soldados alemães e a família de mulher e três crianças foge para uma cidade menor e mais segura. O irmão e a irmã mais velhos brincam na rua, enquanto a mãe tenta dar de comer para o mais novo. Aviões sobrevoam o lugarejo. Nova explosão e a rua inteira está em ruínas. Da casa só resta a cozinha. Da família só ficam a mãe e o garoto. A mulher desaparece e uma família pega o menino para criar. Pouco mais de um ano após o fim da guerra, um homem aparece e diz: “Eu sou seu pai.” O menino se agarra ao destino. O pai encontra a mãe em um hospital psiquiátrico e a família volta para Amsterdã para recomeçar a vida e continuar o drama. Uma nova criança nasce, dando força à família do pós guerra. Mas a mulher adoece de câncer e tempos depois morre. O garoto continua vendo a mãe, que aparece para dizer que “tudo está” bem. Com seus 16 anos, ele coloca uma mochila nas costas e parte para a grande aventura de descobrir o mundo e seus mistérios. “Por que a vida é assim?” Por que todo mundo mata todo mundo?” Por que tanto sofrimento?” Ele estuda psicologia, mas não encontra respostas ali. É tempo de servir o Exército, mas o jovem não quer aprender a matar pessoas. Fica preso por desobediência, lava latrinas e trabalha na cozinha, até que o Exército se livra do soldado fracassado. Sem dinheiro e com muito pouco a perder, o rapaz viaja pela Europa de carona. Na Suíça, trabalha na cozinha de um restaurante. Depois, de garçom em bares da Espanha. Conhece o submundo dos clubes de jogos na Inglaterra, onde trabalha nas mesas de pôquer. As antigas perguntas permanecem na cabeça e ele segue para o Líbano atrás das respostas. Depois passa cinco anos estudando Filosofia Oriental na Índia. Não foi suficiente e ele continua viajando pelo país. Depois vai para o Nepal, Tibet e, finalmente, Camboja, onde, aos 31 anos, termina a busca e começa a missão de dividir com o mundo seus conhecimentos sobre o significado da vida.
Hoje, aos 65 anos, o filósofo Robert Happé é um desses seres humanos raros, que abraçam e beijam todo mundo. Nesses mais de 30 anos de peregrinação, tem encantado platéias por onde passa, não apenas por suas idéias, mas pela maneira simples com que fala delas. Autor do livro Consciência é a Resposta (lançado em 1997 pela editora Talento), atualmente divide seu tempo entre a convivência com a família – ele é pai de um garoto de 14 anos -, a produção de um segundo livro e os seminários na Europa, Estados Unidos, Argentina e Brasil, país que ele define como “a última esperança”.
O PONTO – Você nasce na guerra, perde seus irmãos e mais tarde sua mãe. Certamente essas experiências marcaram sua infância e juventude. Foi nestas circunstâncias que você desperta para a busca do conhecimento sobre o significado da vida?
ROBERT – Eu sempre senti que não era desse planeta, que todos eram muito diferentes de mim e que precisava buscar a verdade sobre a vida e sobre mim mesmo. Minha mãe aparecia para mim e eu me perguntava: “Sou louco? Onde está minha mãe? O que ela faz lá? Por que fala comigo?”. Queria entender por que todo mundo mata todo mundo, por que há tanto sofrimento e por que a vida é assim. Então, eu já caminhava para a busca de respostas, mas a consciência disso veio bem depois.
O PONTO – Na busca por essas respostas, você percorre vários países e se aprofunda na cultura oriental, mantendo contato com Vedanta, Budismo, Taoísmo… Como foi essa experiência e que lições você tirou disso?
ROBERT – Na Índia eu descobri que a vida continua depois da morte. Mas nestas viagens eu também descobri que todas as religiões falam as mesmas coisas, mas de formas diferentes e umas contra as outras. Percebi que as pessoas não estudam para encontrar a verdade, mas para adorar suas religiões. Quando você adora sua religião, você não questiona e acaba virando as costas para a verdade. E eu sempre questiono.
O PONTO – Então você queria mais.
ROBERT – Sentia que não era só aquilo e que precisava de mais experiência de vida, por isso continuei viajando, vivendo no Nepal, Tibet e no Camboja, e estudando com os gurus. Mas também não fiquei satisfeito.
O PONTO – Mas foi no Camboja que você viveu sua maior experiência mística.
ROBERT – No Camboja, as pessoas são muito amáveis, mas, como no Nepal e no Tibet, há muita ignorância. Eles não vivem a consciência do coração, vivem através dos dogmas. Por exemplo, os monges cambojanos têm tudo nos templos para plantar e comer, mas saem para as ruas para pedir comida, esmolas. Eu pensava que aquilo estava errado, que eles deveriam fazer o contrário, levar comida e ensinamentos do templo para as pessoas que estavam do lado de fora. Então eu deixei a comunidade com um sentimento de que era o fim da rua para mim. Estava muito triste, parei e fiquei meditando. Então decidi ir para a floresta. Na floresta, passei a me alimentar do que a natureza me oferecia. Com o tempo, comecei a perceber coisas, luzes que iam ganhando formas. Eu vi os espíritos da Natureza. Esses seres vinham me visitar e uma vez eles pediram para que eu os seguisse. Não sei quanto tempo, mas depois de horas, dias, eu chego num lugar no meio da floresta e eles afastam a vegetação e então eu vejo uma grande rocha e nela a figura do Buda esculpida. Eu fiquei perplexo. Eles não falavam comigo, mas faziam gestos para que eu tocasse na imagem. No momento exato em que coloco as mãos na pedra, foi como se abrisse uma tela na minha mente. Eu vi uma grande cidade e no centro dela um templo. Dentro do templo havia três budas e um deles tinha o meu rosto.
O PONTO – Foi neste momento que você encontra as respostas que estava procurando?
ROBERT – Neste momento eu me conecto com a Akasha, que é a grande biblioteca do universo, onde estão arquivados todos os conhecimentos sobre a humanidade. A partir daí eu comecei a aprender o que estamos fazendo aqui neste planeta. Eu passei a fazer perguntas para a Akasha sobre meu passado, a nossa história, quem nós somos e por que estamos aqui.
O PONTO – Você já sabe quem você é?
ROBERT – Não tudo. Todos nós somos muito mais do que sabemos.
O PONTO – Quanto tempo você ficou na floresta e como voltou para a civilização?
ROBERT – Eu vivi na floresta por três anos e passava meus dias acessando a Akasha e estudando. Aquele passou a ser o meu mundo e eu não queria sair de lá. Mas soldados norte-americanos me encontraram, me colocaram num helicóptero e me largaram em Bangkok (Tailândia). Era a guerra do Vietnã. Eles estavam tirando as pessoas dos vilarejos porque não queriam que ninguém soubesse o que estava acontecendo. Aldeões falaram que havia um estrangeiro na floresta e os soldados foram atrás de mim.
O PONTO – De volta à civilização, você começa a divulgar seus conhecimentos?
ROBERT – Eu estudei Taoísmo, ensinei filosofia na Inglaterra por quatro anos e, finalmente, passei a viajar pela Europa, fazendo seminários para dividir meus conhecimentos com outras pessoas.
O PONTO – A humanidade segue sua trajetória evolutiva e agora, na Era de Aquário, você diz que as pessoas estão começando a valorizar o conhecimento da razão pela qual estamos no mundo. Você pode apontar sinais ou fatos que demonstram que a “Era da busca da compreensão do significado da vida” começou?
ROBERT – As energias de Peixes e Aquário são diferentes. Antes, na Era de Peixes, havia segredo. Agora, tudo está aberto. Todos que têm algum conhecimento querem falar. Uma coisa que é prova dessa mudança é que muita gente começa a ver como é desonesto e corrupto nosso sistema. Quando as pessoas começam a ver que são como ratos em caixas, elas começam a sair das caixas. Com essa liberdade, as pessoas começam a buscar uma forma diferente de viver.
O PONTO – A história da humanidade é marcada pela busca do poder. O poder do homem sobre a natureza, do homem sobre o homem, de uma ideologia sobre a outra, de uma nação sobre as demais. Essa busca pelo poder tem contribuído para a manutenção de um mundo cheio de medos, conflitos e incertezas, fazendo com que as pessoas passem suas vidas correndo atrás de pequenos poderes que lhes permitam não sentir medo, nem viver conflitos e incertezas. Essa corrida, no entanto, não premiou as pessoas com o que elas esperavam, a felicidade. Gostaria que você comentasse sobre isso.
ROBERT – É preciso entender que todos nós somos programados para pensar de uma determinada forma. O governo parece nosso amigo, os professores parecem nossos amigos, mas eles não falam o que é bom para nós, eles não ensinam sobre nossos valores, nossas qualidades, eles não lembram que somos seres criadores. Eles ensinam a copiar. Por esse motivo, poucas crianças gostam da escola, porque elas sentem que alguma coisa está errada. Os jovens não são convidados a questionar e a melhorar as coisas, apenas a repetir. Nesse modelo somos tratados como números, fazemos provas a todo o tempo e quando a criança faz vem à prova ela é um bom robô. Crianças criativas escrevem as coisas que elas pensam e, por isso, são maus robôs. Com essa manipulação, tira-se a identidade da pessoa. Então, nós precisamos informar às pessoas que não somos robôs, somos seres criadores. Todos nós valorizamos os conhecimentos acadêmicos, mas nós precisamos lembrar quem nós somos. Esse é o conhecimento que devemos levar daqui.
O PONTO – Por que há tanta fome no mundo, tantos conflitos entre nações, etnias e dogmas religiosos?
ROBERT – Porque nós não aprendemos a amar os outros. Nós aprendemos a cuidar da nossa família e a pensar que o resto do mundo não é importante. Você ama a sua cultura e a outra cultura não presta. A pessoa não vê que o ser humano é uma só família.
O PONTO – Qual a relação entre poder, dinheiro e felicidade?
ROBERT – Poder, aqui no nosso planeta, é visto no dinheiro. Quanto mais dinheiro, mais poder. Isso é ilusão. Porque um dia, quando todo o sistema entrar em colapso, as pessoas que têm apenas dinheiro vão ficar sem nada, de uma hora para outra. O verdadeiro poder é o amor. O seu poder é o seu amor. Amor é espírito e espírito é sabedoria. Nosso espírito nos guia através da nossa intuição para fazermos a coisa certa. Não é importante o que você sabe aqui (na cabeça), mas o que você sabe aqui no coração. O importante é que você tenha um canal aberto com a sua intuição, para que a intuição o leve às coisas certas. Quando você usa a intuição, você tem confiança em si mesmo. Ops, pouca gente tem! Quando você tem confiança no seu poder, no seu coração e na sua ligação com o espírito, você tem a resposta para tudo e automaticamente conecta e expressa a sua verdade. Essa conexão com o coração, com o espírito, faz com que toda a prosperidade venha ao seu encontro, porque você está sendo criador da sua vida. Se você é o criador, você não vive na pobreza.
O PONTO – O que você recomendaria para quem está interessado em buscar esse saber?
ROBERT – As pessoas precisam entender um pouquinho das leis do universo. Por exemplo, a lei do carma. O que você atrai para sua vida é conseqüência da sua criação. Quando você encontra uma pessoa que é má para você, não brigue mais. Pense: “O que eu preciso mudar na minha consciência para não atrair mais essa experiência?”. Quando a gente pensa desse jeito, a gente começa a mudar para uma consciência mais tolerante e amorosa.
O PONTO – No nosso dia-a-dia vivemos situações que revelam nossa maneira “ultrapassada” de ser e lidar com a realidade e que são oportunidades de mudança, portanto, merecedoras de nossa atenção. Qual o papel da intensificação dos nossos problemas e dos conflitos no mundo no despertar da nossa consciência e no encontro com o nosso poder interior?
ROBERT – A intensificação está acontecendo porque não fizemos nada no passado para melhorar. Quando você olha o mundo e todo esse caos, isso é o reflexo do nosso desinteresse no passado da nossa vida, é o espelho da falta do amor. Esse espelho fica mais forte para estimular as pessoas a mudar. É um empurrão para a humanidade. Tudo que está acontecendo para você é o seu passado. O que é bom no passado é bom agora, o que é ruim no passado é ruim agora. Você deve mudar, e essas experiências são uma nova chance para isso. Todo encontro é um encontro com você. Quando você encontra alguma coisa que você não gosta, esse é o momento de se perguntar por que você não gosta. O que você vê de dificuldade em outras pessoas é o espelho das suas inabilidades, da falta do conhecimento de si mesmo. Quando você entende isso, você responde de uma forma diferente. Isso requer atenção e treino. Precisamos estimular as pessoas a reconhecer o que é verdadeiro e o que não é. Precisamos viver com mais responsabilidade e honestidade, para com o próximo e para com nós mesmo. Precisamos descobrir que somos divinos.
O PONTO – É possível que, ao lerem seu livro ou ao ouvirem você nos seus seminários, as pessoas se sintam animadas diante da possibilidade de descobrir uma forma mais feliz de viver. Mas é possível, também, que se sintam angustiadas diante da dificuldade de colocar em prática essa nova forma de viver.
ROBERT – O único obstáculo que impede que as pessoas consigam isso é o medo. Quando você é criança, você escuta a mesma coisa. Você tem que fazer o que os outros dizem, mas você quer fazer outra coisa, então é punido. Então, adquire todos os medos, medo da morte, da solidão, do futuro e não sabe mais como criar, ficando totalmente controlado por dogmas e pensamentos que não são verdadeiros. Quando você tem medo, você nunca expressa o seu verdadeiro ser, você expressa o seu medo. Você deve se perguntar quais são seus medos. Depois, um por um, você deve ir eliminando.
O PONTO – Você fala que estamos num mundo tridimensional no qual nossa missão é recordar quem realmente somos e expressar nossa sabedoria, através da compreensão e aceitação das polaridades, do conhecimento sobre nós mesmos, e da conquista da liberdade diante das possibilidades. Para que outros mundos nos levará esse conhecimento?
ROBERT – Nós estamos no mundo que nós merecemos. Nossa consciência nos leva para níveis onde nos sentimos confortáveis. Pessoas amorosas, com habilidade para reconhecer as outras pessoas como parte da sua família, são diferentes de pessoas que olham as outras pessoas para usar e ganhar mais dinheiro. Nosso mundo vai se dividir em dois, ficando uma parte na terceira dimensão e outra, espiritual, vai para níveis mais elevados de amor e luz.
O PONTO – “Os eventos do mundo externo são reflexo do mundo interno.” Como podemos mudar o mundo à nossa volta?
ROBERT – A única coisa que você pode mudar é a si mesmo. Quando você tem outra atitude, outro jeito, você é um exemplo para as outras pessoas. Então, você muda o mundo através da sua atitude.
O PONTO – Fala-se que o Brasil é o “celeiro do mundo” e que também é a “Pátria do Evangelho”. Como o senhor vê o Brasil?
ROBERT – O Brasil é a última esperança. Aqui, a maioria das pessoas tem muita conexão com os sentimentos. As pessoas são muito mais conectadas com o lado espiritual. Além disso, temos muito cristal no Brasil, que atrai luz. No futuro, muita gente vem para cá, porque teremos abundância em comida e abundância em amor.
O PONTO – O que não pode deixar de ser dito para um grande empresário?
ROBERT – Sirva às pessoas. Nós precisamos fazer negócios para servir às pessoas e ajudá-las a viver bem.
O PONTO – Para um operário que volta para casa depois de um dia de trabalho?
ROBERT – Acredite em si mesmo. A pobreza está dentro da consciência. Quando ele encontrar a riqueza interior, ele deixará de ser pobre. É preciso aprender que todo trabalho é um servir. Quando todos entenderem isso, não teremos mais problemas.
O PONTO – Para um governante?
ROBERT – Se ele é um governante é porque tem habilidades para liderar, portanto ele deve liderar as pessoas para chegarem à paz, com elas mesmas e com os outros. Deve usar de criatividade e trabalhar não para ganhar, mas porque adora trabalhar.
O PONTO – E para os jovens?
ROBERT – Os jovens precisam entender que são criadores e que chegam aqui para criar um mundo melhor. Se eles fazem a mesma coisa que fizeram no passado, eles não vão melhorar nada. Devem observar com novos olhos e perguntar: “Eu quero fazer isso?” Devem fazer suas escolhas e sentir mais confiança em si mesmos, expressando o que eles pensam para melhorar.
O PONTO – Como devemos olhar as crianças?
ROBERT – Todas são seres de luz muito avançados e que vieram aqui para nos ensinar.
Fonte: Redação O Ponto
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