Por: Egídio Garcia Coelho
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Ensinava quase sempre,
com a mesma fantasia,
que meu professor dizia,
e no fundo não fazia.
Nem mesmo dos seus alunos,
suas falhas escondia.
Vida passa e desafia,
como faz a ventania.
No universo por justiça,
nenhum carma se desvia.
Mulher jovem bem sadia,
parceira de todo dia,
quase, num câncer morria.
Fechando os olhos sofria,
por sua vida pedia,
amada mãe Maria.
Em Cristo se refugia,
quase já não resistia.
No correr da anestesia,
seus sentidos lá perdia.
O destino assim queria!
Na terceira cirurgia,
as mamas ela perdia!
E na fé que tanto via,
a doença ela vencia.
Quando a graça recebia,
numa cura que pedia.
Em tempo então me aprumo,
tomando assim novo rumo.
Na jornada que seguia,
entender precisaria!
Que ensinar exigiria,
ser na vida exemplo vivo,
do discurso que fazia!
Praticando o que sabia,
nova vida se inicia.
Jovem mãe se delicia,
três filhos educaria!
O casal em harmonia,
novo lar proclamaria.
Na força que propicia,
vence então no dia a dia,
A malvada “hipocrisia”.
Egídio Garcia Coelho
Publicado no Recanto das Letras em 26/04/2005
Código do texto: T13187
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