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Análise Transacional

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Análise
Transacional
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Por: Guenia Bunchaft e Vanda Leite Pinto Vasconcellos

Uma alternativa à Psicanálise para embasar teoricamente os testes projetivos seria a Análise Transacional. Essa teoria, formulada por Berne em 1959, parece-nos uma das mais coerentes com alguns aspectos relativos a esses testes e que julgamos essenciais, quais sejam:

1) Ênfase nos determinantes conscientes do comportamento; a Análise Transacional propõe que a maioria de seus conceitos se situa em nível não-consciente, mas não inconsciente, sendo mais fáceis de se recuperar do que os aspectos inconscientes. Estes conceitos estariam em uma zona à qual a pessoa não tem completo acesso, mas que pode passar a perceber e que corresponderia ao que Freud considerou, no primeiro tópico, o subconsciente.
2) Adoção de uma posição intermediária no eixo idiográfico-nomotético, o que nos levaria a compreender os aspectos idiográficos de cada indivíduo em função de diferenças individuais na padronização de variáveis comuns ou gerais. Nesse sentido, a teoria de personalidade formulada por Berne afirma que seus aspectos conceituais incidiriam em todas as pessoas, mas com várias combinações possíveis; estas combinações, aliadas às variações da experiência, resultariam nas peculiaridades próprias de cada indivíduo.
3) Aceitação dos princípios holísticos, segundo os quais o comportamento só seria compreensível enquanto inserido em um contexto global. Quanto a esse aspecto, a Análise Transacional percebe cada ser humano como uma unidade total, que vivencia as emoções de acordo com suas estruturas neurológicas e fontes emitentes de estímulos (contexto social).

Consideramos que a utilização da Análise Transacional como substrato teórico para a interpretação dos testes projetivos também é oportuna por sua opinião quanto à natureza humana. Conforme assevera Steiner (1974/1976)
… os seres humanos seriam, por natureza, inclinados e capazes de viver em harmonia consigo mesmos, uns com os outros e com a natureza (p.16).

Isso leva os analistas transacionais a terem, como uma das premissas básicas de sua teoria o conceito de que “todo mundo nasce ok”.

Para Berne (apud Steiner, 1974/1976, p.15) todas as pessoas nascem “ok”, ou seja, à exceção de possíveis problemas genéticos (por exemplo, Síndrome de Down), todas as pessoas têm, no momento de seu nascimento, todas as capacidades e potencialidades para se tornarem um ser humano plenamente apto. É famosa no contexto da Análise Transacional a alegoria segundo a qual todos nascem príncipes, mas depois o meio ambiente – sobretudo os pais e a família – faz com que os príncipes passem a se julgar e a se comportar como sapos. O objetivo da psicoterapia não seria transformar os sapos em príncipes, mas fazer com que os príncipes que se comportam como sapos se percebam como príncipes que são.

Seria conveniente lembrar que Berne é um otimista, insere-se com outros teóricos como Erikson, Rogers, Laing e outros numa visão otimista do homem. Sua posição contraria o modelo psicanalítico do conflito, cuja visão pessimista tem suas raízes num espírito de época do século XIX.

Em Análise Transacional, então, o objetivo da psicoterapia é conseguir que o indivíduo alcance a autonomia e reconquiste o estado de “okeidade”. O que significa autonomia? Segundo James e Jongeward (1983), em “Nascido para vencer” …ser autônomo significa governar a si mesmo, determinar seu próprio destino, assumir a responsabilidade por suas ações e sentimentos e desfazer-se de padrões irrelevantes e inadequados para viver no aqui e agora (p.263).

O fato de se atingir a autonomia pode ser constatado pela manifestação de três capacidades, todas conceituadas especificamente por Berne: consciência, espontaneidade e intimidade.

Resumidamente, consciência é o conhecimento do que está acontecendo aqui e agora, sem contaminações dos Estados do Eu; o indivíduo então “percebe o mundo através de seu próprio contato com ele em vez de vê-lo conforme lhe foi ensinado”. Isso implica ouvir as mensagens do próprio corpo, ouvir os outros e apresentar integração entre corpo e mente. Segundo as autoras anteriormente mencionadas, a pessoa consciente nesse sentido… não diz palavras cheias de raiva com um sorriso nos lábios, não franze o cenho quando a situação exige um sorriso, não fica escrevendo mentalmente uma carta de negócios quando faz amor… (p.264)

Espontaneidade é a liberdade de escolher no espectro completo de comportamentos e sentimentos dos Estados do Eu (Pai, Adulto, Criança). A espontaneidade leva o indivíduo a ser flexível, responsável por sua escolha e a tomar as suas próprias decisões.

Intimidade é a expressão dos sentimentos de calor, ternura e proximidade da Criança Livre em relação aos outros.

Kertész & Induni (1977), ao falarem sobre os critérios de alta em Análise Transacional, enfatizam a importância de que o cliente demonstre capacidade de intimidade (expressar e compartilhar emoções autênticas), espontaneidade (Criança Livre) e consciência das coisas no aqui e agora. Para compreendermos melhor esses pontos, seria oportuna uma breve digressão sobre os conceitos básicos de Análise Transacional, também chamados instrumentos da Análise Transacional. As formulações teóricas de Berne e seus seguidores foram organizadas por Kertész & Induni (1977) sob a forma de instrumentos que permitem a análise, o diagnóstico e a intervenção nas várias situações vitais.

A análise estrutural (de 1ª ordem) em Análise Transacional aborda a personalidade como sendo constituída por três Estados do Eu: Pai (P), Adulto (A) e Criança (C), que se expressam por comportamentos visíveis e não são constructos hipotéticos.

Estado do Eu é um sistema de pensamentos, sentimentos e emoções que se expressam por meio de pautas de conduta. Berne (1972) chamou de Estado do Eu Pai aquele sistema que é formado pelas normas internalizadas a partir das influências parentais e culturais; o Pai corresponde àqueles conceitos “ensinados”: O Estado do Eu Adulto é um sistema de processamento de dados do aqui e agora; é o “computador” da personalidade, que fornece critério de realidade e corresponde àquilo que é “pensado”. O Estado do Eu Criança é um sistema que engloba as emoções, sensações, processos e aspectos biológicos e corporais, correspondendo ao que é “sentido” pelo indivíduo.

Uma análise de 2ª ordem dos Estados do Eu mostra que o Estado do Eu Pai apresenta dois aspectos: (a) Pai Crítico (PC), evidenciado por comportamentos firmes, pelo estabelecimento de ordens, limites (PC positivo) ou por preconceitos e autoritarismo (PC negativo ou Pai Perseguidor); (b) Pai Nutritivo (PN), que se destaca por condutas afetivas, nutritivas, permissivas (Pai Nutritivo positivo) e superprotetoras (Pai Salvador)

Já o Estado do Eu Criança se subdivide em Criança Livre (CL), que se manifesta de forma autêntica, espontânea, criativa (CL positiva), ou egoísta e manipuladora (CL negativa). Por meio da Criança Adaptada (CA) o indivíduo responde automaticamente a disciplinas e rotinas apropriadas, podendo se expressar de forma submissa, desvalorizada, temerosa (Criança Submissa ou CS) ou de forma rebelde, desafiante e hostil (Criança Rebelde ou CR).

A Transação é a unidade básica do comportamento na teoria da AT. Constitui a linha efetiva de comunicação entre os Estados do Eu Pai, Adulto e Criança de duas pessoas e determina se a comunicação provavelmente continuará, cessará ou terá aspectos ocultos, sendo à base dos Jogos Psicológicos. Para Berne (1972, p.37) as Transações entre pessoas ocorrem de modo que elas possam estruturar o seu tempo, já que “a maioria das pessoas fica muito aborrecida ao enfrentar um período de tempo não estruturado”. As diversas formas de estruturar o tempo podem ser assim listadas, em função da quantidade de Carícias que propiciam: Isolamento, Ritual, Atividade, Passatempo, Jogo Psicológico e Intimidade.

Em Análise Transacional Carícia pode ser definida como o “estímulo intencional dirigido de uma pessoa a outra” (Kertész & Induni, 1977, p.69), seja físico, verbal, gestual ou escrito. Segundo a teoria da AT, a necessidade de Carícias é considerada a motivação básica de qualquer interação social humana, sendo indispensável ao funcionamento saudável do indivíduo. Apesar de a palavra ter, em nossa língua, um sentido positivo, a Carícia (“Stroke”) pode ser positiva (um beijo, um elogio) ou negativa (uma bofetada, uma crítica)

O conceito que cada indivíduo tem de si mesmo e dos demais configura a Posição Existencial (P.E). A escolha da P.E. é feita pelo indivíduo, geralmente antes dos oito anos de idade, com base nas reações das figuras parentais à expressão inicial dos sentimentos e necessidades da criança e é o principal componente do Script de vida do indivíduo.

O Script (ou argumento) é um “plano pré-consciente de vida, decidido antes dos 14 anos, sob a influência parental, que dirige a conduta do indivíduo nos aspectos mais importantes de sua vida” (Berne, 1972, p.41). O Script é desenvolvido a partir das mensagens parentais que a criança decide aceitar, internalizando-as. Essas mensagens são denominadas Mandatos – O QUE o indivíduo deve fazer para cumprir o Script. Para contrabalançar os Mandatos que os progenitores “gravam” involuntariamente na mente dos filhos, os pais emitem mensagens contra-argumentais verbais, socialmente edificantes, denominadas Compulsores. As mensagens contra- argumentais foram observadas por Kahler (1974, p.15) em inúmeras sessões de psicoterapia e eles as classificou em cinco categorias de Compulsores: Seja Perfeito, Seja Forte, Seja Apressado, Agrade Sempre e Seja Esforçado.

Para English (1971, p.21) Racket ou Disfarce é “uma emoção ou conduta inadequada, patológica, fomentada pelos pais ou substitutos na infância, que substitui uma emoção autêntica não permitida, que não obtinha carícias ou foi proibida”. São Disfarces: depressão, culpa, ansiedade, ciúme, confusão, vergonha, por exemplo.

As Emoções Autênticas originam-se no Estado do Eu Criança Livre (CL) e são: alegria e afeto, correspondendo ao estímulo prazeroso, e medo, raiva, tristeza, correspondendo ao estímulo desprazeroso. A Emoção Autêntica se diferencia do Disfarce por ser adequada ao estímulo e apropriada em termos de proporção.

A consequência lógica de uma teoria segundo a qual “todo mundo nasce ok” e que sublinha a possibilidade de recuperação dessa “okeidade” inerente ao indivíduo é a ênfase, tanto no psicodiagnóstico como na psicoterapia, nos aspectos positivos da personalidade.

De forma coerente com essa opinião, Isabel Adrados (1980), renomada especialista em testes projetivos, afirma que todo indivíduo dispõe de recursos positivos, por maior que seja o seu comprometimento emocional ou mental. Estes recursos deveriam ser investigados de modo a se encontrar uma posição mais sadia (mais “ok”) do indivíduo.

Da aceitação do conceito de “okeidade” decorre, igualmente, a possibilidade de uma leitura, digamos, mais quantitativa e objetiva do teste projetivo, com uma avaliação da incidência de variáveis. Alguns teóricos e estudiosos da Análise Transacional, em geral, têm trabalhado nesse aspecto quantitativo. Este é o caso de Dussay (1977), que elaborou o “egograma” – um instrumento de avaliação da estrutura da personalidade por meio de um gráfico de barras representando os Estados do Eu. É também o caso de Mc Kenna (1974), que desenvolveu um gráfico de “regime de carícias” do indivíduo, para citar apenas dois.

De sua parte, as Autoras do presente artigo têm buscado examinar e pesquisar mais detidamente esse aspecto. As Autoras (1992) procuraram validar o Teste de Zulliger à luz da Análise Transacional. Os resultados sugerem que a Análise Transacional é uma teoria adequada como referencial para os chamados testes projetivos.

Foi, assim, endossada empiricamente a opinião de Adrados (1980) de que os testes projetivos podem ser interpretados por meio da Análise Transacional, pois
… essa teoria, com todas as suas premissas e consequências, nos parece cada vez mais válida, especialmente quando a comparamos com a técnica de Rorschach; isto é, podemos perfeitamente explicar grande parte dos conceitos e variáveis do Rorschach, dinamicamente, à luz dos princípios, das premissas e da teoria da Análise Transacional… (p.34).


Referências Bibliográficas

ADRADOS, I. (1980) Manual de psicodiagnóstico e diagnóstico diferencial. Petrópolis: Vozes.
ALLPORT, G.W. (1961) Pattern and growth in personality. New York: Holt, Rinehart & Winston.
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ARONOW, E.; REZNIKOFF, M. & MORELAND, K.L. (1995). The Rorschach: projective technique or psychometric test? Journal of Personality Assessment, 63(2), 229-234.
AUGRAS, M. (1977) Quest for projection in the Rorschach test: the Hunting of the Srnak (texto mimeografado). ___(1978) O Ser da compreensão. Petrópolis: Vozes.
BERNE, E. (1985) Análise Transacional em Psicoterapia (L.H.C.Zaboto, Trad.) São Paulo : Summus Editorial ( originalmente publicado em inglês, em 1961)
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DUSAY, J. (1977) . Egograms. New York: Harper and Row.
ENGLISH, F. (1971). The Substitution Factor: Rackets and Real Feelings. Journal of Transaccional Analysis, 1, 4.
EXNER, JR, J. (1980) Sistema compreensivo del Rorschach (C.V. Guarch, Trad.) Madrid: Pablo del Rio (originalmente publicado em inglês, em 1974).
______ (1989) Searching for projection in the Rorschach. Journal of Personality Assessment, 53(3), 520-536.
FRANK, L.K. (1939) Projective methods. Springfield: Thomas.
FREUD, S. (1992). Toten y tabu. Obras Completas – Tomo II (L.P. Ballesteros e de Torres, Trad.). Madrid: Biblioteca Nueva (originalmente publicado em alemão, em 1912)
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TAVARES, A.L. da Rocha; BUNCHAFT, G. & VASCONCELLOS, V.L.P. (1992) Validação do Zulliger no contexto da Análise Transacional. Revista Brasileira de Análise Transacional, III (1), 24-33.
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WILLOCK, B. (1992) Projection, transational phenomena and the Rorschach. Journal of Personality Assessment, 59(1), 99-116.

Fonte: http://www.psicometria.psc.br/artigo4.htm

Veja mais aqui:

AT – Conceitos de Análise Transacional

 

 

AT – Conceitos de Análise Transacional

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Principais conceitos de
Análise Transacional.

Compilado pela Comissão de Desenvolvimento da ITAA. – Claude Steiner, Presidente. Translated by Anamaria Cohen, Agosto de 2000.
Corrigido por Mônica Levi

A Análise Transacional é:
1º) uma teoria psicológica de fácil compreensão, ainda que sofisticada, sobre o pensamento, os sentimentos e o comportamento das pessoas;

2º) um sistema de psicoterapia contemporâneo e eficaz; uma análise educacional, organizacional e sociocultural e uma psiquiatria social.

ESTADOS DE EGO E TRANSAÇÕES:
As interações entre as pessoas são denominadas transações. Qualquer transação tem duas partes: o estímulo e a resposta. Os conjuntos ou sequências transacionais podem ser diretos, produtivos e saudáveis ou podem ser indiretos, improdutivos e doentios.

Quando as pessoas interagem, elas o fazem a partir de três diferentes estados de ego. Um estado de ego é uma maneira específica de pensar, sentir e comportar-se e cada estado tem sua origem em regiões específicas do cérebro. As pessoas podem comportar-se a partir de seu estado de ego Pai, de seu estado de ego Criança ou a partir de seu estado de ego Adulto.

A CRIANÇA.
Quando estamos no estado de ego Criança, agimos como a criança que já fomos um dia. Não estamos apenas representando; mas pensamos, sentimos, percebemos, ouvimos e reagimos como uma criança de três, cinco ou oito anos de idade. Os estados de ego são estados do ser totalmente experienciados, e não, apenas papéis. Quando a Criança é raivosa ou amorosa, impulsiva, espontânea ou brincalhona denomina-se Criança Natural. Quando está pensando ou é imaginativa, criativa denomina-se Pequeno Professor. Quando sente medo, culpa ou vergonha denomina-se Criança Adaptada. A Criança sente todas as emoções: medo, amor, raiva, alegria, tristeza, vergonha, etc.

A Criança é vista como fonte da criatividade, recreação e procriação, a única fonte de renovação na vida. Pode ser observada nas crianças por extensos períodos, mas também nos adultos, em situações onde as pessoas têm permissão de liberar a Criança, como nos eventos esportivos, festas ou em reuniões de diretoria, discussões, onde não é de forma alguma desejada. Pode dominar completamente, na sua forma mais indesejável, a vida de uma pessoa, como nos casos de pessoas emocionalmente perturbadas: confusas, deprimidas, loucas ou drogadas. A Criança praticamente as levará à autodestruição, também pode aparecer por longos períodos, na forma de depressão ou dor, como no caso de pessoas que sofreram uma grande perda.A Criança pode resistir à repressão decorrente do crescimento.

O PAI.
O Pai é como um gravador. É uma coleção de códigos de vida pré registrados e prejulgados. Quando uma pessoa está no estado de Ego Pai, ela pensa, sente e comporta-se como um de seus pais ou substituto. O Pai julga a favor ou contra e pode ser controlador ou apoiador. Quando o Pai é controlador denomina-se Pai Crítico. Quando é apoiador, denomina-se Pai Nutritivo. Um estado de ego pode dominar uma pessoa, chegando até a excluir os outros dois. Um exemplo disto é o Pai Crítico ou Nutritivo exclusor, que ocorre quando uma pessoa é incapaz de usar sua Criança ou Adulto, sendo assim privada do uso de dois terços do seu potencial humano. Esta pessoa ficará em grande desvantagem, pois os três estados de ego devem estar disponíveis, sempre que necessário, para o bom funcionamento do ser humano. O Pai usa velhos registros para resolver problemas, permanecendo, assim, 25 anos atrás no tempo ( embora possa estar 250 ou 2500 anos atrás), sendo útil quando não há informação ou tempo disponível para usar o Adulto para pensar. A Criança, por outro lado, criará novas soluções baseadas na intuição, mas essas soluções não são tão confiáveis quanto aquelas baseadas em decisões Adultas.

O ADULTO.
Quando no estado de ego Adulto, uma pessoa funciona como um computador humano. Opera, baseada em dados que coleta, armazenando ou usando para tomar decisões, de acordo com um programa lógico, certificando-se de que a Criança ou o Pai não contaminem o processo com informações que podem estar incorretas. Isto é conhecido como contaminação. Quando a contaminação procede do Pai, é chamada de preconceito. Por exemplo, quando alguém pressupõe que as mulheres preferem seguir a orientação de um homem, em vez de tomar suas próprias decisões , sendo uma contaminação, pois são aceitos como fatos, sem checar com a realidade. O mesmo pode ocorrer com informações alimentadas pela Criança, denominadas ilusões. Geralmente, uma ilusão é fundamentada num medo ou esperança que é aceita como realidade pelo Adulto. Por exemplo, quando uma pessoa está convencida de que está sendo envenenada pelo governo, isto se baseia provavelmente nos medos da Criança aceitos pelo Adulto, a despeito dos fatos. Um procedimento extremamente importante em Análise Transacional é a descontaminação do Adulto. Ser maduro ou adulto não é o mesmo do que estar no estado de ego Adulto. Crianças pequenas podem estar em seu Adulto e adultos bem equilibrados usam seu Pai ou Criança todo o tempo. Uma função muito importante do Adulto é predizer resultados e a eficácia do comportamento das pessoas na busca de seus objetivos. Esta função crítica, fundamentada em fatos, é diferente da função baseada em valores, do Pai Crítico.

VOZES NA CABEÇA.
O Ego Pai assemelha-se a um gravador, repleto de afirmações prejulgadas e pré-programadas. Estas afirmações “gravadas” podem permanecer ativadas, enquanto estamos em nosso Adulto ou Criança e, assim, podemos realmente ouvi-las como “vozes em nossas cabeças”. As gravações parentais podem ser boas ou más, dependendo de qual “Pai” está no comando. Em outras teorias da personalidade, as vozes prejudiciais do Pai Crítico são conhecidas como o severo superego, diálogo interno negativo. O Pai Crítico pode fazer afirmações depreciativas, tais como: “Você é mau, estúpido, feio, louco e doente, em suma, você é um fracassado, Não-OK.” O Pai Nutritivo ama a Criança incondicionalmente e diz coisas do tipo: “Você é um vencedor,” “Você é inteligente”, “Você é uma princesa” . O Pai Crítico pode fazer as pessoas sentirem-se Não-OK e forçá-las a fazer coisas que elas não querem fazer. Para prevenir-se contra o Pai Crítico, as pessoas precisam aprender a desenvolver o Pai Nutritivo, o Adulto e a Criança Natural. Por meio de um egograma, podemos demonstrar as forças relativas dos estados de ego de uma pessoa, a qualquer tempo. Isto é muito útil para diagramar o modo como as pessoas mudam no decorrer do tempo; especialmente para verificar como elas diminuem seu Pai Crítico e aumentam seu Pai Nutritivo, Adulto ou Criança.

TRANSAÇÕES COMPLEMENTARES, CRUZADAS E ULTERIORES.
As transações ocorrem quando alguém se relaciona com uma outra pessoa. Cada transação é formada de um estímulo e de uma resposta e as transações podem proceder do Pai, Adulto ou Criança de uma pessoa, para o Pai, Adulto ou Criança de uma outra pessoa.

Transações Complementares e Cruzadas:
Uma transação complementar envolve um estado de ego de cada pessoa. Numa transação cruzada, a resposta transacional dirige-se a um estado de ego diferente daquele que emitiu o estímulo. A comunicação entre duas pessoas pode continuar, quando as transações são complementares. As transações cruzadas são importantes porque interrompem a comunicação. Seu conhecimento é útil, pois auxilia os analistas transacionais a compreenderem “como” e “por que” a comunicação é interrompida. A regra é a seguinte: “sempre que ocorrer” uma interrupção na comunicação, “uma transação cruzada a provocou”. Um tipo muito importante de transação cruzada é a desqualificação. Neste caso, a pessoa, ao dar uma resposta, desconsidera completamente o conteúdo de um estímulo transacional. As desqualificações nem sempre são óbvias, mas são sempre perturbadoras para a pessoa que as recebe e, quando repetitivas, podem perturbar gravemente o receptor.

Transações ulteriores: As transações ulteriores ocorrem quando as pessoas falam uma coisa e querem dizer outra. As transações ulteriores são a base dos jogos psicológicos, sendo especialmente interessantes porque são enganosas. Possuem um nível social ( aparente) e um nível psicológico (oculto, ulterior). O oculto fornecerá mais informação do que o nível aparente. A razão pela qual falamos uma coisa, quando queremos dizer outra, é que geralmente sentimos vergonha dos desejos e sentimentos de nossa Criança ou de nosso Pai. . Por exemplo,quando queremos atenção ou amor, freqüentemente fingimos indiferença, e temos dificuldade de dar ou aceitar amor. De fato, como nossas vidas estão imersas em meias verdades e decepções, pode acontecer de não sabermos mais o que nossa Criança realmente deseja. Como também não podemos esperar que as pessoas sejam totalmente honestas, nunca poderemos realmente saber se confiamos naquilo que elas dizem. Os analistas transacionais encorajam as pessoas a serem honestas umas com as outras e consigo mesmas, sobre seus desejos e sentimentos, em vez de desonestas e dissimuladas. Desta maneira, as pessoas podem descobrir o que elas necessitam, bem como pedir por isso e, se possível, como consegui-lo.

CARÍCIAS: A carícia é o reconhecimento que uma pessoa dá à outra. As carícias são essenciais à vida de uma pessoa. Sem elas, dizia Berne, “a espinha dorsal secará”. Foi demonstrado que recém-nascidos necessitam carícias físicas reais a fim de sobreviver. Os adultos podem arranjar-se com menos carícias físicas, pois aprendem a trocar carícias verbais: carícias positivas, como elogios ou expressões de apreciação ou carícias negativas, como julgamentos negativos ou depreciações. Assim, a troca de carícias é uma das coisas mais importantes que as pessoas podem fazer em suas vidas.

JOGOS: O aspecto fundamental dos jogos é que eles são trocas desonestas e dissimuladas de carícias. Um jogo é uma série repetitiva de transações ulteriores, com um começo, meio, fim e benefício final. O benefício final é uma vantagem oculta que motiva o jogador a participar do jogo. A Análise Transacional tornou-se um modismo nacional, nos anos 60, devido ao sucesso do livro de Eric Berne “Os jogos da Vida”.

BENEFÍCIOS FINAIS: Há três diferentes níveis de benefícios finais dos jogos: 1- O benefício final biológico dos jogos são as carícias. Mesmo que os jogos terminem sempre mal, todos os jogadores conseguem uma quantidade razoável de carícias, tanto positivas quanto negativas. 2- O benefício final social de um jogo é a estruturação do tempo. As pessoas são capazes de preencher o tempo que, de outra forma, poderia ser enfadonho e depressivo, com uma atividade excitante. 3- O benefício final existencial de um jogo é a maneira como o jogo confirma a posição existencial de cada jogador.

POSIÇÃO EXISTENCIAL: No processo de desenvolver uma identidade, as pessoas definem para si mesmas, cedo na vida, qual o significado de sua existência. Algumas pessoas decidem que são OK e que terão uma boa vida, mas muitas outras decidem que não são OK e que fracassarão de alguma forma. Esta expectativa, baseada numa decisão de como será a vida, é sua posição existencial. As pessoas podem sentir-se OK ou não OK sobre si mesmas e sobre os outros, de modo que há quatro posições existenciais: “Eu estou OK/ Você está OK”; “Eu estou OK/ Você não está OK”; “Eu não estou OK/ Você está OK”; e, finalmente, “Eu não estou OK/ Você não está OK”. A fim de manter sua posição existencial, o indivíduo encontrará pessoas que jogarão o jogo com ele. Todos os jogadores são igualmente importantes e todos obtêm seu benefício final como resultado

A ECONOMIA DE CARÍCIAS: Um dos aspectos danosos do Pai Crítico é que ele possui uma série de regras que governam a troca de carícias (Não dê, Não peça, Não aceite, Não dê a si mesmo). O efeito deste conjunto de normas, chamado “Economia de Carícias” é que as pessoas se impedem de trocar carícias livremente e cuidar de suas necessidades. Consequentemente, muitos seres humanos vivem num estado de fome de carícias e sobrevivem com uma dieta deficiente, “de um modo semelhante às pessoas que sofrem privação de comida” e despendem uma grande parte de seu tempo e de seus esforços, tentando satisfazer sua fome. As carícias positivas, também chamadas “carinhos quentes”, como por exemplo, apertar as mãos ou dizer “eu te amo”, provocam na pessoa que as recebe um sentimento de “estar OK”. Também existem as carícias negativas, que são as formas dolorosas de reconhecimento, como o sarcasmo, o desprezo, um tapa, um insulto ou dizer “eu odeio você”. As carícias negativas fazem as pessoas que as recebem sentirem-se Não-OK. Ainda que sejam desagradáveis, as carícias negativas são uma forma de reconhecimento e evitam que a “espinha dorsal seque”. Por este motivo, as pessoas preferem uma situação onde recebam carícias negativas, a uma situação de ausência de carícias. Isto explica por que as pessoas parecem magoar-se intencionalmente em seus relacionamentos. Não é porque “apreciem magoar-se”, mas, ao não obterem reconhecimento positivo, escolhem as carícias negativas dolorosas a não terem nenhuma carícia. De qualquer forma, as pessoas necessitam e merecem carícias e se as pedirem, frequentemente encontrarão outras pessoas que possuem exatamente as carícias que elas necessitam e estão dispostas a oferecê-las.

RITUAIS, PASSATEMPOS, JOGOS, INTIMIDADE, ATIVIDADE.
Há cinco formas de estruturar o tempo para conseguir carícias:
1. Ritual: é uma troca de carícias preestabelecidas e estereotipadas.
2. Passatempo: é uma conversação que gira em torno de um determinado assunto. Passatempos: são mais evidentes em coquetéis e em reuniões familiares: Ex.: O tempo (Como está calor!),ou Quem está se divorciando de quem ?
3. Jogos: são repetitivos, séries de transações indiretas com a finalidade de obter carícias. Infelizmente, a maior parte das carícias obtidas nos jogos é negativa. Um jogo é um método ineficiente de obter as carícias desejadas.
4. Intimidade: é uma troca direta e poderosa de carícias que as pessoas anseiam, mas raramente conseguem, pois a Criança sente-se ameaçada devido a experiências dolorosas. A intimidade não é o mesmo que sexo, embora ocorra frequentemente no sexo. Contudo, o sexo também pode ser um ritual, um passatempo, um jogo ou uma atividade.
5. A atividade tem como resultado um produto. Um bom trabalho resulta na troca de carícias como um efeito adicional. Intimidade e atividade são as formas mais satisfatórias de se obter carícias. Infelizmente, a intimidade é difícil de ser atingida, pois as pessoas são emocionalmente analfabetas; e o trabalho torna-se, geralmente, insatisfatório, quando as pessoas trabalham em isolamento e não obtêm reconhecimento por suas realizações. Ainda assim, as pessoas recorrem a rituais, jogos e passatempos por serem mais seguros, embora sejam formas bem menos satisfatórias de se obter carícias. Por exemplo, um casamento pode ser uma série infindável e aborrecida de rituais, passatempos e jogos. Frequentemente, isto acontece quando ambos os cônjuges vivem seus scripts de privação de carícias, que impedem que os homens sejam íntimos e emocionais e que as mulheres sejam capazes de usar seu Adulto para pedir e conseguir o amor que desejam.

GRAUS:
Os jogos podem ser de diversos graus. A versão mais suave do jogo é primeiro grau, pois é relativamente inofensivo. A versão mais grave (terceiro grau) pode ser jogada por um alcoólatra que responde “Sim, mas…” a cada sugestão do Salvador até o momento de sua morte. Os jogos de terceiro grau envolvem lesão do tecido.

PAPÉIS:
Pessoas diferentes representam diferentes papéis nos jogos. Quando uma pessoa está pronta a representar um dos papéis de um jogo, normalmente ela se encontrará representando os demais. Há uma variedade de papéis, mas os três básicos são: Perseguidor, Salvador e Vítima, que podem ser diagramados num triângulo para ilustrar o que acontece. Relações familiares, de casal, entre amigos, no trabalho, nas escolas são baseadas nestes papéis.

TRIÂNGULO DRAMÁTICO:
O triângulo dramático pode ser ilustrado pelo Jogo da Adição. Neste jogo, a pessoa dependente ao representar o papel de vítima da adição, da humilhação, do preconceito, da negligência médica e, até mesmo, da brutalidade policial procura e encontra um Salvador. O Salvador representa este papel ao tentar generosa e altruisticamente ajudar o viciado, sem certificar-se de que ele está comprometido com o processo de abandonar as drogas. Após muita frustração, o Salvador fica aborrecido e muda para o papel de Perseguidor, acusando, insultando, negligenciando ou punindo o viciado. Neste ponto, esta pessoa muda de Vítima para Perseguidor, contra-atacando, insultando, tornando-se violenta e criando emergências no meio da noite. O até então Salvador torna-se agora a Vítima no jogo. Este processo de mudança continua indefinidamente ao redor do Triângulo Dramático, como num carrossel. Para evitar o triângulo dramático em psicoterapia, o analista transacional estabelece um contrato no qual a pessoa afirma especificamente o que ele ou ela deseja curar. Isto protege tanto o cliente quanto o terapeuta: o terapeuta saberá exatamente o que a pessoa deseja, e a pessoa conhecerá o que o terapeuta irá trabalhar e quando a terapia estará completa. De qualquer forma, a melhor maneira de evitar o triângulo dramático é não assumir os papéis de Perseguidor, Salvador e Vítima, ao permanecer no estado de ego Adulto.

SCRIPTS:
Os analistas transacionais acreditam que a maior parte das pessoas são basicamente OK e somente estão em dificuldades porque seus pais (ou outras pessoas adultas e que têm influência sobre os mais jovens) as expuseram a injunções e atribuições poderosas, com efeitos danosos a longo prazo. As pessoas, logo cedo, chegam à conclusão de que suas vidas se desdobrarão de uma forma previsível; breve, longa, saudável, doentia, infeliz, feliz, depressiva ou aborrecida, bem sucedida ou fracassada, ativa ou passiva. Quando a conclusão é que a vida será má ou autodestrutiva, isto é visto como um script de vida. A matriz do script é um diagrama usado para ilustrar os scripts das pessoas. Nele, podemos ver os pais e sua descendência e podemos diagramar as mensagens transacionais- injunções e atribuições- que levaram a criança a abandonar sua posição OK original e substituí-la por uma posição não OK, autodestrutiva. Quando a vida é dirigida por um script, sempre há períodos nos quais a pessoa parece estar evitando seu destino infeliz. Este período aparentemente normal do script chama-se contra-script. O contra-script está ativo quando o plano de vida infeliz da pessoa dá lugar a um período mais feliz. Contudo, isto é temporário e invariavelmente entra em colapso, dando lugar ao script original. As mensagens do script geralmente prevalecem a menos que a pessoa mude seu script. Quando os scripts não mudam, eles passam de geração a geração, como “batatas-quentes”, dos adultos para as crianças, numa cadeia ininterrupta de padrões comportamentais tóxicos e desajustados.

DECISÕES:
Num ambiente familiar saudável, os pais darão proteção incondicional a seus filhos, a despeito do que eles possam fazer. Quando os pais tornam sua proteção condicional à submissão da criança a suas injunções e atribuições, os filhos estarão propensos a desenvolver um script. Normalmente, as decisões do script são conscientemente tomadas a fim de acompanhar as injunções parentais, mesmo quando se contrapõem aos mais legítimos interesses da criança. Neste ponto, a criança troca sua autonomia pela proteção dos pais para evitar a punição e a crítica. Esta decisão envolve uma mudança da posição “Eu sou OK” para a posição “Eu não sou OK”. Também envolve uma decisão sobre as outras pessoas, se elas são OK. Quando as pessoas tomam tais decisões, podem precisar da ajuda de um terapeuta para desfazer-se do script e começar a buscar um curso de vida autônomo ou como afirma Berne: ” Terminar este espetáculo e colocar um novo a caminho”. Quando os indivíduos são ajudados a voltar a suas experiências precoces de infância, que os levaram a tomar tais decisões e que foram necessárias a sua sobrevivência física e psicológica, mas que os estão prejudicando no presente, eles podem tomar novas decisões, ou seja, redecidir comportar-se diferentemente para ter uma vida mais satisfatória. É possível observar o script de uma pessoa em breves sequências de comportamento, chamadas mini-scripts, que constantemente simulam e reforçam o script. O fato é que tudo que acontece na vida mental e emocional de uma pessoa reflete-se em seu comportamento. Desta forma, ao estudar as transações entre as pessoas, os analistas transacionais são capazes de compreender as razões de determinados comportamentos, ajudando-as a parar com os jogos psicológicos, a mudar seus scripts e a conseguir o melhor de suas vidas.

SCRIPTS TRÁGICOS E BANAIS:
Alguns scripts são trágicos e outros, banais. Os scripts trágicos são altamente dramáticos, como dependência de drogas, suicídio ou “doença mental”. Os scripts banais são menos dramáticos, mas muito mais comuns. São os melodramas da vida cotidiana. Geralmente afetam grandes subgrupos de pessoas, como homens, mulheres, grupos raciais ou adolescentes. As pessoas nestes subgrupos são “scriptadas” a viver suas vidas sob determinadas diretrizes: no passado, esperava-se que as mulheres fossem donas de casa amorosas e emotivas, não tendo permissão para serem lógicas, fortes ou independentes; os homens deviam ser lógicos, fortes, provedores, não tendo permissão para serem infantis, medrosos, carentes ou francamente amorosos. Um script de vida banal pode ir de mal a pior, quando não se tem alegria, estando sempre endividado, cuidando sempre dos outros e negligenciando a si mesmo, sejam espertos ou estúpidos, honestos ou desonestos, bons atletas ou temerários ou frios, etc.

DISFARCES:
Um aspecto dos scripts é o benefício final dos jogos: os sentimentos negativos que são acumulados podem eventualmente explodir e conduzir a um desastre emocional. Cada benefício final dos jogos, quando acumulado, pode justificar um divórcio ou conduzir alguém ao suicídio. O fato das pessoas criarem situações que produzem sentimentos negativos de seu script chama-se disfarce.

CONTRATOS:
Os terapeutas de AT trabalham contratualmente, ou seja, fazem acordos sobre qual resultado específico o cliente deseja. Como as pessoas nascem OK, parece lógico que, com uma ajuda competente, elas possam retornar a sua posição original OK. A capacidade de estar OK está aguardando em cada pessoa, pronta para ser libertada das proibições do script. Os analistas transacionais sabem que, ao esclarecer os contratos terapêuticos, dirigidos a seus objetivos, analisar efetivamente as transações entre as pessoas, dando uma poderosa permissão para as pessoas mudarem e protegendo-as de seus medos, é possível para todos ter uma chance de tornar-se feliz, amoroso e produtivo.

Fonte: http://monicalevi.vilabol.uol.com.br

Veja mais aqui: Análise Transacional

 

AÇÚCAR BRANCO

Na minha missão de passar informações, venho garimpando artigos que julgo ser de utilidade pública e aqui publico, divulgando na íntegra as fontes, fazendo uso do mesmo expediente que permito fazer com artigos e textos de minha autoria, ou seja, “pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Egídio Garcia Coelho)“.
Assim, espero receber do autor a mesma consideração, deixando aqui ativado o link da fonte para que possa usufruir do meu portal como mais uma janela de publicidade.
Egídio Garcia Coelho
Holoterapeuta
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Açucar branco – O que mais precisamos saber?!?

Por: Dr. Marcio Bontempo

Até cerca de 300 anos atrás a humanidade não usava aditivos doces na sua dieta ordinária. Os povos antigos, civilizações passadas, brilhantes exércitos não conheciam o famoso aditivo doce. O mel era usado eventualmente, mais como remédio. Este processo histórico prova que o açúcar branco é desnecessário como alimento. Foi só a partir dos dois últimos séculos que o açúcar começou a ser produzido e consumido de forma cada vez mais intensa. Com a sofisticação da técnica, purificou-se mais ainda o açúcar de cana retirando-se dele apenas a sacarose branca. Hoje somos uma civilização, consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar.

O açúcar branco é o resultado de um processamento químico que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos – desconhecidos em sua maioria –, sendo que aditivos como clarificantes, antiumectantes, precipitadores e conservantes pertencem a grupos químicos sintéticos muitas vezes cancerígenos e sempre danosos à saúde. Devemos considera-lo como um produto quimicamente ativo, pois, sendo o resultado de uma síntese química e um produto concentrado. Quando são retiradas da garapa e do mascavo suas fibras, proteínas, sais minerais, vitaminas etc., resta apenas o carboidrato, pobre, isolado, razão pela qual devemos considerar o açúcar como um produto químico e não um alimento.

O corpo humano não necessita de açúcar branco.

O que é realmente necessário é a glicose, ou seja, a menor partícula glicídica dos carboidratos. A glicose, por sua vez, é importante para o metabolismo, pois produz energia ao ser “queimada”. Embora se diga que “açúcar é energia”, sabemos bem que a citação é apenas modesta, pois, na verdade, deveríamos dizer que “açúcar é superabundância de energia química concentrada” e eis aí o problema: açúcar é sempre excesso de energia, além das necessidades reais, e este excesso tende a depositar-se, a exigir trabalho orgânico extra, a diminuir o tempo de vida, pois a célula só usa o que necessita, todo o resto passa a “estorvo” metabólico.
Outro fato importante é que, ao consumir um produto extremamente concentrado, isolado, exigiremos do organismo uma complementação química. Por exemplo, vai exigir muito cálcio e magnésio do metabolismo e das reservas; ele “rouba” os nossos depósitos de um modo diretamente proporcional a quantidade ingerida. Podemos dizer então que o açúcar é descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante e empobrecedor metabólico. Açúcar não é “alimento”, mas um poderoso “antinutriente”, um grande ladrão.
Razão pela qual Willian Dufty, em seu mais que consagrado livro sobre o açúcar, o “Sugar Blues”, considera-o como uma “droga doce e viciante que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização”. Seus efeitos nunca são imediatos, mas lentos, acumulativos, insidiosos, drenando a saúde aos poucos.

O consumo da droga doce vem aumentando nos últimos anos. Se levarmos em conta que não necessitamos de açúcar, tudo o que se consome é excessivo, supérfluo, além do que o corpo precisa. Lembramos que 100 por cento dos carboidratos (farinhas, cereais, açúcar das frutas, etc.) transformam-se em glicose, 60 por cento das carnes ingeridas e até mesmo 15 por cento das gorduras e óleos também se convertem em glicose; é assim que normalmente mantemos as necessidades bioquímicas do corpo. Isso explica por que povos antigos não necessitavam de açúcar extra. Se julgarmos que açúcar é essencial, então devemos ter como certo que cada viking, mongol, huno, árabe, grego ou romano deveria consumir cerca de 300gr por dia de um açúcar que naquelas épocas absolutamente não existia.

Os conhecimentos e conceitos científicos, principalmente em nutrição, têm sido manipulados, truncados e adulterados. Devemos entender que a alimentação comum, sem aditivos doces, contém quantidades suficientes de glicose que são armazenadas no fígado sob a forma de glicogênio; em situações de necessidade essas reservas de energia são mobilizadas e entram na circulação sanguínea.

Hoje, ingerimos mais “energia” do que precisamos. Paradoxalmente, quem come muito açúcar fica dependente organicamente do mesmo e tende a ter menos força. Grandes consumidores de açúcar geralmente são fracos, astênicos, que não podem fazer quase nada sem usar um pouco de doce.

Aqui, num dos maiores produtores de açúcar do mundo, (Brasil) consomem-se cerca de 200 g por dia – por pessoa, o que é pouco comparado aos EUA: 400 g em média, por dia. É claro que somos obrigados a falar em termos de média de consumo, pois existem aqueles que não usam nada, até grandes viciados que usam perto de 1000 g diárias e até mais.

Mas um povo como o nosso, usando 200 g diárias per capita consome cerca de seis quilos por mês, o que admite 72 quilos por ano, e tudo isso além das necessidades metabólicas, geralmente ingeridos por puro “prazer”, ou seja: docinhos, chocolates, sorvetes, tortas, pudins, sucos ultra-açúcarados etc. Isso nos leva a consumir quase uma tonelada do pó branco em cada dez anos de vida. Então um homem de 35 anos geralmente fez passar pelo seu sangue, até hoje, cerca de três toneladas de açúcar. Perguntamos se, sinceramente, as autoridades e os profissionais ligados à saúde acham que tal abuso não causa dano algum.

Açúcar Branco Como Causa de Câncer e Doenças Modernas

Sabemos bem que o açúcar é o principal representante da alimentação industrializada moderna. Temos consciência de que 85 por cento das doenças modernas são provocadas pela poluição alimentar e por uma nutrição desequilibrada. Por ser considerado então como um produto antibiológico, ou antivida”, ele está diretamente ligado à causa ou à colaboração para o surgimento de várias doenças, como a arteriosclerose, o câncer, a leucemias, o diabetes, as varizes, as enxaquecas, as distonias neuro-vegetativas, insônia, asma, bronquite, distúrbios menstruais, infecções, pressão alta, prisão de ventre, diarréias crônicas, perturbações e doenças visuais, problemas de pele, distúrbios glandulares, anomalias digestivas variadas, cáries dentárias, problemas de crescimento, osteoporose, ossos fracos, doenças do colágeno, doenças de auto-agressão etc.

Podemos considerar também o açúcar como cancerizante, pois é imunodepressor, quer dizer, faz diminuir a capacidade do organismo quanto às suas defesas e principalmente por eliminar o importante íon magnésio, devido à forma excessiva como é consumido hoje.

A incidência do câncer de mama pode variar consideravelmente de um país para outro. Muito rara no Japão, por exemplo, a doença torna-se comum entre as japonesas que imigram para os Estados Unidos. Depois de estudar diversos fatores que explicassem o fenômeno, os cientistas Stephen Seely, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, e D. F. Horrobin, do Instituto e Pesquisa Efamol, de Kentville, no Canadá, concentram suas atenções num deles, a alimentação – e, em artigo publicado na última edição da revista inglesa New Scientist, levantaram a hipótese de que uma das causas do câncer de mama possa ser o açúcar.

Seely e Horrobin compararam os índices de consumo per capita de açúcar e as taxas de mortalidade por câncer de mama em vinte dos países mais ricos do mundo. Revelou-se que as nações que mais comem açúcar são exatamente as que apresentam mais óbitos – por ordem decrescente, a Grã-Bretanha, a Holanda, a Irlanda, a Dinamarca e o Canadá.

Os cientistas avançam uma explicação para as propriedades cancerígenas das sobremesas. Uma parte da glicose contida no açúcar – cerca de 30 por cento – vai direto para a corrente sanguínea.
Para fazer face e esse súbito aumento da taxa de glicose no sangue, o pâncreas produz mais insulina, o hormônio encarregado de queimar açúcar. O tecido mamário depende desse hormônio para crescer. O mesmo acontece com as células do câncer de mama. Seely e Horrobin supõem que a inundação do seio pela insulina, em seguida à ingestão de açúcar, criaria assim as condições ideais para o surgimento do tumor.

Açúcar Como Fator Principal da Hipoglicemia e Diabetes

Um dos efeitos mais diretos dos excessos de consumo do açúcar é a hipoglicemia, ou seja, falta de açúcar no sangue. Hipoglicemia é um distúrbio que se manifesta sob variadas formas, determinando mais comumente langor, fraqueza, sensação de desmaio iminente, vertigens, tonturas, prostração, angústia, depressão, palpitação cardíaca, sudorese, sensação de irrealidade etc. A depressão provocada é variável, dependendo do indivíduo, podendo ser ausente ou fraca ou até mesmo extremamente forte, incapacitante.
Sabemos que muitas pessoas são tratadas pela psiquiatria e até internadas por depressão, cuja única origem é hipoglicemia, ou falta de açúcar em demasia, e se pesquisarmos, grande parte desses pacientes usa muito açúcar. O mecanismo é muito simples: ao consumirmos açúcar em demasia, o organismo, através das células beta das ilhotas de Langherhans do pâncreas, produz muita insulina, que é o hormônio responsável pela “queima” da glicose do sangue. Ora, quanto mais açúcar é consumido, mais insulina é produzida.
Com o tempo, e com o consumo continuado, o pâncreas produz mais insulina do que o necessário, pois a sua liberação depende da avaliação da intensidade de estímulos gástricos e da dosagem de glicose proveniente do sistema porta e hepático. Um pouco mais de insulina determina queima a mais de glicose, gerando falta.

O nosso organismo dispõe de um sistema de regulagem que mantém entre 70 e 110 mg de glicose em cada 100 ml de sangue. Mais insulina do que o normal vai produzir uma queda destes níveis, determinando hipoglicemia. O cérebro é o órgão mais diretamente afetado com isso, daí os mais freqüentes sintomas de depressão, tremores, agitação. O tratamento em caso de hipoglicemia é o primeiro uma boa avaliação e depois diminuição lenta do consumo de açúcar, paralelo a uma dieta bem apropriada. Quase é necessário acompanhamento médico abalizado.

A evolução natural da hipoglicemia, embora muito variável, é o diabetes. Dependendo de uma série de fatores o pâncreas pode entrar em “cansaço” após anos de produção excessiva de insulina; ele começa a produzir menos do que o necessário e como resultado começam a aumentar no sangue os níveis de açúcar, determinando uma hiperglicemia. Nesta situação os sintomas já são completamente diferentes da hipoglicemia. Aqui o paciente não sente nada, a não ser muita sede, muita vontade de urinar e talvez muita fome. O açúcar circulante começa a ser depositado e os problemas do diabetes vão surgindo.

Parece-nos importante que antes de pesquisar um vírus como causa do diabetes, que se compreenda a importância do excesso de consumo de açúcar como gênese mais direta da doença, talvez devido ao enfraquecimento biológico-imunológico que permita a penetração de um vírus. A verdade é que as estatísticas e os estudos de médicos integralistas apontam que diabéticos comuns consumiram muito doce e que diabéticos insulino-dependentes tiveram parentes que o faziam ou eram já diabéticos. Dados oficiais já apontam hoje que perto de 30 por cento da população do 1° mundo é pré-diabética e hoje cresce o número de diabéticos no mundo.

O Açúcar Branco é Apontado Como Principal Causa da Diminuição da Resistência às Infecções, Subnutrição e Morte no Terceiro Mundo

Existe muita preocupação na diminuição da mortalidade infantil no Terceiro Mundo, onde impera a desnutrição, a diarréia, e as doenças carenciais. Porém não se tem prestado atenção à presença do açúcar como fator desmineralizante e desvitaminizante, usado em abundância na dieta das crianças nos países subdesenvolvidos. Vários estudos têm mostrado que a quantidade de proteínas na dieta desses povos é freqüentemente próxima daquela apontada pela FAQ como básica para o desenvolvimento e crescimento (0,635 g por quilo de peso por dia além dos dois anos de idade). Então acredita-se que a causa dos problemas relacionados com essas crianças seria devido à má higiene, a agentes vetoriais de doenças, verminose, falta de saneamento básico, leite materno fraco etc. Estes são estudos mais modernos, pois até agora coloca-se que a falta de proteínas na alimentação é causa determinante.

Califórnia, cientistas da Escola de Odontologia da Universidade de Loma Linda provaram que o poder bactericida dos leucócitos (capacidade das células de defesa destruírem bactérias) diminui muito quanto mais alta a taxa de açúcar no organismo.

A célula de defesa de uma pessoa que não usa açúcar é capaz de destruir cerca de 14 bactérias invasoras, ao passo que se essa mesma pessoa ingerir 24 colherinhas rasas de açúcar branco o seu leucócito é capaz de destruir apenas uma bactéria.

Existem muitos livros hoje publicados que apontam a ação negativa do açúcar. Num interessante trabalho dos Drs. Wilder e Kay, denominado “Handbook of Nutrition” encontramos a seguinte citação: “O açúcar não supre coisa alguma à nutrição, apenas calorias. As vitaminas oriundas de ouros alimentos são erosadas pelo açúcar para poder liberar calorias”.

Apesar das inúmeras provas contra o açúcar como as apresentadas aqui, verificamos a continuidade de uma intensa propaganda aconselhando seu uso e, o que é pior, médicos mal-informados permitindo e incentivando o consumo do mesmo. Temos o exemplo do Dr. L. Rosenvold que, na pág. 22 do seu livro “Nutrition for life”, afirma o seguinte: O açúcar branco é um alimento quase ideal, barato, limpo, branco, portátil, imperecível, inadulterável, livre de germes, altamente nutritivo, completamente solúvel, totalmente digerível, não requer cozimento e não deixa resíduos. Seu único defeito é a sua perfeição. É tão puro que o homem não pode viver dele.”

Hoje existem toneladas de livros escritos sobre nutrição; qualquer um julga-se capaz de publicar algo no gênero.
O Dr. Rosenvold apontou apenas duas verdades na frase acima, que o açúcar é branco e portátil… O maior absurdo da sua citação é que o açúcar é altamente nutritivo”… Curioso é que o açúcar só tem glicose, sendo pobre em tudo o mais…

O Que Usar? Não Precisamos de Açúcar?

É necessário reaprender a sentir o sabor natural dos alimentos, sem acrescentar nada. Eventualmente poderemos usar mel ou açúcar natural de cana, o mascavo, em pequenas quantidades.

Percebemos que assim teremos até mais energia do que o normal, apenas por ter evitado desgastes excessivos com ingestão de superabundância de energia química. Apenas os cereais integrais, as frutas, o legumes etc. têm a capacidade de fornecer aquilo de que necessitamos. No caso de desportistas e pessoas que produzem desgaste físico, uma certa quantidade de mel pode ser usada sem problemas.

No caso de diabéticos e hipoglicêmicos, aconselhamos o acompanhamento médico para evitar problemas mais sérios, evitando inclusive orientadores naturistas e macrobióticos que não tenham conhecimentos e experiência em termos de bioquímica e fisiologia, fisiopatologia e clínica médica.

Para pessoas que não têm grandes problemas mas querem parar de consumir açúcar, sugerimos uma eliminação lenta, gradativa, porém consciente, de doces, refrigerantes, sorvetes etc., até adotar uma dieta mais natural e equilibrada. Aproveitamos para alertar que muitos alimentos industrializados e manipulados possuem açúcar, muitos dos quais nem imaginaríamos, como: pão branco comum, pão integral de supermercados, macarrão em pacotes, enlatados, carnes condicionadas, biscoito e bolachas salgadas etc.

Para aqueles que usam adoçantes artificiais, sacarina e ciclamatos, aconselhamos abolir o hábito imediatamente, pois representam produtos muito perigosos. Apesar da comprovação de que são substâncias cancerígenas, verbas astronômicas são gastas por laboratórios interessados em pesquisa do tipo: “Ainda não conseguimos provar que adoçantes sintéticos não produzem câncer”.

Em termos de história, relativamente recente, o homem aprendeu a obter açúcar bruto (mascavo e amarelo), e somente nas últimas décadas os países desenvolvidos começaram a produzir enormes quantidades (dez mil toneladas) de açúcar branco refinado, contendo 99,75 por cento de sacarose, tornando-o um reagente químico. Lado a lado com esta depuração houve um aumento no consumo de açúcar branco atingindo, nos países altamente desenvolvidos, 100/140 g diárias por pessoa.

Tornou-se tão letal, que o nutricionista britânico Dr. A. Yudtkrin batizou seu livro sobre o problema de açúcar “Puro, Branco e Mortal” enquanto o Dr. Hall, cientista canadense, intitulou seu capítulo sobre açúcar, “O Vilão – Açúcar Refinado”.

Fonte: Dr. Márcio Bontempo LivroRelatório Orion” (L&PM Editores – Edição: 1985)

PERDA DO HÍMEN

Por: Egídio Garcia Coelho
Em resposta na sua jornada de terapeuta holístico… Pela Internet.
www.motivacao.org

DIÁLOGO

PERDA DO HÍMEN

– Li o segundo artigo que recomendou e tenho mais uma dúvida…

– Não postei lá no… porque poderia ser mal interpretada e assim, preferi pedir-lhe em privativo.

– Assim como eu, meus pensamentos vêm sempre em turbulências e não tão organizados.
COM RELAÇÃO AOS SEUS PENSAMENTOS, NA MENSAGEM ANTERIOR, MENCIONEI QUE NOSSO MUNDO EXTERNO REFLETE O NOSSO INTERNO.

– Poderia me ajudar numa reflexão sobre as mulheres na perda do hímen.
NOSSA CULTURA FAZ DO HÍMEN UM TROFÉU PARA ALIMENTAR O EGO DO PRIMEIRO HOMEM A POSSUI-LA (COISA BEM MACHISTA E ARCAICA).
MESMO QUE UMA MULHER VENHA A ENGRAVIDAR SEM A PERDA DO HÍMEN, O QUE É PERFEITAMENTE POSSÍVEL, NO PARTO QUE SERIA A SUA REALIZAÇÃO (MISSÃO DE PERPETUAR A ESPÉCIE), CHAU PRA ELE!
ASSIM, TUDO QUE CULTIVAMOS SOBRE O HÍMEN ESTÁ NA PSIQUE COM BOAS OU MÁS REPERCUSSÕES, DEPENDENDO DAS CIRCUNSTÂNCIAS…
UMA MULHER REALIZADA E MADURA, MESMO NAS PRÁTICAS DE ALQUIMIA SEXUAL, DENTRO DOS PADRÕES MAIS SAGRADOS DA CASTIDADE, OU SEJA, O SEXO SEM ORGASMOS LUXURIOSOS, SEQUER PODE LEMBRAR QUE UM DIA TEVE SEU LACRE… A MENOS QUE O TENHA PERDIDO DE FORMA DESAGRADÁVEL OU TRAUMÁTICA. E PODERÁ TAMBÉM TER SIDO SUA MELHOR EXPERIÊNCIA, OU AINDA, TÊ-LO PERDIDO COM EXERCÍCIOS SEM PERCEBER, OU MESMO POR FALHA ANATÔMICA TER NASCIDO FORA DOS PADRÕES NORMAIS… ENFIM SE PODE VIAJAR EM SUPOSIÇÕES…

– Isso poderia afetar sua saúde ou, quem sabe, nas funções orgânicas? Se isso faz sentido, teria como explicar pelo que revela a acupuntura?
TUDO QUE TRAZ FELICIDADE (ENTREGA DO HÍMEN NUM RITUAL AGRADÁVEL) ACABA REFLETINDO NA BOA SAÚDE, PELA PRODUÇÃO DE ENDORFINA (A DROGA DA FELICIDADE). CONTRARIANDO, VIMOS O TRAUMA, QUE FICA GRAMPEADO (EXPRESSÃO DA CURA PRÂNICA, PARA MEMÓRIAS INCONSCIENTES, GRAVADAS FORA DO CÉREBRO) NAS PARTES MAIS SENSÍVEIS DO CORPO, VINDO CAUSAR POSTERIORES REFLEXOS CONDICIONADOS PREJUDICIAIS…
NA ACUPUNTURA ATÉ HOJE, ESPECIFICAMENTE NENHUM CONHECIMENTO ME FOI REVELADO SOBRE O ASSUNTO, MAS O VEJO, COMO OUTRO TRAUMA QUALQUER QUE PODE PROVOCAR DISTÚRBIOS NO FLUXO DE ENERGIAS DOS MERIDIANOS, CABENDO AO ACUPUNTOR REGULARIZAR, FAZENDO USO DAS DIVERSAS TÉCNICAS, CONHECIDAS OU REVELADAS SEGUNDO SEUS MÉRITOS, EM NÍVEIS POUCO CONHECIDOS.

– Ficaria satisfeita se pudesse esclarecer minha dúvida.
ESPERO TER CONTRIBUÍDO, PORÉM, IMPOSSÍVEL FICAR SEGURO DE QUE SUA DÚVIDA FICOU AQUI ESCLARECIDA.

– Antecipo agradecimentos,
– …

PERMITA-ME PUBLICAR OMITINDO SEU NOME, POIS, ACREDITO QUE NOSSO DIÁLOGO PODERÁ AJUDAR OUTRAS PESSOAS!

ABRAÇOS…

Egídio Garcia Coelho

Publicado no Recanto das Letras em 16/08/2008
Código do texto: T1131215

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Egídio Garcia Coelho). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

O Mundo Mudou – ROBERTO SHINYASHIK

Palestra realizada em 22/07/99

Pontos de Destaque foram aqui descritos por:
Egídio Garcia Coelho

O Mundo Mudou:

Precisamos acordar para uma nova realidade. As escolas de hoje, ainda preparam profissionais para o mundo de ontem e cabe aos atuais administradores alterar os condicionamentos dos seus subordinados.

Vivemos em um mundo, onde 20% das pessoas são campeãs e 80% são ainda verdadeiros dinossauros. Estão ultrapassadas. As pesquisas mostram que dos atuais desempregados, aqueles que passam mais de seis (6) meses sem trabalho é porque estão desatualizados, ou seja, ultrapassados.

Quem garante os salários hoje? São os resultados. Não basta ser prestativo ou agradável. Ser bonitinha, boazuda ou gostosa, tem que produzir.

Quem garante as promoções dentro das carreiras atuais? São os resultados. Não importa muito os curriculuns. Estes servem para abrir algumas portas. Mas, o que conta mesmo são os resultados na atuação. A competitividade está acirrada e se faz necessário chegar primeiro.

A) Hoje quem trabalha bem alcança resultados fracos. Mas, o importante é que os alcança. Quantos não atingem nada.

B) Quem trabalha muito bem alcança bons resultados.

C) Quem é fora de série, aqueles que conseguem extrapolar, são os que podem enfrentar a globalização e conquistar os melhores salários. Estes não estão preocupados com crises. Estes trabalham e aprendem mais nas crises. Enquanto outros reclamam, eles trabalham e produzem. Por conseqüência conquistam os maiores e melhores salários.

Se quem trabalha bem tem resultados fracos, aqueles que trabalham mal estão desempregados.

66% dos desempregados estão desatualizados e acomodados.

Segundo o Sebrae, em nível nacional, das empresas novas, 80% vão quebrar em 2 anos e nos próximos 5 anos 95% delas estarão fechadas e mesmo assim a economia segue crescendo em média 1% ao ano. Como? Na mão daqueles que estão acordados. Isto não quer dizer que são os que trabalham muito, mas, sim que trabalham melhor.

Por exemplo: Ana Maria Braga fez um recente contrato com a Globo que vai ganhar em torno de 1 milhão por mês. E algumas pessoas estão reclamando que para ganharem 4 mil por mês precisam trabalhar feitos loucos e, portanto, não concordam com um absurdo desses. Por outro lado, será que não vale analisar o que fez com que esta Mulher conquistasse méritos para tal privilégio?

Temos que fugir do comodismo. Cuidado para não virar comodite. Ou seja, um produto sem valor a agregar. Aquele que se consegue em muitos fornecedores e que o que manda realmente é o menor preço. Exemplo: Serviços de banco, petróleo, uma ligação telefônica eficiente, etc…

Você precisa se transformar em algo fora de série. Um polivalente eficiente e produtivo. Aquele que é procurado pelo que sabe fazer bem feito e não pelo que custa. O custo benefício cobre qualquer salário.

Os homens estão perdendo para as mulheres. Hoje 40% do mercado de trabalho já é ocupado por mulheres. E destas 1/3 ganha mais que os maridos ou parceiros. A realidade é que as mulheres estão desempregando os homens.

Os homens não foram treinados para usar sua inteligência emocional. Eles foram treinados para oferecem segurança para as mulheres e a família e para isso o machismo foi por muito tempo uma forma de competição e conquista de espaço.

Antigamente era considerado homem de sucesso aquele que podia bancar tudo que sua mulher queria ou pedia, sem limites. E mulher de sucesso era aquela que conseguia um homem desses para se encostar.

Mas hoje diante da nova realidade, o que a mulher procura na verdade é AMOR. Se os seus maridos não sabem amá-las, elas já aprenderam que clientes insatisfeitos procuram outros fornecedores. Portanto homens, cuidado!

Maridão, ao terminar uma relação sexual, tenha em mente a grande pergunta. Será que minha cliente ficou satisfeita?

CINCO CARACTERÍSTICAS DOS CAMPEÕES:

1) Velocidade – Trabalhar no ritmo da atual competição.

 

2) Polivalência – Multi especialista. Houve um tempo em que o radinho de pilhas era sucesso e hoje o computador é indispensável. Portanto pergunte-se: sou um radinho de pilhas ou um computador que consegue executar muitas tarefas ao mesmo tempo. Cuidado porque Deus diz sempre sim a tudo que você acredita.

Quatro dicas de sucesso:

2.1 O algo mais normalmente se conquista a noite, ou seja: palestras, cursos, faculdade, etc. Depois do expediente. Enquanto outros dormem ou se divertem.

2.2 Aceite ser o pior aluno da turma. Humildade faz com que você esteja aberto para aprender.

2.3 Aceite ser o trouxa da turma. Aquele que faz os trabalhos, as pesquisas e deixando que os espertos assinem e ganhem as notas. Porque na hora da competição vence aquele que sabe e não o que colheu o fruto maduro.

2.4 Procure sempre trabalhar com campeões. Estes nunca vão achar que você fez o suficiente, sempre estarão cobrando mais, porque esperam sempre mais. Estes farão você perceber que sempre estará crescendo. O mesmo que um alpinista falou para uma montanha quando fracassou numa escalada. Espere um pouco. Pois, você não poderá crescer mais e EU continuarei crescendo e voltarei para vencer-te. E fez!

3) Visão – Arte de ver o invisível – Vencer batalhas presentes e futuras. Saber dar importância aos sonhos e persegui-los.

4) Capacidade de Realização – 2 fundamentos básicos 1º organização 2º Fé

5) Entender de Gente – Aprender a tocar o coração das pessoas. Não esquecer que deve realizar seus sonhos ajudando outras pessoas a realizarem os seus.

Ele é médico e Terapeuta e teve oportunidade de trabalhar em um hospital de pacientes terminais. Chegava a presenciar até 10 óbitos por dia.

Foram 3 os arrependimentos mais freqüentes que presenciou na hora da morte de muitos dos seus pacientes:

1º) Não ter amado mais. Mas, amor verdadeiro, aquele incondicional, sem cobranças.

2º) Não ter curtido mais seus filhos, sua família. Pai e Mãe principalmente. Conversar, brincar, dar atenção, abraçar, tocar, enfim.

3º) Não ter perseguido seus sonhos e velos morrendo junto. Reconheciam que deveriam ter pago o preço dos seus sonhos. Poderiam ter sido menos acomodados e arriscado mais.

Para conquistar felicidade é preciso assumir todas as responsabilidades e enfrentar de frente todas as oportunidades. E isso se consegue com muito preparo e conhecimento. Portanto estude e se especialize, Seja um multi especialista.

E por último confie em Deus. E busque seu desenvolvimento espiritual que tudo mais lhe será acrescentado. Não trabalhe pensando no dinheiro que está ganhando. Trabalhe preocupando-se com o que você está fazendo pelos outros nas suas tarefas. Você aprenderá a gostar de dinheiro. Mas, dinheiro que fez com que outras pessoas tivessem alcançado o melhor e não um dinheiro que foi arrancado custa dos sacrifícios alheios.

Não fiquem constrangidos em pedir autógrafos ou para tirarem fotos comigo, pois, fui um garotinho criado em favela e quando minha mãe falava que eu seria um médico a chamavam de louca. Ela fez com que seus 4 filhos alcançassem sucesso. Portanto, hoje sempre que me pedem autógrafos ou para tirarem fotos comigo, agradeço a Deus e faço com carinho. Só sinto não poder atender a todos ao mesmo tempo.

Boa Noite! Compre meus Livros, Fitas e Fascículos, estarei autografando até o horário que for preciso.

ROBERTO SHINYASHIK

Vale ressaltar que aqui temos uma mixagem de palavras e entendimentos, quando me inspirei a escrever ouvindo o Dr. Roberto Shinyashik numa noite de glória, cheio de motivação, com um auditório lotado no Centro Sul em Florianópolis.

Egídio Garcia Coelho
Consultor Holoterapeuta

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Dicas importantes para nossa cozinha.

Por: Roberto Figueiredo

Dicas importantes para nossa cozinha.

1. Carne debaixo da torneira
Erro:
A água fará com que as bactérias penetrem mais ainda, aumentando o risco de contaminação. Além disso, a carne tende a ficar esbranquiçada, perdendo os nutrientes. Debaixo da torneira, só peixes, para retirar as escamas e a barrigada.

2. Muito detergente na esponja
Erro:
É comum encharcarmos a esponja com detergente líquido, o que é um erro. Como normalmente não é possível usar todo o detergente que ficou preso na esponja, o resto é sempre usado na próxima lavagem. Aí está o grande problema. Além do detergente, também fica acumulado resto de alimentos, que podem no futuro trazer problemas saúde. Para se ter uma idéia, apenas oito gotas de detergente já são suficientes, para um litro de água.

3. Tábua de carne de madeira
Erro:
Boa parte das donas de casa utilizam tábua de carne de madeira. Grande erro! Na tábua de madeira as bactérias encontram o ambiente ideal para se proliferar. Procure sempre usar tábuas de plástico.

4. Recipientes na geladeira, só destampado
Erro:
Naturalmente quando colocamos um alimento na geladeira, costumamos fazê-lo em um recipiente fechado. O problema está no fato de quê vai demorar mais tempo para resfriar o alimento, fazendo com que as bactérias tenham tempo suficiente para fazer a festa! O ideal é colocar tudo destampado e só depois de mais ou menos duas horas tampar.

5. Leite condensado guardado na lata, nunca!

Erro:
Quase todo mundo guarda a lata de leite condensado na geladeira, depois de aberta. O ideal é guardar o restante em um recipiente de plástico ou vidro, e sempre servir com uma colher. Os dois furinhos feitos na lata só servem para fazer com que, em um deles, entrem diversas bactérias.

6. Formigas são pequenas, mas não devem ser ignoradas
Erro:
Consumir doces que foram atacados por formigas. As formigas são consideradas até maiores agentes transmissores de bactérias que a barata, pois ela consome os restos mortais dos insetos, além de passear por todos os cantos sujos da casa. Doce com formiga deve ser jogado fora.

Roberto Figueiredo
Especializado em Saúde Pública e em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Engenharia da Qualidade pela Universidade de São Paulo (USP).

Um Oceano de plástico

Não basta reciclar é preciso REDUZIR o consumo!

Um Oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

Oceâno Paluído 1
Foto do vórtex

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.

Oceâno Poluído 2

O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

Tartaruga Deformada
Tartaruga deformada por aro plástico

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ – ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’.
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer <http://scholar.google.com.br/
scholar?q=Curtis+Ebbesmeyer&hl=pt-BR&lr=&btnG=Pesquisar&lr=>
, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.


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Todas a peças plásticas direita foram
tiradas do estômago desta ave.

Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.

exposicao-pecas-plasticas-ave-marinha-2.jpg
Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos terra retorna nós, seres humanos.

Fontes:
The Independent
<http://www.independent.co.uk/environment/
the-worlds-rubbish-dump-a-garbage-tip-that-stretches-from-hawaii-to-japan-778016.html>
,
Greenpeace <http://www.greenpeace.org/international/campaigns/oceans/pollution/trash-vortex?MM_
URL=http://oceans..greenpeace.org/en/our-oceans/pollution/trash-vortex>
,
Mindfully <http://www.mindfully.org/Plastic/Ocean/Moore-Trashed-PacificNov03.htm>

Disso já sabemos, porém, precisamos ver para repensarmos os nossos valores e principalmente o nosso papel, frente ao meio ambiente ou o ambiente em que vivemos.

Antes de Reciclar, reduza!

Tudo Moderno… Virtual… Que chique!

 

Entre as tantas mensagens que entopem nossas caixas eletrônicas, nem sempre tudo é lixo! Assim, quando recebo algo positivo, dou s vezes, umas pinceladas sem comprometer a autenticidade e acabo publicando aqui…
Achei o conteúdo interessante, embora bem conhecido, porém, pouco levado em conta!
Abraços
Egídio Garcia Coelho
Terapeuta Holístico
CRT-37091

 


Por: Frei Betto

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos produz felicidade?”

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, s nove da manhã, e perguntei: “Não foi aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde”. “Não”, retrucou ela, “tenho tanta coisa de manhã…” “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: “Tenho aula de meditação!”

Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um super-executivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil – com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade – a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do …

Costumo advertir os balconistas que me cercam porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

[Autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros].

Frei Betto (dominicano)
Escritor.