Centro Holístico de Eventos e Tratamento Terapêutico – Contato: (48) 99982-3401 – Plantão (48) 99117-7777 – (WhatsApp +55489982-3401)

Toalha de Mesa (Eventos correlacionados)

Um pastor, recentemente formado, e sua esposa, que foram encarregados de reabrir uma igreja no bairro Brooklin – NY, chegaram no início de outubro, entusiasmados com a oportunidade.

Quando viram a igreja, observaram que havia muitos estragos e um grande trabalho a ser feito. Sem se deixar abater, estabeleceram como meta estar com tudo pronto para o primeiro serviço: O culto de natal.

Trabalharam sem descanso, consertando o telhado… refazendo o piso… pintando… e muito antes do natal, em 18 de dezembro, tudo estava pronto! Mas… no dia seguinte, 19 de dezembro, desabou uma terrível tempestade que durou por dois dias.

No dia 21, o pastor foi até a igreja. Seu coração doeu… Viu que o telhado tinha quebrado e que uma grande área do revestimento de gesso decorado, da parede, do santuário logo atrás do púlbito, havia caído.

O pastor enquanto limpava o chão, pensava em como resolveria a situação. No caminho de casa, pensando em adiar o culto de natal, observava as vitrines, enfeitadas para a época, quando notou um bazar beneficente e parou por instantes.

Uma linda toalha de mesa, de crochet, na cor marfim, com um crucifixo delicadamente bordado no centro, chamou-lhe a atenção. Era do tamanho exato para cobrir o estrago atrás do púlbito.

Comprou-a e voltou para a igreja. Começou a nevar. Apressou seus passos e quando chegava porta da igreja uma velha senhora vinha correndo em direção contrária tentando pegar um ônibus, o que não conseguiu…

O pastor convidou-a para entrar para esperar pelo próximo ônibus que viria 45 minutos depois, abrigando-se do frio.

Ela sentou-se num banco e nem prestava atenção no pastor que já providenciava a instalação da toalha de mesa na parede. Ao terminar afastou-se e pode admirar o quanto a toalha era linda e servia perfeitamente para esconder o estrago. Então o pastor notou a velha senhora encaminhando-se para ele. Seu rosto estava lívido e perguntou:

Pastor, onde o senhor encontrou essa toalha de mesa?

O pastor contou a história…

A mulher pediu-lhe que examinasse o canto direito inferior para encontrar as iniciais EBG bordadas. O pastor fez o que a mulher pediu e intrigado, confirmou.

A mulher disse: – Essas são as minhas iniciais.

Ela havia feito essa toalha de mesa há 35 anos, na Áustria. Contou que antes da guerra, ela e seu marido estavam “bem de vida”.

Quando os nazistas invadiram seu país combinaram fugir; ela iria antes e seu marido a seguiria uma semana depois.

Ela foi capturada, trancada numa prisão e nunca mais viu seu marido e sua casa.

O pastor ofereceu a toalha, mas, ela recusou dizendo que estava num lugar muito apropriado. Insistindo, ofereceu-se para lavá-la até sua casa; era o mínimo que podia fazer.

Ela morava em Staten Island e tinha passado o dia no Brooblyn para um serviço de faxina.

No dia de natal a igreja estava quase cheia. Foi um lindo trabalho. Ao final, o pastor e sua esposa cumprimentaram os fiéis um a um porta da igreja e muitos diziam que retornariam. Um velho homem, que o pastor reconheceu pela vizinhança, permaneceu sentado atônito. O pastor aproximou-se e, antes que dissesse uma palavra, o velho homem perguntou: Onde o senhor conseguiu a toalha de mesa da parede?

Ela é idêntica, a uma que minha mulher fez, muitos anos atrás, quando vivíamos na Áustria, antes da guerra. Como poderiam existir duas toalhas tão parecidas?

Imediatamente o pastor entendeu o que tinha acontecido e disse: Venha… eu vou levá-lo a um lugar que o senhor vai gostar muito! No caminho o velho homem contou a mesma história da mulher. Ele antes de poder fugir, também havia sido preso e nunca mais pode ver sua mulher e sua casa por 35 anos.

Ao chegar mesma casa onde deixará a mulher, três dias antes, ajudou o velho homem a subir os três lances de escada e bateu na porta.

Creio que não há necessidade de contar o resto dessa história que foi real.

Quem disse que Deus não trabalha de maneira misteriosa?

Nada acontece por acaso!

Existem eventos correlacionados!

Autor Desconhecido

Concentre sua atenção no que realmente deseja, utilizando pensamentos positivos e focados no que pretende alcançar.

Lembranças ruins acabam gerando um campo energético que atrai sempre mais problemas.

Vamos levantar a cabeça e criar na imaginação a sensação de estar na posse do que desejamos, enquanto o nosso criador se encarrega de cuidar dos eventos correlacionados na direção da conquista.

OM SEJA…

JESUS ERA… PERIPATÉTICO

Por: Max Gehringer

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários.

Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema:

“Para poder ensinar, antes é preciso aprender” (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai).

Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários.

Estava claro que o método convencional — botar todo mundo numa sala — não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho.

Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.

E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira.

Aliás, pensou alto:

— Jesus era peripatético…

Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor.

E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

— Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto — disse a Laura.

— Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo — emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.

— Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento — ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos.

— Mas eu até vejo uma razão para isso…

— Que é isso, Sales? Que razão?

— Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.

— Não diga!

— Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia…

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou.

Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:

— Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma.

É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas…

Por que vocês estão me olhando desse jeito?

— Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem…

— Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos.

Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico…

Mas que cara é essa?…Peripatético quer dizer “o que ensina caminhando”.

E nós ali, encolhidos de vergonha.

Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário.

Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender.

Finalmente, aprendemos duas coisas:

1ª) O fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.

2ª) A sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.

Max Gehringer

Fonte: Revista VOCÊ SA.

NOSSA TERRA ESTÁ OCA?

Durante séculos muitas pessoas insistem sobre a realidade da teoria da Terra Oca, porém não deram continuação a história quando apareceu uma impressionante foto de satélite em 1968
Clique para ampliar
No início de 1970, a Administração do Serviço de Ciência e Meio Ambiente (ESSA), que pertence ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos, divulgou para a imprensa fotografias do Pólo Norte tiradas pelo satélite ESSA-7 em 23 de novembro de 1968. Uma das fotografias mostrava o Pólo Norte coberto pela conhecida camada de nuvens; a outra, que mostrava a mesma zona sem nuvens, revelava um imenso buraco, onde deveria estar o Pólo.

A ESSA estava longe de suspeitar que suas fotos rotineiras de reconhecimento atmosférico fosse contribuir e despertar uma das controvérsias mais sensacionais e célebres da história dos OVNI’s. No número de junho de 1970 da revista Flying Saucers, o editor e ufólogo Ray Palmer reproduziu as fotos do satélite ESSA-7 junto com um artigo em que ele manifestava que o buraco da foto era real. Durante muito tempo, Ray Palmer e outros ufólogos acreditavam que a Terra fosse oca, e que os OVNI’s seriam uma civilização de seres superiores que está escondida em seu interior inexplorado.

Em 1970, graças ao apoio de uma fotografia em que aparecia o enorme buraco do Pólo Norte, Palmer pôde assegurar que a super-raça subterrânea existia e, provavelmente poderia chegar até ela através dos buracos dos pólos Norte e Sul. Os números seguintes de Flying Saucers apoiáram sua teoria ressuscitando outra antiga controvérsia sobre a Terra Oca: as famosas expedições do vice-almirante Richard E. Byrd aos pólos Norte e Sul.

O vice-almirante Richard E. Byrd da US NAVY foi um destemido aviador, pioneiro e explorador polar, que sobrevoou o Pólo Norte em 9 de maio de 1926, e dirigiu numerosas expedições Antártida, incluíndo um vôo sobre o Pólo Sul em 29 de novembro de 1929. Entre 1946 e 1947, levou adiante a operação em grande escala chamada High Jump (Pulo Alto), durante a qual descobriu e cartografou 1390000 km2 de território antártico. As famosas expedições de Byrd entraram pela primeira vez na controvérsia da Terra Oca quando vários artigos e livros, especialmente Worlds Beyond The Poles (Mundos Além dos Pólos), de Amadeo Giannini, afirmavam que Byrd havia, na realidade, não voou por cima do pólo, mas sim dentro dos grandes buracos que levam ao interior da Terra.

Ray Palmer, baseando-se principalmente no livro de Giannini, introduziu esta teoria no número de dezembro de 1959 da sua revista e, por causa disso, manteve uma volumosa correspondência respeito. Segundo Giannini e Palmer, o vice-almirante Byrd anunciou em fevereiro de 1947, após uma suposta viagem de 2750 km através do Pólo Norte: “Gostaria de ver a Terra além dos pólos”. Essa área além dos Pólos é o centro do grande enigma. Giannini e Palmer diziam também que, durante seu suposto vôo sobre o Pólo Norte em 1947, o vice-almirante Byrd comunicou por rádio que via abaixo dele, não neve, e sim áreas de terra com montanhas, bosques, vegetação, lagos e rios, e um estranho animal que parecia um mamute.

Cidade do Arco-Íris
Em janeiro de 1956, após dirigir outra expedição Antártida, o vice-almirante Byrd manifestou que sua expedição havia explorado 3700 km além do Pólo Sul e, além disso, justo antes de sua morte, Byrd disse que a Terra além do Pólo era um continente encantado no céu, terra de mistério permanente. Essa terra, segundo outras teorias, era a legendária Cidade do Arco-Íris, berço de uma fabulosa civilização perdida.

Para Giannini e Palmer, os comentários atribuídos ao vice-almirante Byrd confirmaria o que eles sempre suspeitaram: que a Terra tem uma forma estranha no Pólos, algo parecido a um “donut”, com uma depressão que forma um buraco gigante que passa através do eixo da Terra, de um pólo a outro. Dado que, por razões geográficas, é impossível voar 2750 km além do Pólo Norte e 3700 km além do Pólo Sul sem ver água. Parece lógico pensar que o vice-almirante Byrd deve ter voado dentro de enormes cavidades convexas dos pólos, dentro do Grande Enigma do interior da Terra e que, se tivesse seguido adiante, teria chegado na base secreta dos OVNI’s que pertencem super-raça oculta, quem sabe a lendária Cidade do Arco-Íris que Byrd teria visto refletida no céu.

….Um pouco de história
A possibilidade de que a Terra seja oca, que possa entrar nela através dos Pólos Norte e Sul, e de que civilizações secretas floresçam em seu interior tem aguçado a imaginação desde tempos atrás. Assim, o herói babilônio Gilgamesh visitou seu antepassado Utnapishtim nas entranhas da Terra; na mitologia grega, Orfeo tratou de resgatar Eurídice do inferno subterrâneo; dizia-se que os faraós do Egito comunicavam-se com o mundo inferior, onde desciam através de túneis secretos ocultos nas pirâmides; e os budistas acreditavam (e acreditam todavia) que milhões de pessoas vivem em Agharta, um paraíso subterrâneo governado pelo rei do mundo.

O mundo científico não ficou imune desta teoría: Leornard Euler, um gênio matemático do século 18 deduziu que a Terra era oca, que continha um sol central e que estava habitada; e o doutor Edmund Halley, descobridor do cometa Halley e astrônomo real da Inglaterra no século 18, também acreditava que a Terra era oca e guardava em seu interior três pisos. Nenhuma destas teorias estavam sustentadas cientificamente, porém coincidiam com várias obras de ficção sobre o mesmo tema, onde dentre as mais importantes eram As Aventuras de Arthur Gordon Pym, de Edgar Alían Poe (1833), onde o herói e seu companheiro tem um terrível encontro com os seres do interior da Terra. E na Viagem ao Centro da Terra, de Julio Verne (1864), onde um professor aventureiro, seu sobrinho e um guia penetram no interior da Terra através de um vulcão extinto na Islândia, e encontram novos céus, mares e répteis gigantescos e pré-históricos que povoavam os bosques.

A crença de uma Terra Oca estava tão difundida que inclusive Edgar Rice Burroughs, o célebre autor de Tarzan, sentiu-se obrigado a escrever Tarzan nas Entranhas da Terra (1929), um mundo que encontra-se na superfície interior da Terra e que está iluminado por um sol central. A Sombra Além do Tempo (1936) de H.P. Lovercraft transportou o tema para a época atual, descrevendo uma raça antiga e subterrânea que dominou a Terra há 150 milhões de anos e que, desde então, refugiaram-se no interior da Terra, e inventaram aviões e veículos atômicos, e dominavam a viagem no tempo e a percepção extrasensorial. Estas e outras obras de ficção manteve vivo o interesse pela possibilidade da Terra ser oca e que esconde outras civilizações.

OVNIs do centro da Terra
Assim, quando foram vistos os primeiros OVNI’s nos Estados Unidos em 1947 e a ufomania asolou o país primeiro e o mundo depois, surgiram duas teorias para explicá-los. Os OVNI’s deviam ser naves extraterrestres de alguma galáxia próxima, ou pertenciam a seres avançadíssimos que habitavam o interior da Terra. Estas teorias levaram a recuperar as lendas das civilizações perdidas da Atlântida e de Thule, e a crença que esta última encontrava-se no Ártico (não confundir com Dundas, antes Thule, que hoje é uma base aérea dos Estados Unidos e centro de comunicação).

Acreditava-se também que outra possível fonte de procedência dos OVNI’s encontrava-se na Antártida. Esta teoria surgiu no convincente livro de John G. Fuller, A Viagem Interrompida (1966), onde o autor relata a história de Betty e Barney Hill, um casal americano que, durante um tratamento psiquiátrico devido a um inexplicável período de amnésia, recordaram através de hipnose que havíam sido raptados por extraterrestres, examinados no interior de um disco voador e informados que os extraterrestres tinham bases em toda a Terra, algumas no fundo do mar e pelo menos uma na Antártida.

Deste modo, quando Ray Palmer publicou sua controvertida teoria em 1970, os ufólogos e crentes na Terra oca ficaram com a expectativa: tratava-se de provas conclusivas? Porém os argumentos que Palmer defendia revelaram-se extremamente suspeitos. Todas as investigações feitas desde então não confirmaram nenhuma das afirmações atribuídas por Giannini e Palmer ao vice-almirante Byrd; nem sequer confirmou-se seu vôo sobre o Pólo Norte em fevereiro de 1947 (o certo é que Byrd sobrevoou o pólo Sul nesta data, no transcurso da operação High Jump), inclusive supondo que Byrd teria feito tais comentários, o mais lógico é acreditar que a terra além dos pólos e o Grande Enigma são formas de falar das regiões então inexploradas a continentes escondidos no interior da Terra, e que o continente encantado no céu era unicamente uma descrição de um fenômeno que acontece nas latitudes antárticas, uma espécie de reflexo que trás o reflexo de terras distantes.

Possível acobertamento
Apesar da inexatidão da pretensa viagem de Byrd ao Pólo Norte, existem algumas pessoas que afirmam ter visto em um noticiário sobre a dita expedição ao Pólo Norte, onde se viam montanhas, árvores, rios e um grande animal identificado como um mamute. Uma mulher escreveu para Ray Palmer sobre esta notícia, assegurando que havia visto em White Plains, New York, em 1929. Entretanto, este documentário não está registrado em nenhum arquivo. Será que se trata de uma artimanha do Governo dos Estados Unidos? Ou será que esse documentário nunca existiu? Durante os anos 80 ocorreu um boato que um satélite espião militar norte-americano tirou várias fotografias sobre o pólo norte no exato momento em que se abriu um buraco no pólo para dar passagem a uma nave desconhecida. Seguramente a terra não é oca, mas abaixo de nossos pés podem existir civilizações inteiras…

Meditação = Prestar atenção

Terapeuta Online/Produtos Naturais/Ensino a Distância/Auto-ajuda

Meditação não é o que você pensa…

Pare de pensar tanto!
Viva um momento de cada vez. Melhore sua saúde. Conheça a si mesmo. Isso também é meditação. Agora veja como praticá-la no dia-a-dia.

Por: Yuri Vasconcelos

Quando se fala em meditação, a gente logo pensa em alguém sentado de pernas cruzadas sobre uma almofada no chão, com a coluna ereta, as mãos apoiadas sobre os joelhos, os olhos cerrados, a boca levemente aberta e um silêncio sepulcral dominando o ambiente. De fato, essa é uma maneira clássica de meditar, mas não a única. Existem várias técnicas para mergulhar nesse estado de introspeção. Dá para meditar de olhos abertos, ouvindo música, andando ou durante tarefas cotidianas como passar a roupa, cozinhar e tomar banho. Sim, porque meditação não é uma ação, e sim um estado de espírito. “Meditação é a qualidade de estar consciente e alerta. O que quer que você faça com consciência é meditação. A ação não é a questão, mas a qualidade que você traz para a ação”, afirma em um de seus livros o líder espiritual indiano Mohan Chandra Rajneesh, também chamado de Osho, que morreu em 1990. Ou seja, o que importa é estar focado naquilo que se está fazendo. “Para colher os benefícios da meditação, não precisamos nos isolar do mundo, mas, pelo contrário, incorporar a prática meditativa ao nosso cotidiano”, diz o médico Jou Eel Jia, presidente da Sociedade Brasileira de Meditação Médica.

O segredo está em prestar atenção em cada momento do presente. Parece simples, e é. Mas exige uma mudança de postura perante a vida. Uma mudança sutil, porém fundamental. Afinal, fomos ensinados que, para resolver os problemas cotidianos, é preciso pensar e se preocupar com eles. O resultado disso é que passamos a maior parte do dia, senão o dia todo, com a atenção dispersa no passado (o desentendimento com a colega de trabalho, a seção de ginástica perdida) ou no futuro (o projeto que precisa ser entregue amanhã, a viagem do próximo feriado). Pouco a pouco, esses pensamentos recorrentes vão acumulando uma carga nociva de angústia pelo que aconteceu e ansiedade pelo que vai acontecer.

Meditar é adotar a atitude contrária. É concentrar-se no presente, tornar conscientes os gestos automáticos mais banais. Ao tomar banho, por exemplo, atente para o que está fazendo em vez de lavar-se automaticamente enquanto pensa na lista de compras do supermercado. Note o cheiro do sabonete, a temperatura e o som da água. Quando for se sentar, no trabalho ou à mesa de jantar, preste atenção na postura, na posição de suas pernas e na sensação na coluna. Na fila do elevador, note como estão dispostos os ombros, o abdômen e os pés. Deixe para se aborrecer com o serviço atrasado quando chegar a sua mesa de trabalho. Em outras palavras, a recomendação dos mestres da meditação se parece com um bom conselho, daqueles que só uma avozinha querida seria capaz de dar: “Pare de pensar e de se preocupar e viva um momento de cada vez”. Reconfortante, não?

Corpo, mente e espírito

A idéia é essa: confortar, acalmar a mente e trazer paz ao espírito. Resumindo: aumentar o bem-estar. “Ao meditar, a pessoa cultiva estados da mente que levam à paz e ao bem-estar”, diz Ken O’Donnell, coordenador para a América Latina da Brahma Kumaris, universidade espiritual de origem indiana que hoje tem mais de 4 mil centros no mundo. Mas não é só isso. Os especialistas dizem que, ao meditar, é possível experimentar uma sensação de unidade com o cosmo que é nossa verdadeira essência, nosso ser real. “As pessoas meditam, fundamentalmente, por três razões: conhecer a si mesmas, ampliar a percepção da realidade e viver no espaço do sagrado e atingir uma comunhão com o divino”, diz Lia Diskin, da Associação Palas Athena, de São Paulo, que organiza cursos de meditação.Essas promessas já seriam suficientes para fechar os olhos e entoar um mantra, mas ainda tem mais. Meditar faz bem à saúde, dizem os mais respeitados cientistas e médicos dos melhores centros de estudos do mundo. Eles ainda não sabem por quê, mas a lista de benefícios comprovados não pára de crescer (leia quadro na página ao lado).

Não é de espantar, portanto, que haja tanta gente meditando. Só nos Estados Unidos, pelo menos 10 milhões de pessoas meditam regularmente, o dobro de uma década atrás. Lá, a prática está sendo incorporada ao cotidiano em escolas, empresas, hospitais, repartições públicas e escritórios de advocacia. Nas penitenciárias americanas, a meditação é usada para recuperar os detentos e tem conseguido evitar que muitos voltem ao crime depois de libertados (como há tempo de sobra, as sessões duram horas). No Brasil, não existem estatísticas que apontem quantos são os praticantes, mas acredita-se que o número cresce ano a ano.

Toda hora é hora

Mas em que momentos do dia-a-dia é possível meditar? Em tese, todos. Na verdade, os grandes gurus meditam ininterruptamente, ou seja, passam todos os momentos atentos ao presente, a cada momento. Para a maior parte das pessoas, porém, que não atingiu esse estado de atenção, convém exercitar a concentração. Veja a seguir algumas dicas de como aproveitar o cotidiano para treinar. Antes de mais nada, um lembrete importante: reserve um tempo para cada atividade. É impossível concentrar-se em uma ação se você ficar pensando que já está na hora de fazer a próxima.Os vários minutos gastos no trânsito, por exemplo, podem ser aproveitados para meditar, segundo o médico acupunturista Jou Eel Jia. “Observe sua respiração ou entoe um mantra (não se assuste com o nome. Mantra pode ser qualquer som que ajude a concentrar). Isso vai ajudar a enfrentar os congestionamentos e trará um grande bem-estar físico e emocional.” Segundo Jou, não tem perigo de bater o carro.

E por que não meditar caminhando? A terapeuta holística Veena Mukti diz que é possível fazer isso no caminho para o mercado ou na academia. “Quando estiver correndo ou caminhando na esteira, por exemplo, desligue-se da televisão que está ali na frente. Fixe o olhar em um ponto qualquer à sua frente e sinta a sua respiração. Ao mesmo tempo, observe cada movimento do seu corpo. Concentre-se no movimento de seus braços, de suas pernas, do seu pé. Tente manter a mente livre dos pensamentos e, quando eles vierem, simplesmente volte sua atenção à atividade que está fazendo”, diz ela.

Também é possível meditar enquanto andamos no parque, no caminho para a padaria ou subindo e descendo escadas. O monge budista Thich Nhât Hanh, autor do livro Meditação Andando (Editora Vozes), criou uma técnica baseada na observação da respiração e das passadas. “Ao caminhar, mantenha um leve sorriso nos lábios e pratique a respiração consciente contando os passos”, diz ele. “Observe cada respiração e o número de passos que dá ao inspirar e ao expirar. Se der três passos durante uma inspiração, diga baixinho ‘um, dois, três’, ou ‘dentro, dentro, dentro’, uma palavra a cada passo. Se der três passos enquanto expira, diga ‘fora, fora, fora’ a cada passo.” Segundo o religioso, “quando estamos conscientes, intensamente em contato com o momento atual, aprofunda-se nossa compreensão do que está acontecendo e começamos a ser preenchidos de aceitação, alegria, paz e amor”.

Hora de comer também pode ser hora de meditar. No almoço ou na janta, há muita coisa para reter a atenção. Aos poucos, você vai notar que cada alimento tem sabor, aroma, textura e temperatura próprios. Preste atenção na mastigação, na distribuição dos alimentos no prato, sua postura à mesa, sua respiração. Acabou a refeição? Medite na pia, ao lavar a louça. Observe o formato, as cores, a textura e o peso do prato. Fique atento ao movimento que você faz ao pegá-lo e sinta a temperatura da água e a textura da esponja e da espuma. Ouça o som da água saindo da torneira e o barulho da própria louça na pia. Sinta o aroma do detergente e observe sua respiração.

Terminou? Tudo limpinho no escorredor? Não disperse. Mantenha a sintonia também ao enxugar a louça, guardar os pratos, arrumar o guarda-roupa, pentear os cabelos, vestir-se e ao longo do dia todo. Isso é meditar. Com a prática, a cada dia dá menos trabalho conectar-se ao presente.

Idas e vindas

Mas, se você já tentou parar de pensar e concentrar-se totalmente no que faz, deve ter percebido que isso não é nada fácil. O problema é que a mente divaga com muita facilidade e logo está lá você pensando no telefonema que precisa fazer ou na reunião de amanhã. Isso é normal. “Nossa mente é um turbilhão de pensamentos. A grande dificuldade para conseguirmos meditar é conter a divagação. A toda hora nossos pensamentos nos levam para lugares aonde nem sempre queremos ir”, diz a terapeuta holística Veena Mukti, coordenadora do Avathar Instituto de Formação Holística, de São Paulo. Apaziguar a mente, então, seria o primeiro passo para poder mergulhar no estado meditativo de que nos fala o mestre indiano Osho. E como fazer isso? “Aceitando e abraçando o fluxo de pensamentos como se eles fossem a cena de um filme. Os pensamentos surgem, acontecem e passam”, afirma a professora de yoga Márcia De Luca, fundadora do Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda (Ciyma), de São Paulo. “Não devemos lutar contra eles, pois agindo dessa forma nós lhes damos personalidade e os fortalecemos”, diz ela. “Quando a mente se dispersar, diga que agora não e continue com o seu propósito”, ensina Lia Diskin.

Técnicas

Muito bem. Então é possível meditar durante as tarefas cotidianas, sem interromper a rotina diária. Ótimo. Mas acredite: sua concentração vai melhorar muito se você dedicar um tempinho do seu dia, ainda que mínimo, só para exercitar a atenção. Além do que, quem nunca meditou de uma maneira mais convencional, quer dizer, em um lugar tranqüilo, com os olhos fechados e concentrado na respiração, provavelmente terá dificuldades para manter a atenção focada nas tarefas do dia-a-dia, em meio a tantas distrações. Por isso, os estudiosos do assunto recomendam e praticam, eles mesmos, algumas técnicas de meditação que não precisam tomar muito tempo.

“A meditação rotineira é possível, mas antes é preciso conhecer um repertório de práticas ou técnicas que robusteçam nossa capacidade de atenção, de estar presente e de criar e manter um foco”, afirma Lia Diskin, da Associação Palas Athena. “Toda a questão da meditação está na capacidade de criar um foco, seja ele um mantra, a respiração ou a própria observação das sensações. Para manter e criar uma força contínua nesse foco é preciso ter o que eu chamo de ‘musculatura interna’.”

É como andar de bicicleta: no início, levamos vários tombos, mas, depois que aprendemos a pedalar, é para o resto da vida. “Quando se está começando, o indivíduo precisa ter um pouco de persistência, pois tem que superar uma grande inércia”, afirma O’Donnel. E para sair da inércia o primeiro passo é escolher o estilo de meditação que mais combina com você. As opções são muitas. Um dos mais utilizados é a meditação durante a respiração, em que a pessoa deve sentar-se com as pernas cruzadas, ficar atenta ao fluxo de ar que entra e sai de seus pulmões e, sempre que se distrair com algo, retornar a atenção a ela. Mas e se a perna doer? Adote uma posição mais confortável, diz o Dalai Lama em O Caminho da Felicidade – Um Guia Prático para os Estágios de Meditação. Mas ele insiste em que no início de cada prática, nem que seja em respeito à tradição, deve-se cruzar as pernas.

Outra técnica bastante utilizada é repetir um mantra, que tem a função de reduzir o fluxo de pensamentos. O cardiologista americano Herbert Benson, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, um dos maiores pesquisadores da meditação e do poder das crenças na promoção da saúde, criou uma forma de meditar baseada na palavra one (“um” em inglês). O som lembra o mantra “ohm”, considerado o som primordial do Universo, pelo hinduísmo. Outra técnica parecida, desenvolvida pelo líder espiritual Deepak Chopra, baseia-se na repetição do que ele chama de som primordial individual, que é escolhido a partir da hora, local e data de nascimento da pessoa. Ele ensina que a repetição desse som nos transporta para o campo da pura potencialidade de que nos fala Márcia De Luca, sua discípula e representante aqui no Brasil.

Pode-se ainda acalmar o fluxo de pensamentos mentalizando uma cor ou imagem – o rosto de Cristo, por exemplo – ou fixando o olhar em um objeto, como a chama de uma vela. Uma das meditações mais populares no Ocidente foi criada em 1957 pelo indiano Maharishi Mahesh Yogi, que a chamou de meditação transcendental. O iniciado deve praticá-la sentado confortavelmente e de olhos fechados. Cada pessoa recebe um som pessoal que deve ser entoado durante a sessão.

A raja yoga, por sua vez, um tipo de meditação milenar derivada do hinduísmo, não usa mantras nem técnicas associadas à respiração. Sentado da forma que desejar e de olhos abertos, o praticante deve fixar sua atenção em qualidades positivas do ser, como bondade, generosidade, compaixão, e assim gerar um estado mental elevado.

Existem também técnicas de meditação ativa, onde não é preciso ficar com o corpo parado. O líder espiritual Osho criou várias formas de meditação em movimento, misturando aspectos do hinduísmo, da tradição sufi e da bioenergética. Suas aulas parecem sessões de laboratório de teatro e utilizam música, dança e respiração. O objetivo é relaxar os músculos e manter a mente concentrada, longe dos pensamentos.

No fim das contas, não importa a técnica usada, contanto que ela ajude a pessoa a apaziguar a mente e manter-se focada. Os grandes mestres afirmam que para colher os benefícios da meditação o ideal é praticá-la duas vezes por dia, em sessões de 20 a 30 minutos. Para quem está começando, pode ser uma tarefa difícil. “Muitas pessoas não têm disciplina para isso e acabam desistindo. Por isso, aconselho que, depois de escolher a técnica que mais lhe agrada, comece com cinco minutos diários”, afirma Márcia De Luca, do Ciyma. “Aguarde um mês para que os efeitos dessa prática fiquem gravados na sua memória celular e gerem o desejo de meditar, criando assim o hábito. Os efeitos da meditação são tão prazerosos que os cinco minutos serão insuficientes e o tempo irá se alongando gradativa e espontaneamente.”

Outra dica para quem começa é participar, ao menos uma vez por semana, de um grupo de meditação. Além de ser um parâmetro para avaliar sua própria evolução, o grupo ajuda porque dá suporte energético para a pessoa ficar mais presente e centrada.

E como saber se a meditação funcionou? É fácil. Se, ao final dela, você for invadido por uma sensação de bem-estar, plenitude e apaziguamento, pode estar certo de que você meditou. A terapeuta holística Veena Mukti, no entanto, faz uma ressalva: “Quando se começa a meditar, a sensação pode não ser tão agradável. A pessoa começa a perceber que sua mente é um turbilhão de pensamentos e que seu corpo tem diversos pontos de tensão que antes não eram percebidos”, diz ela. Com o passar do tempo, no entanto, a dispersão mental e os pensamentos banais naturalmente desaparecem. A mente vai serenando e o corpo já não dói tanto. As primeiras sensações de bem-estar começam a aparecer. E você, enfim, começa a colher todos os benefícios dessa prática milenar.

Mente sã, corpo são

. Meditar ajuda na liberação de endorfina, um forte tranqüilizante que provoca a sensação de alegria e de bem-estar. . Diminui a produção de adrenalina e cortisol, hormônios secretados em situações de estresse, e de radicais livres, substâncias que atuam no envelhecimento humano.

. Quem medita tem auto-estima mais elevada, maior poder de concentração, mais facilidade para aprender coisas novas e maior poder de raciocínio. Isso porque o fluxo sanguíneo aumenta na região do cérebro que comanda essas funções.

. Meditadores também são mais tolerantes, estão mais preparados para lidar com situações difíceis e conseguem se relacionar melhor com os outros.

. Por fim, meditar fortalece o sistema imunológico, que fica mais resistente a doenças psicossomáticas, como gastrite e enxaqueca, e a doenças autoimunes, como esclerose múltipla e artrite reumatóide.

Escolha sua linha

Meditação na RespiraçãoÉ uma das mais comuns e simples. Sentado de pernas cruzadas num lugar tranqüilo, feche os olhos e fixe a atenção no fluxo de ar que entra e sai de seus pulmões.

Meditação no Som Primordial

Criada pelo mestre espiritual Deepak Chopra, consiste na repetição de um som, chamado primordial, que está relacionado com a hora, a data e o lugar em que você nasceu.

Meditação Zen-Budista

Uma das técnicas dessa corrente do budismo é a meditação andando do monge Thich Nhât Hanh. Ao caminhar, conte os passos e sincronize-os com a respiração.

Meditação Raja Yoga

Sentado numa posição confortável e de olhos abertos, mentalize aspectos positivos da natureza humana, como os sentimentos de bondade, generosidade, compaixão e amor.

Meditação Transcendental

Formulada pelo indiano Maharishi Mahesh Yogi, não requer concentração ou contemplação. É baseada na repetição de um som pessoal só conhecido pelo iniciado.

Meditação Cristã

Resgatada pelo monge beneditino inglês John Main (1926-1982), está baseada na repetição de um mantra. O mais usado é o “Maranatha”, (em aramaico, “Vem, Senhor”).

Meditação Dinâmica

Foi criada pelo líder espiritual Mohan Chandra Rajneesh, o Osho, especialmente para os ocidentais. Mescla elementos de várias culturas e usa dança, som e movimentos.

Meditação Self

Tem como base os ensinamentos do iogue Paramahansa Yogananda e objetiva disseminar técnicas que levem seus praticantes a atingir a experiência pessoal e direta com Deus.

No início, havia Deus

Embora pareça que a meditação só tenha entrado em moda no Ocidente nos últimos anos, ela já é praticada nesta metade do mundo há muitos séculos, embora travestida de fé religiosa. Criada no Oriente, a meditação já era praticada na Índia há cerca de 5 mil anos e é descrita nos primeiros textos sagrados do hinduísmo. Tempos depois, irradiou-se para a China, o Japão e outros países orientais – não se pode esquecer que foi meditando debaixo de uma figueira que o príncipe Sidarta Gautama alcançou a iluminação, por volta de 590 a.C., tornando-se o Buda. A partir do século 3 de nossa era, a meditação foi assimilada por monges cristãos que viviam no Egito e na Síria, conhecidos como “Padres do Deserto”. Eles acreditavam que, meditando, aproximavam-se de Deus. Os muçulmanos também renderam-se à meditação, notadamente os integrantes da seita sufi, que a incorporaram aos seus cultos por volta do ano 1000. Rezar, portanto, é uma maneira de meditar, só que com cunho religioso.

Os benefícios à saúde, é verdade, só foram descobertos nos últimos anos pela medicina ocidental, que desde então vem fazendo pesquisas para entender como o estado de meditação afeta o corpo.

Para começar já

1. Encontre um lugar tranqüilo. Um quarto em casa está bom. 2. Sente-se numa postura confortável (não precisa ser com pernas cruzadas) e feche os olhos.

3. Respire profundamente e concentre-se na entrada e saída do ar. Um mantra, como o clássico “ohmmmmmm”, ajuda a concentrar.

4. Se o pensamento divagar, não se recrimine: apenas volte a atenção à respiração ou ao mantra.

Yuri Vasconcelos

Fonte: http://www.vadiando.com/textos/archives/000764.html


Terapeuta Online/Produtos Naturais/Ensino a Distância/Auto-ajuda

A TRADIÇÃO SAGRADA DO SOM – OM

Por: Carlos Eduardo Silva Coimbra

Sabemos que o Universo na sua manifestação vital, nada mais é do que a representação concreta de certos princípios que pertencem a um domínio tão elevado, que nós, para nos referirmos a eles, costumamos falar apenas, na consciência divina. É nesta consciência total que se encontram todos os germes destas possibilidades que depois se transformam nas coisas viventes, com nome e forma, do universo que nos cerca e envolve. Posto isto, sabemos ainda que esses germes, estas possibilidades, manifestam-se por meio do Som. Esta consciência divina, esta consciência total, que o mais comum dos humanos seres a chama de Deus, expressa o seu poder criador por meio de vibrações sonoras.

Todas as tradições mencionam os sons sagrados, os sons que construíram algo, algo que vem de cima para baixo e vai-se formando nos diversos planos da natureza, dos mais sutis aos mais grosseiros.

A Sabedoria Iniciática das Idades, possui o OM, o som sagrado.

O insigne Professor Henrique José de Souza, fundador da Sociedade Brasileira de Eubiose, disse a respeito da palavra sagrada OM, o seguinte:

“… para não nos estendermos muito sobre um assunto que nos levaria muito longe, o que de maneira alguma corresponderia nossa intenção presente, lembraremos apenas que segundo a tradição hindu, os universos são produzidos pelo OM, a palavra sagrada formada de três letras sânscritas: ah, oh e ma ou aum, e que, segundo o Mundakya Upanishad, é o nome mais precioso do Espírito Eterno, Onipresente e Universal.”

De modo que tudo que existe no universo advém das vibrações sonoras produzidas por este som sagrado. Então todos nós perguntaremos, “Se tudo vem do som sagrado OM ao pronunciá-lo, estaríamos criando coisas? ”É aqui que surge diante de todos nós uma das chaves principais do Processo Iniciático: a ciência dos sons. Para entendê-la, cada um de nós terá de dominá-la por meio de um árduo trabalho interno de iniciação, onde adquiriremos o poder de pronunciar corretamente o som, de tal forma que ele possa criar algo.

Para chegar ao resultado final no mundo da forma, a Consciência Divina potencializa-se em 7 tons fundamentais: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si. Estes 7 tons fundamentais, se diversificam de tal forma, que o resultado final é a natureza que nos cerca. Para melhor compreendermos o mecanismo em que o verbo, o som se faz carne, vamos tocar num ponto importantíssimo. Este ponto importantíssimo nos fala a respeito de Mantrans. De todos os caminhos evolucionais, o caminho dos que usam o poder dos Mantrans é inegavelmente superior a todos os outros. Os Mantrans quando corretamente pronunciados, se tornam um meio poderoso de despertar todas as possibilidades ocultas relativas a todos os planos do universo, que encobrem o nosso princípio espiritual, o poder dos Mantrans é capaz de fazer vibrar e pôr em atividade as matérias de diferentes planos existentes no universo, produzindo fenômenos de várias ordens. De modo que um Mantram não deve ser tocado ou cantado unicamente. Um Mantram precisa ser acompanhado também por um pensamento, de acordo com a combinação de sons produzida. Um Mantram precisa ser vivido.

Portanto, o universo foi concebido pelo som, que sintetizando a Matéria e a Energia Cósmica, onipenetradas por Atmã (centelha divina onipresente em tudo e em todos) produziu o mundo da forma, dos nomes e dos seres viventes.

Sabemos ainda que aquilo que conhecemos como Matéria ou Akasha se caracteriza por ser capaz de produzir som. Daí ser também o Akasha chamado de “Raiz psíquica do som”. Akasha, é portanto, a matéria que constitui todos os planos da manifestação.

Quando um ser se materializa, nasce no mundo, ele se torna um personagem de seu próprio drama na face da terra. Isto quer dizer que, sendo um personagem, manifesta-se por meio do som.

A constituição setenária da Consciência Divina, centro de irradiação de Consciências e Energias, é a chave para a compreensão das doutrinas místicas de todos os povos. Essa constituição setenária nada mais é que as Sete Forças Auto-Evolventes da Força Única e Sem Causa. Cada uma dessas Sete Forças, Sete Energias, é a expressão dinâmica de determinada Consciência Cósmica. Vamos verificar de perto a quarta energia, analisá-la e compreender-lhe a influência específica no metabolismo da evolução universal, dentro da Tradição Sagrada do Som.

Tem essa quarta energia, o nome de Mantrikashakti. É ela a força mística do som ou verbo, expressa a harmonia cósmica e, portanto, em sentido lato, inclui tudo que diz respeito ao aspecto beleza ou arte. O caminho ligado a Linha das Artes, representa, possivelmente, para o homem deste planeta, o caminho mais simples para a libertação. É importante assinalar que mais de um grande iluminado, membros da excelsa Fraternidade Branca, alcançaram as culminâncias da espiritualidade pelo caminho das artes. Citaremos apenas três desses membros no Ocidente, no aspecto musical: Beethoven, Wagner, Bach.

Portanto como todos nós verificamos, o verbo, o som, considerados por todas as tradições antigas, como a causa eficiente e material da manifestação do mundo é a suprema forma pela qual se objetiva o Ser Infinito. Esse verbo se manifesta como Ritmo, Melodia e Harmonia. Para cada manifestação do verbo, existe uma ciência. Apoiando-nos nas ciências do Ritmo e da Melodia, penetramos nos mundos da Harmonia que abre para todos nós as portas do entendimento espiritual. É lícito dizer que essas três manifestações da força ou poder místico dos sons se relacionam com os três centros de atividade em nosso interior, o Físico, o Anímico e o Espiritual. O Ritmo está ligado s formas físicas, a Melodia alma e a Harmonia ao espírito. O som, o verbo, ou a música perfeita será, portanto, a que equilibrar esses três elementos da suprema manifestação do verbo.

Os iniciados utilizando a ciência dos sons, profunda e oculta por excelência, são capazes de realizações, já que esse conhecimento lhes permite equilibrar os três princípios fundamentais do verbo em ação, segundo os fins em vista. Do mesmo modo, se for o caso, pode um iniciado utilizar a ciência dos sons para produzir a predominância de um princípio sobre os outros, fazendo com que a ação incida num determinado plano da natureza.

Acentuemos que os Mantrans se baseiam no perfeito entendimento dessa ciência, que, pertence há milênios s Escolas Iniciáticas e Secretas.

Nas primeiras etapas da evolução humana nas Raças primitivas, o Ritmo era considerado o princípio básico de toda a adoração religiosa ou sacrificial. Daí a criação dos bailados que visavam perpetuar o conhecimento de certas leis ocultas, relacionadas com as invocações s Potestades ou Deuses da natureza. Assim, por exemplo, na Índia, os Gandharvas, que eram cantores ou músicos celestes, eram interpretados pelas Apsaras, bailadeiras que, por meio de posições ou atitudes do corpo, procuravam exteriorizar as regras da ciência do ritmo, permitindo assim, entoar os hinos no seu verdadeiro ritmo. Mais tarde, dança exclusivamente rítmica se acrescentou uma expressão de doçura, graças a certos gestos, especialmente das mãos, que ensinavam a melodia dos cânticos evocadores das Potestades adoradas. Só em épocas mais próximas, quase históricas, apareceram danças sagradas completas, em que os passos e gestos criavam uma Harmonia maravilhosa, característica do mais profundo processo oculto e iniciático.

Sabemos que a arte dos cânticos e a poética, fundidas numa só, são consideradas a manifestação mais perfeita do Verbo Criador. O antigo vate, o inspirado cantor da história dos Deuses e das epopéias dos heróis, descrevia, em poemas rítmicos e melódicos, as façanhas que pretendiam exaltar e perpetuar. Em verdade, os poetas de antanho aprendiam, nos santuários iniciáticos, a arte suprema de vazar, em linguagem humana, os feitos gloriosos dos Seres que tinham criado o Universo, ou dos que guiavam e protegiam os homens. Entre os Celtas, o bardo, cantor iniciado, era o arquivo vivo dos fatos de sua raça. Entre os povos de descendência solar, os Suryavanxas, que ainda habitam os vales férteis do Pundjab, na Índia, conservam, até hoje, na corte de seus Takures (príncipes reinantes, senhores feudais), poetas e místicos maneira de seus avoengos, tradição preciosa que defenderam encarniçadamente contra o poder dos invasores brancos. São eles, os Suryavanxas, que tem por lema o famoso dístico: “A luz pura do Sol pode ser maculada pela lama da Terra.”

A insigne Helena Petrovna Blavatsky em sua celebrada obra “Por Grutas e Selvas do Indostão” fez referência a essa gente, que, pelo conhecimento da música e dos Mantrans, e pelo amor a Poética, conseguiu perpetuar, através das vicissitudes de uma história atribulada, uma ciência não inscrita nos livros, e transmissível, apenas, pela voz de seus poetas-cantores. Para todos os povos antigos, o poeta era o eleito e o inspirado dos Deuses. O próprio nome latino, Vate, indica as qualidades proféticas desses cantores, que chegavam, s vezes, a penetrar em arcanos transcendentes, inacessíveis ciência comum dos homens. É interessante lembrar, a respeito, a história de Ovídio, que o Colégio Sacerdotal de Roma exilou para o Ponto Euxino, em virtude de ter divulgado, ao impulso da inspiração, segredos iniciáticos que, aliás, desconhecia. E somente esta última circunstância salvou-o da morte. O caso serve para provar que o poeta pode, pela arte sublime da palavra, despertar em sua consciência interior, conhecimentos de ordem secreta e mística, o que explica a palavra Vate (adivinho). Em tempos mais chegados, temos outro exemplo, bastante típico, o de Sir Edwin Arnold, o cantor da “Luz de Ásia”. Arrebatado pela inspiração, a história do Grande Emancipado, de Buda, é aí narrada com tal profundidade, que segredos conhecidos, apenas dos Iluminados, são postos a nu. E Arnold não era ocultista. Compreende-se agora, a prudência de Platão, que na sua “República”, aconselha coroar os poetas e, depois, expulsá-los. A poética constitui, portanto, a mais pura manifestação da Palavra Divina, sobretudo transmitida em canto.

É bem possível que os iniciados gregos tenham obtido seu conhecimento a respeito dos aspectos filosófico e terapêutico da música, dos egípcios, os quais, por sua vez, consideravam Hermés o fundador da arte. Segundo a lenda, este deus construiu a primeira lira esticando cordas através da concavidade de uma casca de tartaruga. Ambos, Ísis e Osíris, eram como patronos da música e da poesia. Platão, descrevendo a antigüidade dessas artes entre os egípcios, declarou que as canções e poesias tinham existido no Egito, pelo menos, por dez mil anos e que eram de uma natureza tão elevada e inspiradora que apenas deuses ou homens-deuses poderiam tê-las composto. Nos mistérios, a lira era tida como o símbolo secreto da constituição humana, o corpo do instrumento representando a forma física, as cordas, os nervos, e o músico, o espírito. Tocando sobre os nervos, o espírito assim criava as harmonias de um funcionamento normal o qual, todavia, se tornava dissonante se a natureza do homem estivesse corrompida.

A ordem medieval dos Troubadours ou Trovadores teve, como os vates e os bardos, o papel de espalhar, por meio de seus cantos amorosos e satíricos, muitas verdades iniciáticas, segundo as ordens recebidas dos grandes Adeptos que os dirigiam. Eram, por assim dizer, os correios entre os iniciados de todo o mundo e as Ordens Secretas.

Finalizando esta primeira parte de “Música no Processo Evolucional”, em que abordamos a “Tradição Sagrada do Som”, diremos que mister se faz que tenhamos uma perene consciência de que no universo tudo é som, tudo é verbo que se fez carne, e que andamos sobre a face da terra em busca da harmonia, tanto conosco, internamente, quanto com nossos Irmãos em humanidade. Não se trata de harmonia baseada em entendimento de egos, mas da verdadeira harmonia das esferas que existe nos recônditos do universo. Lá está Ela, disponível a todos que realizarem na sua mente e no seu coração, os mistérios do Som e do Verbo.

Carlos Eduardo Silva Coimbra

Fonte: http://www.vidhya-virtual.com/vidhya1/inicio.htm
http://www.cosmomusica.com.br

Protegido: Curso Básico de Meditação

Este conteúdo está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo.

NOTA DE FALECIMENTO

*1890 +2007
Senado Federal

Faleceu em 12 de Setembro de 2007 em Brasília o Senado Federal, acometida por infecção ética e moral generalizada. A Instituição não resistiu sessão secreta dos ilustres senadores e morreu longe
do povo, por falência múltipla dos órgãos institucionais.

Que Deus nos dê forças para bradarmos a nossa indignação e nos ilumine para revertermos tamanha tragédia.

PIB – População Indignada Brasileira

 

A felicidade está na mente

Terapeuta Online/Produtos Naturais/Ensino a Distância/Auto-ajuda
A felicidade está na mente

Sucesso de vendas, “O Segredo” diz que pensamento positivo pode atrair fama e fortuna Tatiana Py Dutra“Pedi e vos será dado, procurai e achareis, batei na porta e ela se abrirá para vós. Porque aquele que pede, recebe; e o que busca, encontra; e ao que bate, abrir-se-lhe-á.” O evangelho de São Mateus registra que, há 2 mil anos, Jesus ensinou aos seus discípulos que ser feliz é simples: basta querer. Por mais que o Cristianismo tenha se espalhado pelo planeta, e que outras crenças tenham disseminado a mesma certeza, a humanidade parece não ter dado crédito à lição.
Eis que, no começo do século 21, uma obscura produtora da TV australiana lança um vídeo no qual afirma que o pensamento positivo é o ímã para atrair a felicidade. E milhões de pessoas começaram a levar o assunto a sério. “O Segredo”, lançado em 2006 por Rhonda Byrne, vendeu mais de 2 milhões de cópias em DVD (isso sem contar as cópias pirata) e virou um livro. A versão impressa já contabiliza 6 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.
Os números impressionam. Mais ainda quando se leva em consideração que o tema já foi abordado antes. O pensamento positivo foi tema de livros de gurus da auto-ajuda, como Norman Vicent Peale e Deepak Chopra. Aqui no Sul, padre Lauro Trevisan ganhou renome internacional ao lançar, em 1980, “O Poder Infinito da sua Mente” e uma série de livros correlatos. Mas nunca se viu fenômeno parecido com “O Segredo”. Afinal, o que esse livro tem de mais?
“O livro enfatiza a lei da atração, uma das leis universais que regem a vida e o cosmo, que diz que atraímos o que pensamos. O mérito de ‘O Segredo’ é abrir caminho para o ser humano acreditar em si, nas suas potencialidades e na sua capacidade de auto-realização. Iluminou a mais importante verdade deste planeta: o poder criador delegado por Deus a toda criatura”, afirma padre Lauro, acrescentando que esse conhecimento faz parte de sua obra.A concepção
A lei da atração chegou a Rhonda Byrne num ano particularmente difícil. Em 2004, ela estava desempregada e se recuperava da tristeza pela morte do pai quando sua filha lhe entregou um livro que trazia fragmentos de filosofias de várias religiões, desde a antigüidade. O material explicava que nossos pensamentos são magnéticos e capazes de influenciar coisas e pessoas a nossa volta, bem como atrair o que desejarmos.
Para isso, é preciso ajustar nosso pensamento à freqüência certa. Idéias positivas trazem coisas boas. Negativas, o contrário. Depois, é só fazer um pedido, crer que ele será atendido e esperar. E você pode pedir qualquer coisa: a casa própria, o carro dos sonhos, um casamento feliz, sucesso nos negócios ou uma conta bancária recheada.
“No momento em que você pede alguma coisa e acredita, e sabe que já a tem no invisível, o universo inteiro se move para torná-la visível”, ensina Rhonda, no livro.
A autora afirma que tal conhecimento foi usado por figuras notáveis, como Beethoven, Da Vinci, além de outras pessoas que atingiram grandes níveis de riqueza e poder. Talvez por isso, diz Rhonda, “O Segredo” foi cobiçado, usado e escondido até cair no esquecimento. Secretamente, milhares de pessoas (ricas e bem-sucedidas) aplicaram em suas vidas – por isso, o nome do vídeo e do livro que viraram coqueluche mundial.Uma explicação
As multidões que crêem no segredo dão de ombros para os céticos e afirmam que ele é real. Quem não acredita, o faz por não estar pronto a entender a magnitude da revelação. A psicologia aponta os motivospara tal fenômeno.
“Ao considerar a geração do pensamento positivo como o elixir para o encontro com a satisfação material e pessoal, o texto põe o acento estritamente no sujeito, desviando-o das condições adversas e reais que implicam o encontro com o outro, fonte primeira e última para o sucesso ou o fracasso, onde o pensamento não opera”, diz a psicanalista Cláudia Palma.
Cláudia não refuta a idéia de que a alegria e o otimismo são condições favoráveis ao sucesso, mas diz que, se fossem tão poderosos e moldáveis quanto Rhonda Byrne e seus seguidores acreditam, doenças como depressão, pânico e até mesmo o suicídio seriam eliminadas.
“Não há fórmula para se constituir uma satisfação na materialidade da vida, já que a satisfação não pode ser fabricada como modelos prêt-a-porter. Restam-nos, então, invenção e ação para constituir aquilo que, confortavelmente, nos cabe na vida”, afirma.

A recepção
As duas obras (livro e DVD) trazem depoimentos de autores, cientistas e pessoas comuns que afirmam ter usado a lei da atração em suas vidas com sucesso. Obviamente, uma receita tão simples foi recebida com frieza pela crítica. O poder magnético dos pensamentos também é visto com ceticismo pela ciência. Por mais espetaculares que sejam os relatos, para os cientistas, eles não significam nada. Há até terapeutas motivacionais questionando “O Segredo”.
“No filme, a idéia fica um pouco banalizada: basta pensar que terá uma Ferrari que ela se materializará. Sabemos que as coisas não são assim, e as pessoas ficam frustradas”, diz o terapeuta Gilberto Souza, do centro de referência motivacional Cidade do Cérebro, de São Paulo. Segundo ele, o pensamento positivo pode, sim, ajudar a mente e o corpo a se esforçar para alcançar seus objetivos. Ao focar em alguma conquista, nosso cérebro ficaria buscando informações correlatas, mobilizando nosso potencial em conquistá-lo.
Psicólogos relativizam a questão. “Há correntes da psicologia que relacionam o pensamento positivo à auto-estima. Quem tem, costuma ter pensamentos favoráveis. Não diria que isso atrai coisas boas, mas faz com que as pessoas reajam melhor frente aos problemas”, acredita Caio Gomes, professor dos cursos de pós-graduação em psicologia da Faculdade Metodista (Fames).

A mensagem
Nem todo mundo concorda com a filosofia de “O Segredo”. E há os que ponderam, como a psicóloga Yara Sanches, que acredita não haver nenhuma novidade no filme, pois ela mesma fala do assunto há anos. Yara afirma que há uma abordagem exagerada, principalmente nas questões materiais, mas que, apesar disso, a mensagem é válida. “Penso que a utilidade desses filmes é ajudar as pessoas a relembrarem o seu poder. O aspecto positivo é motivar quem o assiste a usar seu próprio potencial para ser feliz”.
Yara esteve em Florianópolis para ministrar o curso “Desenvolvimento da autoconsciência”. “No curso, ajudo as pessoas a se verem com um novo olhar – assim é que as mudanças começam e a evolução pessoal também”, diz. Para ela, a busca pela felicidade é um eterno aprendizado. Os sofrimentos humanos podem ser evitados por meio de mudanças da percepção dos fatos da vida. Não estamos falando de pensamento positivo, mas de uma postura evolutiva.
O grande trunfo é analisar filme e livro com crítica, aproveitando as boas dicas e ignorando os excessos. As pesquisas comprovam que a mentalização é capaz de ajudar na recuperação de pessoas doentes, mas não porque elas mentalizam a cura e, como num passe de mágica, se curam. Mas porque com o positivismo têm mais ânimo para se cuidar e seguir o tratamento. Pensamento positivo e força de vontade nunca fizeram mal a ninguém. E isso não é nenhum segredo.

…………………………………………… Mentalização positiva
Estudante mostra o mural que identifica seus objetivos
Ela não comprou uma Ferrari, nem adquiriu uma mansão em Miami. No apartamento de Karin Fetter, 22 anos, a única coisa que mudou foi um painel de papel Kraft com palavras (equilíbrio, paz, segurança, beleza, aventura, corpo saudável, conforto, dinheiro, família etc.) e recortes de revistas colados. Há pouco mais de um mês ele está na parede do quarto. Foi fixado ali depois de Karin assistir ao documentário “O Segredo”, uma sugestão do pai à família.
“Cada pessoa aplica o filme de uma forma. Para mim, a melhor forma foi o painel semântico. Foi prático. Só precisei montar uma vez e colocar no meu mural. Agora, olho para ele todos os dias para mentalizar o que quero para a minha vida”, explica. Esse simples trabalho, diz Karin, faz com que as pessoas melhorem o foco dos seus objetivos, que acabam se perdendo no dia-a-dia. “É o momento em que você pára para pensar e fazer um planejamento de metas para a vida pessoal e profissional. Quando você esclarece quais são, fica mais fácil atingir os objetivos, porque você vislumbra as etapas. Não fica voando, sem direção”, justifica a estagiária da Mega Marketing de Experiência.
A estudante de publicidade e propaganda não tem dúvidas da força do pensamento positivo para atração de coisas boas, mas pondera que o pensamento precisa de uma “mãozinha” para funcionar: a atitude. “O pensamento ajuda, mas a ação é mais importante. Você não pode esperar as coisas caírem do céu. O mundo pertence a nós e quem busca somos nós. O que a gente quer, a gente tem de correr atrás.” Karin está correndo.O que o livro ensina
Confira um resumo das idéias apresentadas em “O Segredo”
Pense positivo
• Conforme Rhonda Byrne, autora de “O Segredo”, nossa mente é um poderoso ímã. Quem pensa negativo, atrai situações tristes, angustiantes e nenhuma prosperidade. O pensamento positivo, ao contrário, chama coisas boas. Evite ficar longos períodos de mau humor. Ouça música, passeie ao ar livre, mas mude a freqüência do pensamento. Essa é a base da “lei da atração”.Agradeça
• Muita gente tem o hábito de se queixar da vida. Para quebrar esse ciclo vicioso, esqueça os problemas e faça uma lista das coisas boas que você já conquistou. Saúde, trabalho, família, amigos, bens materiais e espirituais entram nessa lista. Ao final, você perceberá que é mais feliz que muita gente. Seja grato por isso.

Crie um novo futuro
• De acordo com os ensinamentos de “O Segredo”, a atitude positiva é o alicerce. Mas quem quiser atrair algo (um carro, um casamento, um corpo perfeito etc.) tem de seguir alguns passos:

1º passo: Peça
Escreva num papel tudo o que você quer. Use os verbos no presente. Exemplo: “Estou feliz e grato porque nesse momento tenho…”. Explique como você quer que a vida seja em todas as áreas.

2º passo: Acredite
Acredite, com fé inabalável, que você já conseguiu o que queria. Sinta-se como se você tivesse comprado algo em uma loja e esteja apenas esperando a entrega. Visite o apartamento que você sonha comprar, faça um test drive no carro dos seus sonhos, imagine-se com o corpo que sempre quis e imagine, sinta a felicidade de ter o pedido atendido. Envolva os cinco sentidos nessa mentalização.

3º passo: Receba
Você deve estar preparado para receber o que pediu. Para isso, basta sentir-se bem, com pensamentos positivos. A “entrega” pode demorar, mas desanimar só atrapalha o trabalho do universo, que está se organizando para lhe dar aquilo que você pediu. Tenha fé. E saiba que, muitas vezes, para receber você terá de agir. Se você quer comprar uma casa ou carro, por exemplo, você precisará trabalhar. Mas você não pode encarar isso como um fardo, mas como um caminho para chegar onde você quer.

“O Segredo” e o dinheiro
O livro oferece algumas dicas práticas para quem quer mentalizar uma vida financeira mais saudável:
• Peça ao universo a quantidade de dinheiro que você precisa e imagine que já o tenha. Pegue seu extrato bancário e escreva nele o valor que você quer ter no fim do mês, no fim do ano – enfim, dê algum prazo. Fique atento às oportunidades que aparecerão, seja por horas extras de trabalho, por uma herança, por uma comissão ou até um jogo da sorte.
• Evite pensamento do tipo “Estou endividado”, “Não tenho dinheiro para comprar isso” ou “Dinheiro não dá em árvore”. Prefira imaginar pagando suas dívidas e custeando seus sonhos.

“O Segredo” e as relações
• Quando você compreender por que fez as escolhas amorosas que fez no passado, estará livre para fazer novas e melhores escolhas.
• Não alimente inseguranças adquiridas em namoros ou casamentos anteriores. Além de não acrescentarem nada, esses pensamentos programam sua mente para atrair sofrimentos futuros.
• Seja realista em relação ao amor. Idealizar uma alma gêmea que lhe supra todas as necessidades é um mito. Amor precisa ser construído e mantido em parceria.
• Auto-estima elevada é fundamental. Apaixone-se por si mesmo que outros se apaixonarão por você. Além disso, seu (sua) parceiro (a) só poderá amá-la (o) o tanto quanto se ama.
• Pense, lembre e sinta aquilo que você mais gosta nas pessoas ao seu redor. A lei da atração fará com que elas apresentem apenas esses pontos positivos para você. Quando suas atitudes estiverem em descompasso, vocês passarão a se desencontrar. Essa regra serve para qualquer tipo de relação humana.
• Trate a si mesmo como você espera que os outros lhe tratem.

“O Segredo” da saúde
• Se você estiver em um estado de doença e se focar nela, pensando, reclamando e sentindo-a, você estará dando mais poder a ela e irá atrair mais doenças.
• Creia na medicina, tome seus remédios e mentalize ser saudável. Pensamentos felizes colaboram na cura.

Educando a mente
Mesmo que a turma “do contra” aponte falhas nas estruturas de “O Segredo”, o que não falta é gente dizendo que ele funciona. No site de relacionamentos Orkut, o livro/filme dá nome a mais de 30 comunidades. A maior delas, The Secret – O Segredo, tem mais de 40 mil membros.
O número de seguidores dos ensinamentos divulgados por Rhonda Byrne não pára de crescer. O vídeo está na lista dos mais assistidos das locadoras, e as vendas do livro dão gosto.
Dentre os fãs, Marionaldo Ferreira, 46 anos. Há alguns meses, ele ganhou de um amigo uma cópia do filme, em DVD. Desde então, diz ele, sua vida mudou. O servidor público diz que jamais foi uma pessoa pessimista, mas que seus pensamentos se tornavam sombrios toda vez que lembrava da infância, vivida na extrema pobreza. A relação difícil com o passado acabou depois que conheceu “O Segredo”.
“Quando você aprende a técnica da lei da atração, você modifica o jeito de pensar. Antes, quando pensava no meu passado, só me lembrava de ter sofrido com a fome e o frio. Contava isso para as pessoas, elas sentiam pena de mim, e eu achava que era grande coisa. Sem querer, estava atraindo aquelas coisas ruins de volta. Hoje, olho para trás e penso nas coisas boas que vivi. Se penso bem do passado, tenho um bom presente e um bom futuro também”, afirma. Primeiro passo é deixar de lado a negatividade.
Marionaldo diz que deixar de lado os sentimentos negativos leva tempo, e que o pensar positivo não livra ninguém de tristezas. Mas vale a pena tentar. “Qualquer pessoa pode começar a melhorar no momento em que começa a pensar em coisas melhores, independentemente de classe social. Não cultive pensamentos ruins. Se você pensa ‘nunca conseguirei pagar uma faculdade’, não conseguirá mesmo, porque o universo vai atrair essa negatividade para você. Se você tem um problema, visualize-se resolvendo o problema. Acredite. Você vai ficar melhor consigo mesmo e com os outros”, ensina Marionaldo.
Quando uma cópia de “O Segredo” chegou às suas mãos, a terapeuta holística Ângela Maria da Silva Neves, 55 anos, viu confirmada a certeza que carregava há anos: a vida é o reflexo daquilo que você pensa e quer. Há 12 anos, quando morava em Recife, ela sofreu de síndrome do pânico. E se curou sozinha.
“Tinha medo de levar meus filhos à escola, de ficar sozinha em casa… Mas eu sabia que existia uma força dentro de mim e que podia melhorar. A oração me ajudou muito. Entreguei tudo nas mãos de Deus e me vi curada. Um tempo depois, consegui sair à rua sem sentir medo”, lembra.
Testemunha da eficácia do poder do pensamento, Ângela Maria agora ensina seus pacientes do reiki que a cura nem sempre está nos remédios, mas dentro de si. “Para todos os problemas existem duas saídas: o amor e o medo. O medo gera dúvida e ansiedade. O amor liberta. Nossos pensamentos e atos devem ser repletos de amor e fé. Somos energia condensada, e o universo também. Atrairemos de volta para a gente o mesmo tipo de energia que liberarmos”, diz Ângela.

Fotos Cláudio Vaz

Após ler “O Segredo”, Marionaldo fez as pazes com o passado. As lembranças ruins deram lugar às boas

A terapeuta holística Ângela Maria curou-se de uma síndrome do pânico com o poder da mente
…………………………………………… Vendendo positividadeNos campos do comércio e administração, os livros que consideramos de auto-ajuda são, muitas vezes, fontes de consulta. Se o sucesso na carreira depende de vitórias num ramo ultracompetitivo e o salário varia de acordo com o cumprimento de metas, por que não coletar dicas de gurus que ensinam alguns macetes?
Nesse cenário, “O Segredo” caiu como uma luva nos departamentos de vendas. Ensinando que o pensamento pode trazer aquilo que você deseja, a ordem é desejar mais clientes, mais vendas, mais crescimento. O livro faz parte das leituras de Cleomar Piovesan, 40 anos. Gerente de uma loja de departamentos, ele tenta passar para os funcionários o que aprendeu.
Manter a tranqüilidade lidando com metas elevadas e prazos curtos não é tarefa fácil. Ainda assim, Piovesan vem conseguindo. Nos últimos três anos, a loja que comanda tem tido os melhores resultados da rede, que tem mais de 350 unidades no País. O sucesso rendeu ao gerente prêmios e viagens ao exterior – ele já conhece a Grécia, a Itália, a Croácia, o Pantanal e, agora, trabalha para atrair o prêmio deste ano: uma pescaria na Argentina.
Para ele o sucesso na vida depende 99% da pessoa: “Se Deus tirasse toda a riqueza do mundo e fizesse todos iguais, em dois anos aqueles que são ricos hoje seriam ricos de novo. Não é sorte. É trabalho e pensamento positivo”.
Fonte: http://www.an.com.br/anexodomingo/2007/set/16/04.jsp

Terapeuta Online/Produtos Naturais/Ensino a Distância/Auto-ajuda

Protegido: 1709200714:47IMMB

Este conteúdo está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo.

Protegido: 1709200713:51IMMB

Este conteúdo está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo.