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DIÁRIO – COMO FOI FICAR MUDO POR TRÊS DIAS!

DIÁRIO

COMO FOI FICAR MUDO POR TRÊS DIAS

Eu, Egídio Garcia Coelho, narrando a responsabilidade de conduzir o meu amigo Paulo Afonso Silva, numa evangelização de três (3)dias, sem que uma só palavra pudesse ser pronunciada.

INTRODUÇÃO
Sou católico, não sou religioso. Me considero pesquisador, um estudioso que sofreu muito para livrar-se de pesados dogmas. Sempre fui macaco de auditório e venho desenvolvendo um trabalho de estudos e pesquisas minuciosas há mais de 25 anos, buscando saber “QUEM SOU EU”. Há poucos anos e por coincidência num dos auditórios do Praiatur Hotel, participei de um treinamento chamado “SHURENKAI”, ministrado pelo Prof. Ismael Cordeiro Jr., um conferencista internacional que estava com 73 anos de idade e tinha experiência de mais de 50 anos em treinar pessoas.
Chamou-me a atenção um poema que usou na abertura do seu curso, que hoje também uso nos meus.

A CAMINHADA

NA TUA CAMINHADA PELA VIDA,
COLHE DE TUDO UM POUCO,
PROVA DE TODAS AS TAÇAS,
PARTILHA DE TODAS AS CRENÇAS,
E ESCOLHE DEPOIS,
SÓ DEPOIS, O TEU DESTINO.

OS INCAUTOS,
AQUELES QUE SE ATIRAM LEVIANAMENTE A VIDA,
SEM CONHECER-LHE OS MISTÉRIOS,
CHEGAM AO FIM…
COM A BOCA AMARGA,
A ALMA EMBRUTECIDA,
O CORAÇÃO DESERTO
E OS BRAÇOS,…
OS BRAÇOS VAZIOS, VAZIOS….

AUTOR DESCONHECIDO

Partilha de todas as crenças”. Era o que estava faltando para que eu pudesse deslanchar na minha carreira e assumir com autenticidade aquilo que descobri ser o meu propósito de vida. “O meu talento”. Venho há muito estudando filosofias orientais, organizações filosóficas, seitas e religiões das mais diversas: Cristãs, Budistas e muitas outras. Porém, costumava rotular as pessoas e me fechar no meu mundo egoísta, achando que estavam errados todos que não faziam parte da minha crença.

Acabei descobrindo que o importante em tudo não é a crença, mas a essência e que devem ser respeitadas as origens de cada um. “Qualquer prática que leve o indivíduo ao encontro do seu verdadeiro Criador, que ensine a cultivar o AMOR acima de tudo e que em primeiro lugar esteja Deus, mesmo que com outro nome”, eu respeito e participo com minhas restrições sem mais fazer julgamentos.

No entanto aprendi que as religiões estão estruturadas para mobilizar massas e que defendem uma filosofia com teto. Um teto que de certa forma rotula e limita, mostrando-me a diferença entre ser um religioso e um estudioso. O religioso tem um compromisso com a sua religião e precisa se aprofundar muito para atingir o seu propósito, tendo que se submeter à não poder revelar certas verdades que precisam vir à tona. Porém, o fazem em doses homeopáticas, evitando prejudicar massas que nem sempre estão preparadas para entender e compreender.

Já um estudioso, está livre de hierarquias, pode navegar livremente e estudar se aprofundando com a cautela de não sofrer influências tendenciosas. Precisa é claro ter muita responsabilidade com as pessoas e consigo mesmo, tendo a certeza de que um Deus supremo comanda sua vida, devendo a Ele plena obediência.

Eu continuo sendo católico e participo do movimento carismático. Porém, posso não estar de acordo com tudo que vejo e escuto, assim como reconheço que seria expulso de lá se me atrevesse a interferir nos seus ensinamentos. Tenho que respeitar minhas origens e sei que lá minha genética não entra em conflitos porque me sinto à vontade e consigo sentir o carinho, a dedicação de tantos que se doam, desprendidos e preocupados resgatando almas que estão em ânsias por um bom caminho.

Aprendi na prática que um ocidental, não pode se jogar de cabeça nas filosofias orientais, devido a nossa formação genética. Mas, aprendi também que não podemos deixar de lado a essência dos seus conhecimentos. E por incrível que possa parecer foi estudando os deles que compreendi os nossos.

Egídio Garcia Coelho
Parapsicólogo Holoterapêuta
RTA-9094384

PS.: Minha busca continua e depois disso cheguei a ser membro da Sociedade Teosófica e hoje trilho pelos caminhos da Eubióse, o que não me obriga a deixar minha Igreja raiz que tanto amo!

O DESAFIO
Tudo começou, quando ao terminar um de meus cursos “QUEM SOU EU”, que ministrei no dia 10 de Julho de 1999, em Canasvieiras no Tropicanas Apart Hotel, para funcionários da empresa Repro – Produtos Ópticos Ltda.
Meu amigo e cunhado, Paulo Afonso Silva que havia participado do curso, ficou empolgado e preocupado, pois, estava se preparando para me ajudar em cursos de oratória, mas, para atuar com brevidade.
Ficou preocupado com a responsabilidade de ter que conduzir nossos cursos dentro do estilo que acabara de assistir. Já nos conhecemos há muito tempo e na verdade foi ele quem me conduziu para um aprimoramento nesta área de treinamentos. Como dei continuidade e hoje me dedico exclusivamente a fazer este trabalho, consequentemente, minha performance não deixa muito a desejar, dentro de uma avaliação superficial. E ele, por algumas circunstâncias, se ausentou desta atividade por uns tempos e acredito também que ainda não explorou sua potencialidade nesta área.
Perguntou-me como faria para atingir minha performance em tão pouco tempo que restava para iniciar seus trabalhos comigo. É claro que não foram com estas palavras, pois, sabe ser sutil quando trata-se de admitir suas fragilidades, a exemplo da grande maioria de nós, seres humanos.
Disse a ele que provavelmente, teria que passar por algumas das experiências que me levaram a atingir tal desempenho e fiz a ele “um desafio” de ficarmos recolhidos no silêncio por três (3) dias, distantes das mordomias que nos cercam em nosso cotidiano.
Ficou fascinado com a ideia e já me perguntou onde e quando. (manifestação de imediatismo que nos afeta) Eu havia planejado fazer para mim, algo semelhante, porém, com mais dias e mais avançado que seria na semana seguinte em um rancho de pesca do meu cunhado José Moacir em Joinville, que fica nas margens do Rio Piraí, distante de tudo e de todos que nos cercam. Cheguei a ventilar a hipótese de fazer com ele tal aventura, porém, lembrei-me de que meus mestres sempre me alertaram quanto ao perigo da overdose. Não podemos ir com muita sede ao pote. Precisamos fazer de forma gradativa os nossos treinamentos. E seguindo também o conselho da minha mulher, optei por deixar o meu propósito inicial para mais adiante e elaborar um programa apropriado para um estágio do meu parceiro aqui mesmo em Florianópolis.
Havíamos, eu e minha mulher, participado de uma Oficina de Orações que é orientada pelo Frei Ignácio Larrañaga (espanhol radicado no Chile), composta de 12 sessões e tínhamos como guias duas figuras encantadoras.
Vanda, auxiliada pela Maria. Ambas, com o acúmulo de experiências vivenciadas em mias de 50 anos de existência e também em muitas outras Oficinas anteriores. São verdadeiros exemplos de humildade e simplicidade com muita sabedoria.
Liguei para Vanda contando minhas intenções e pedindo ajuda no sentido de emprestar-me as fitas (K-7) gravadas pelo Frei Ignácio que conduzem os trabalhos das 12 (dose) sessões e também para encontrar um lugar apropriado. Esta prontamente me liberou as fitas com algumas recomendações e ficou de verificar com seus conhecidos um local para a aventura. Em paralelo, também comecei a procurar.
Quando são boas as intenções, o universo conspira a nosso favor. Minha intuição me fez ligar de imediato para um amigo conceituado hoteleiro e dono do Praiatur Hotel que fica na Praia dos Ingleses e dispõe de uma Sede Campestre com 250 mil m² de área verde com florestas, campos, montanhas e lagos. Sempre me sinto constrangido quando ligo para o telefone celular de pessoas bem sucedidas. Tenho a sensação de estar invadindo privacidade. Preciso curar este paradigma, pois, por certo não divulgariam seus telefones, se esta reação fosse verdadeira.
Hotel InglesesPraiatur
O Volney, prontamente liberou sua encantadora Sede Campestre, mas pediu-me que confirmasse com seu colaborador João, que era responsável pelo setor de reservas do Hotel. Também me alertou que haveria uma festa aberta à comunidade na Sexta-feira e que os preparativos estavam sendo providenciados pelos colaboradores do local. Versão que foi confirmada pelo seu colaborador, mas, garantimos a ele que nosso programa se encerraria na Quinta-feira a noite e que provavelmente as ações dos colaboradores da Sede em nada, atrapalhariam nossos trabalhos.
O que precisávamos era um local para estendermos os colchões, água potável e uma tomada com energia elétrica para ativarmos o som que seria nosso principal orientador dos trabalhos. Quanto ao banho, minha intenção, era improvisar ao máximo para provocar quebra de condicionamentos e tudo se encaixava como uma luva. Fechado!
Comuniquei de imediato a Vanda que ficou de levar as fitas na Segunda-feira às 19 horas na Igreja, onde nos reuníamos quando estávamos fazendo a Oficina de Orações, pois, parte do nosso grupo, havia tomado a iniciativa de dar continuidade aos estudos bíblicos e estava se encontrando lá.
O próximo a ser avisado foi o Paulo Afonso que apenas pediu para atrasar um pouco a hora da saída, pois, precisava esperar sua mulher chegar do trabalho para concluir os preparativos.
Deixamos então para sair por volta das 21 horas com o propósito de começarmos a jornada rompendo a comunicação verbal a partir das 22 horas de Segunda-feira dia 12-07-99.

A JORNADA
Chegamos na Sede Campestre do Praiatur Hotel às 21:20 horas de Segunda-feira e fomos muito bem recebidos pelo Sr. Carmelo Trentin, um italiano simpático que nos esperava sorridente.
Prontamente nos levou até as instalações onde ficaríamos alojados, mostrando-nos detalhadamente as funções dos disjuntores, os equipamentos a nossa disposição, os banheiros, ou melhor, lavabos, pois, não tinham chuveiros. A cozinha, geladeiras, etc… Se bem que estávamos preparados para não depender de geladeira. Acabamos fazendo uso de uma delas para vidros abertos de saladas, pois, não fazia sentido ignorá-las.
Em seguida explicamos ao Sr. Trentin o nosso propósito e esclarecemos que o fato de estarmos ali calados, não impediria que frequentassem o ambiente. Apenas, nós, não falaríamos com ninguém a partir das 22 horas que já estavam próximas, até o dia 15 Quinta-feira às 12 horas.
Explicamos também que pretendíamos usar as florestas da montanha para complemento de nossos trabalhos. Este, falou que poderíamos fazer uso a vontade e que no dia seguinte subiria nas matas para cortar umas arvores que seriam usadas em uma fogueira.
Confesso que não prestei muita atenção no que havia falado. Por minha falta de educação e também preocupação com o horário que estava se esgotando e tínhamos adaptações a fazer, além das instruções superficiais necessárias a serem passadas ao meu parceiro.
Sr. Trentin, cheio de gentilezas, nos garantiu toda segurança de que não seriamos incomodados durante nossa missão, deixando-nos inclusive todas as chaves a nossa disposição, despedindo-se.
Optamos por ficar acomodados no salão de festas, atrás de um balcão, onde estavam duas geladeiras. Formava um espaço reservado e protegido. Colocamos na entrada a esquerda, uma mesa com uns 80 cm² e instalamos a cafeteira elétrica e o som (Micro System). Do outro lado, também com frente para o salão de festas, havia uma churrasqueira com outro balcão na frente e na mesma linha do nosso. Junto a parede dos fundos, havia uma pia com tampo de mármore e cuba de aço inoxidável, limpérrima.
No canto direito do salão voltado para um lago, estava uma tentadora mesa de “Tênis de Mesa” que vou chamar de Ping-Pong. Todo o ambiente estava impecável. O que acontecia, as vezes, é que algumas lagartixas não se davam conta de que largavam seus detritos em lugares impróprios.
No balcão da pia, expomos nossos mantimentos e estendemos as frutas. Mas, até que ficasse tudo pronto e inclusive colchões no lugar, atingimos as 22 horas e resolvi prorrogar nosso propósito de silêncio para a partir das 23 horas, atingindo consequentemente mais uma hora no último dia. Tínhamos, portanto, mais uma hora para terminarmos as arrumações das roupas e outros preparativos. Trocamos também algumas ideias sobre nossa missão.
Deixei claro que não deveria haver perguntas até o final e que estaríamos nos submetendo a um programa que o surpreenderia em alguns acontecimentos.
Tínhamos que ouvir umas fitas e depois partir para leituras na Bíblia e no Livro “Trilha” do Frei Ignácio. Estávamos também com uma fita do frei Ovídio Zanini que falava sobre visões e aparições celestes + relax e outra do Lauro Trevisan que falava sobre o que é acreditar em Deus e como obter riquezas + relax. Outras fitas e Cds com músicas de relaxamento, gregorianas e clássicas. Todas com o propósito de nos condicionar a aceitar com naturalidade o desenvolvimento do programa.
Atingimos 23 horas e num olhar estranho, já nos sentimos dentro da jornada e com um gesto declaramos aberto nosso pacto de não dizer uma só palavra até o final do programa. Coloquei então a fita do Frei Ovídio que falava sobre visões e aparições. De início ele fez um alerta de que sobre religião, teologia e filosofia, qualquer um se sente com o direito de opinar e ensinar com conhecimentos superficiais… Depois dormimos.

PRIMEIRO DIA
Terça-feira 13/07/99
Acordei as 06:30 horas e notei que o meu companheiro roncava suavemente. Fiz meu exercício diário para ativar melhor o cérebro e tomei em seguida um copo de água que é complemento do exercício. Coloquei em volume baixo, um CD com músicas gregorianas e parti para o W.C. com um livro, onde permaneci lendo e… por trinta minutos.
As 07:00 horas com um leve toque, acordei meu companheiro. Orientando-o para também fazer o exercício de ativação do cérebro que é: cruzar os pés no chão, as mãos na altura do abdome e trazendo-as para cima, mantendo os dedos cruzados e por dentro dos braços sem soltá-las, até a altura do queixo, provocando um curto circuito no sistema nervoso.
Em seguida, apoiar os pés no chão, levar os braços esticados para trás e trazendo-os para frente. Na sequência, unir a ponta dos dedos separados e com pressão por uns poucos segundos, equilibrando assim todos os polos energéticos na preparação para um novo dia. Complementando, beber um copo de água que é a segunda fonte de energia depois do oxigênio.
Ao levantar, fazer agradecimentos a Deus por nossos olhos estarem abertos, quando muitos permanecem fechados para sempre. Pela água disponível em abundância, quando tantos passam necessidades e até sede.
Continuando, devemos fazer muitos outros agradecimentos e também reafirmar nossas metas do dia com convicção e determinação.
Chegando ao banheiro, antes de qualquer coisa, olhar-se no espelho e assumir para aquele que reflete, novamente, suas metas diárias e fazer um propósito de jamais enganá-lo.
Através de um bilhete, orientei-o para que fosse ao W.C. com um livro e que tinha até 30 minutos para ficar lendo e… Logo que voltou dentro do horário previsto, sinalizei para que calçasse o tênis e partimos para fora, avançando no gramado, onde fizemos um exercício oriental, conhecido como “KIKÔ”.
Foi apenas uma derivação com uns 20 minutos. O exercício completo leva de 45 minutos à uma hora. Depende do estado emocional em que nos encontramos.
Em seguida, partimos para o nosso primeiro café da manhã. Meio mamão papaia e uma banana cada um, acompanhado de café e chá. Eu havia preparado o café enquanto meu companheiro se instruía no W.C., antes do exercício.
Por volta das 08:00 horas, iniciamos nossos trabalhos, lendo o folhetinho de orientação da 1ª Sessão do programa “Em Busca de um Tesouro” e em seguida ouvimos a fita correspondente com a voz do Chileno Frei Ignácio. Depois partimos para as leituras e redação das interpretações dos textos bíblicos recomendados.
Esta Sessão tem como título: “Uma Grande Notícia” e seus textos são recomendados para se fazer uma vivência de uma semana, exercitando-se durante os dias em perceber o amor de Deus em cada coisa. Considerar que cada coisa agradável que vê, que sente, ouve ou que gosta, é um presente especial, uma mensagem de amor que o Pai-Deus lhe envia expressamente, como se cada coisa lhe dissesse: “Te amo muito”, e você responde: “Obrigado, Pai, Eu Também Te Amo”.
Recomenda que se procure um lugar e hora fixos, em que ninguém o perturbe, para encontrar-se com seu Pai-Deus.
Adverte de que às vezes se faz necessário orar sem vontade para despertar o hábito de se doar um pouco para um diálogo aberto no silêncio fechado. Segue… Obs.: Dependo de autorização para publicar na íntegra as Sessões.
Meu companheiro ficou um pouco surpreso, pois, não era bem isso que ele esperava da jornada. A princípio, o que isso tinha a ver com meu desempenho? “Buscai primeiro o reino de Deus, e tudo mais lhe será acrescentado”.
Mas, como o pacto de ficar calado e não fazer perguntas estava vigorando, fomos em frente e também em muitos momentos, fui cauteloso em não deixar que nossos olhares se encontrassem, evitando surgirem oportunidades de questionamentos.
Terminadas as leituras e interpretações, comecei a tirar a roupa, assustando um pouco meu companheiro. Estava bastante frio e de cueca, fui em direção ao chuveiro frio que ficava no lado de fora, nos fundos, voltado para as pastagens, o campo e as montanhas. Como eu havia tomado banho antes, esperava por ele, preparando um lanche para comer, antes de subirmos a montanha.
De repente, ouvi uns barulhos estranhos e acabei, flagrando-o lavando a cabeça na pia do lavabo, onde pensei ter entrado para escovar os dentes, após um pequeno mal entendido em nossos gestos que me levaram a descobrir que ele havia esquecido sua escova de dentes. Por sorte eu tinha uma de reserva na pasta para minhas viagens.
Ficou assustado, quando sinalizei que deveria fazer o mesmo que eu, e tomar seu banho completo na rua a uma temperatura de uns 14ºC, em um chuveiro frio.
Mais uma vez, vacilei e não me dei conta de que ficou com medo ou vergonha de estar pelado lá fora e chegou torcendo uma bermuda e uma cueca que molhou no banho e estendeu em um varal que improvisei no salão próximo da mesa de Ping-Pong, para secar nossas toalhas. Foi então que fiz um propósito de vigiá-lo no próximo banho.
Partimos em seguida para as montanhas, levando dois livros, água para os dois e uma laranja pocam para cada um. Por volta das 10:35 horas ao passarmos pela porteira que protegia a passagem para as pastagens e as montanhas, estava o Sr. Trentin com uma ou duas pessoas, tentando com dificuldades fazer uma curva com quatro eucaliptos compridos, sendo puxados por um micro trator Tobata.
Um pouco indiferentes com a situação, passamos discretamente por eles e gesticulamos meio sem jeito. Pois, foi nosso primeiro encontro com pessoas sem podermos cumprimentá-las trocando palavras. O Sr. Trentin, nos olhou um pouco envergonhado cumprimentando-nos e continuou na sua tarefa de passar a porteira com as árvores que dariam depois, alicerce para a tal fogueira mencionada na nossa chegada.
Após uma caminhada de uns 15 minutos, chegamos no topo da montanha, passando por uma trilha entre eucaliptos e outras vegetações variadas. Comecei a formar 2 círculos com cerca de 2 m² aproximadamente, improvisados com pedaços de árvores secas. Estávamos por volta de 11 horas. Em cada círculo havia uma pedra baixa que de imediato usamos como cadeira.
Sempre sem pronunciar uma palavra sequer, eu tinha previsto permanecer ali até as 15 horas.
Entre os 2 círculos coloquei o vasilhame com água mineral, meu copo e minha tangerina próximos da água e do meu lado. Antes mesmo de preparar tudo, meu parceiro tomou água e deixou o vasilhame no centro de seu círculo. De imediato, coloquei o vasilhame de volta no lugar apropriado e terminei minhas acomodações, batendo um pequeno ramo verde que quebrei e fiquei com um pouco de peso na consciência, tirando os orvalhos que ainda permaneciam sobre vegetações rasteiras próximas da minha pedra. Com força, fiz uma espécie de roçado com o ramo, improvisando um local até aconchegante com folhas aparadas e espalhadas pelo o chão.
Iniciamos então uma leitura. Eu, lia Fritz S. Perls, Gestalt-Terapia e meu parceiro, lia Paulo Coelho, O Diário de um Mago. As pedras na sombra das árvores, ainda estavam geladas e eu sentia na bunda, como se estivesse sentado sobre barras de gelo, pois, as superfícies estavam úmidas. E para tornar o ambiente mais natural, haviam alguns pernilongos bastante atrevidos que não escolhiam onde morder, mesmo por cima das roupas, quando esticadas.
O detalhe é que também havíamos iniciado uma metáfora, onde tínhamos limites a respeitar como fronteiras. Entre elas, uma fonte para abastecer os dois que era o vasilhame com água. Por isso, fiz questão de fazer com que ele pudesse notar que, prontamente coloquei o vasilhame de volta no lugar quando tirou, usou, e deixou em seu espaço.

Nosso trabalho, no IMMB – Instituto Mente Mestre Brasil, visa formar líderes holocentrados, ou seja, aqueles líderes que devem se dar conta de que fazem parte do todo e que nenhuma atitude pode ser tomada isoladamente sem interferências no universo.
São líderes que diante de qualquer circunstância, devem analisar todos os detalhes a sua volta e estarem sempre ligados em tudo. Uma coincidência, um vento, o grito de um pássaro, o olhar de uma criança, a emoção de um colega, a reação dos superiores, o ruído de máquinas, a disposição de equipamentos, o eco sistema, a sociedade, a expectativa de um cliente, a satisfação dos que com ele se relacionam, as providências divinas, a harmonia, a sintonia, a economia, as leis universais da natureza, enfim…
Meu parceiro, não havia se dado conta de que estávamos dentro de fronteiras e que cada um deveria zelar pelo seu território, mas, respeitar também o dos outros. Não demorou muito e começou a vacilar. Novamente passou a mão no vasilhame da água, puxando-o para perto de si, enchendo seu copo, bebendo e por lá ficando com a água (fonte).
Meu copo permanecia na fronteira ao lado da pocam. Quando notei que o vizinho não se dava conta de que a fonte deveria voltar e permanecer na fronteira, por efeito psicológico, comecei a sentir sede.
Após uns 50 minutos de: senta, levanta, tapas nos insetos, massagens e olhos vidrados nos livros, ambos paramos de ler e começamos a contemplar as vegetações e paisagens. Minha sensibilidade estava bastante aguçada e sentia na respiração o aroma silvestre que me fortalecia por inteiro. O mar a distância me fazia contemplar o Criador pelo milagre da visão que num piscar de olhos focalizava com nitidez as paisagens até o horizonte.
Comecei a imaginar que tipo de regulagens eletrônicas ou mecânicas seriam necessárias para colher aquelas imagens tão perfeitas. Que tipo e que tamanho teria um equipamento capaz de executar tal tarefa.
Pois, os mais sofisticados que conheço conseguem focalizar um determinado ponto, deixando ofuscados os que estão fora de foco. Aí se pode entender porque a visão chega a tomar mais de 50% do cérebro. Estas regulagens fantásticas acontecem automaticamente e chegam a prejudicar outros sentidos. Tanto que para uma boa concentração se faz necessário fechar os olhos. Mas, estas regulagens, a quem obedecem ou o quê? “Quem Sou Eu”
Sempre que julgava oportuno, eu tomava nota do que estava acontecendo, com o intuito de ver no que resultaria.
Já por volta das 13 horas, não me contive de fome e sede, pois, nossa comida estava balanceada e normalmente extrapolamos um pouco. Pretendia beber água, mas o vasilhame continuava fora do meu território e se eu me manifestasse, estaria perdendo a oportunidade criada para que meu parceiro viesse a entender o que estava acontecendo com a sua pouca visão holística.
Optei então por chupar minha laranja (pocam) e de pronto fui seguido por ele. Fiz questão de mostrar que estava tomando cuidado para que nenhum pedaço da casca caísse no chão do meu território, mantendo-o limpo e também não joguei nada fora, respeitando assim os terrenos alheios. Até mesmo os pelinhos brancos que envolvem os gomos, eram retirados cautelosamente e com as sementes, eram colocados junto com as cascas que tinham sido cuidadosamente ajeitadas ao lado da minha pedra e dentro dos meus limites territoriais.
Foi inútil o meu esforço em tentar transparecer tal situação. Este foi descascando sua laranja e atirando cascas para todo lado, menos dentro do seu território. Com as sementes e pelinhos dos gomos a atitude era a mesma. Jogava em territórios vizinhos.
Enquanto eu escrevia em meus rascunhos, ele olhava um pouco desconfiado, mas, sem poder falar nada, disfarçava e olhava a vegetação se coçando com muita frequência até tomar seu livro de volta. Eu continuava com sede. Um vento generoso soprou forte e virou meu copo que estava solitário na fronteira. O barulho até chamou a atenção dele que prontamente virou-se, mas, não teve sensibilidade para captar a mensagem. Olhou-me, viu que eu espremia os lábios de forma discreta, mas, deixando transparecer que estavam secos e engolindo vazio. Seu olhar escapou-me e mais uma vez, fiquei só na vontade.
Este não se dava conta de que havia cortado o fornecimento de água do seu vizinho mais próximo, sujado os terrenos alheios e também que seu companheiro estava muito tempo sem líquido. Fato que podia chamar a atenção independente de qualquer metáfora e principalmente com um ser que vive ensinando que devemos sempre beber muita água.
O tempo passava, meu estômago roncava e parecia estar colando nas costas. Minha bunda que adormecida na pedra gelada, me fez levantar para retomar a leitura. Eram 13:45 horas, quando meu parceiro endoidou de vez e ignorando por completo a situação, rompeu sua fronteira e entrou mata a dentro, devagar e calmamente.
Resolvi então interromper tudo e sair às pressas montanha abaixo para que ele pudesse se dar conta de que não estava levando a sério sua missão. Em menos de 10 minutos, com o vasilhame da água e os dois copos nas mãos, cheguei ao alojamento.
Passados uns 20 minutos, eis que apareceu o desertor um pouco ressabiado.
Entrou discretamente no alojamento, tomou água e eu cuidadosamente evitava que nossos olhares se encontrassem, mas, com uma expressão bastante séria fui me dirigindo para minha rede enquanto ele em outro copo, espremia a metade de um limão.
Tomei a iniciativa de levar duas redes que pensava amarrá-las nas árvores, mas, por sorte dentro do alojamento, no salão de festas, haviam ganchos apropriados. Ao instalar, notei que uma delas era bem mais curta que a outra e ficava muito alta do chão. Para ser gentil com meu estagiário, resolvi assumir a rede mais alta. Era alta a ponto de ter que fazer uso de uma cadeira para alcançá-la, tornando a situação bastante cômica.
Meu parceiro ao perceber o meu esforço e criatividade para me acomodar na rede, não resistiu a tentação de soltar algumas gargalhadas contagiantes, descontraindo assim aquele clima criado anteriormente. Porém, ao me instalar na rede e buscar autocontrole, parando de rir, me desliguei, dando a entender que não era hora de pensar em comida.
Passaram-se uns poucos minutos e entraram dois jovens adolescentes. Um deles perguntou com certo autoritarismo, o que fazíamos ali? Fiz gestos dando a atender que não falávamos. – Hã, vocês não falam? E com a cabeça dei resposta afirmativa. Este, um pouco arrogante, disse ser o dono e que deveríamos sair dali imediatamente. Meu parceiro já ia se levantando quando se surpreendeu com a minha tranquilidade diante da situação. Deitado na rede com as pernas penduradas para fora, eu gesticulava para a esquerda em direção ao Sr. Trentin que trabalhava levantando a tal fogueira em uma quadra de vôlei a uns 50 metros. O rapaz meio indignado com minha indiferença, foi até a janela e chamou o primeiro que avistou.
Veio prontamente um jovem e não ouvi direito o que conversaram. Em seguida foi chamado também nosso salvador Sr. Carmelo Trentin. Eu discretamente de olhos fechados, fiquei na espreita a espera que se entendessem. Trocaram umas poucas palavras e o jovem que havia tomado a iniciativa de nos falar, aceitou a situação. Mas, eu como estava de olhos fechados, assim permaneci, sendo indelicado e indiferente. Ouvi do jovem, umas palavras, como que querendo se desculpar: Eu não sabia de nada!
Estes saíram sem poder dirigir um olhar se desculpando. Pois, descobriram que estávamos ali com autorização do Volney que é o proprietário e possivelmente o pai do garoto que se manifestou como dono.
Mais uma vez, minha arrogância se manifestou, mostrando-se presente na minha vida. O que me convenceu de que precisarão muitos esforços e meditações para administrá-la.
As 14:30 horas, dei início a 2ª Sessão com o título “CRESCENDO”, do programa “Em Busca de Um Tesouro” do Frei Ignácio Larrañaga. Orientava para exercitar-se durante os dias de uma semana, em considerar que todos os homens e, em geral, todas as criaturas são amadas por Deus desde sempre.
E numa atitude de solidariedade com o Pai Deus, diante de toda pessoa que veja ou de quem se recorde, ao lembrar-se como o Pai o ama, dizer ao Pai Deus: PAI, POR TI, EU TAMBÉM O AMO.
Após a leitura do folhetinho que não posso divulgar na íntegra, passamos a ouvir a fita correspondente com 30 minutos e passamos a fazer as leituras recomendadas.
Interrompemos as leituras para improvisar um almoço por volta das 15:20 horas.
Depois nos dirigimos para as redes e continuamos as leituras até que acabei dormindo, conforme já previa. Quando acordei às 16:45 horas, senti falta do parceiro na sua rede. A princípio, fiquei assustado e pensei que poderia ter saído para comprar cigarros, mas, em seguida encontrei-o dormindo inocentemente no seu colchonete próximo das geladeiras, atrás do balcão. Este tinha como meta na jornada, iniciar um processo gradativo para eliminar sua dependência do cigarro que já atingia duas (2) carteiras por dia. Havia levado para os três (3) dias, apenas uma carteira e já estava terminando. Providenciei um pequeno tira gostos e o acordei para depois darmos início a 3ª Sessão.
Após a leitura do folhetinho de orientação que tem como título “EM TUAS MÃOS”, ouvimos a fita correspondente gravada pelo Frei Inácio com 30 minutos e partimos para as leituras e interpretações. No folheto a vivência orientada para uma semana, começava dizendo assim: Viva uma Grande Semana de Paz. Sempre que você se sentir temeroso, irritado, aborrecido… desperte! E pergunte-se, por quê? Se tem solução, trate de solucionar. Se não tem solução, ou a solução não está em suas mãos, diga: “FAÇA-SE A TUA VONTADE” e deixe nas mãos do Pai dizendo: “EM TUAS MÃOS EU DEIXO”. Segue… Não deixe sua felicidade depender dos outros, confie naquele que deu de presente a Sua PAZ. “Tudo posso, naquele que me fortalece”.
Meditações e orações, cada um fazendo da sua maneira. O silêncio reinava entre gritos de corujas, chamadas de sapos na lagoa, canto de grilos e um frio danado.
Terminados os trabalhos, ouvimos DESIDERATA com Cid Moreira e naquele ambiente as palavras pareciam penetrar fundo em nossos corações, fazendo-nos refletir por uns minutos. Depois ouvimos o outro lado da fita do Frei Ovídio sobre visões e aparições.
Por volta das 20:30 horas, o frio nos contraia e o clima estava com ar de monotonia. Resolvi aplicar um pouco de irreverência, já que deve fazer parte em nossos dias. Dei a entender que faríamos uso da mesa de Ping-Pong que estava montada e provocante. Achamos uma bola quando fazíamos nossas arrumações na noite da chegada mas, faltava a rede. Após algumas tentativas frustradas de improvisar, meu parceiro encontrou uma grelha de assar peixes que colocada entre as duas partes da mesa, ficou perfeito.
Jogamos até 22:30 horas, quando uma das tampas de plástico que improvisamos como raquetes se partiu. Meu parceiro que estava empolgado, vencendo quase todas, correu na busca de outra tampa. Foi quando olhei para o relógio e dei por encerrada a brincadeira. Diante de um olhar inconformado, como a perguntar o que faríamos. Então, mostrei o quanto estávamos suados e comecei a tirar a roupa. Ficou um pouco assustado, pois, a temperatura beirava os 14ºC e o chuveiro, além de frio, ficava do lado de fora do alojamento.
Parti para o chuveiro, chegando quase a implodir quando me projetei sob a água fria. As pontas de meus mamilos (mamicas), doíam muito. Congeladas, pareciam estar em carne viva quando passava o sabonete. Para minha surpresa, através da sombra, notei que meu parceiro não havia discordado da ideia e logo que sai da água, este, já sem roupas, assumiu a geleira que queimava nas costas e partia o peito nas respirações desordenadas entre gritos agonizantes.
Ao entrar no alojamento para terminar de me enxugar, notei que ainda estava com espumas entre as pernas e nos sovacos. Corri para a pia do lavabo e terminei o banho mais protegido e rápido para não demonstrar que meu banho tinha sido interrompido por causa do frio lá fora. Como desculpas eu tinha a gentileza que fiz, cedendo prontamente o chuveiro logo que ele chegou sem roupas, batendo queixos. Logo que saí do lavabo, entra o Paulo com passadas tranquilas, como se houvesse saído de uma maravilhosa ducha quente e despreocupado, começou a se vestir.
Em seguida, passei orientação para fazermos juntos uma bateria de exercícios de respiração, seguidos de um “mantra” para alcançarmos boa concentração e relaxamento. Durante uns seis (6) minutos, usando uma fórmula: 1 – 4 – 2 . Ou seja, cada pessoa procura fazê-lo dentro das suas limitações. Exemplo: Inspirar enchendo bem os pulmões contando 3 batimentos cardíacos : 3 X “1”= 3. Tendo como referência 3, prender a respiração, seguindo a formula: 3 X “4”= 12, ou seja, prender a respiração por dose (12) batimentos cardíacos e na sequência, seguindo a fórmula: 3 X “2”= 6, esvaziar por completo os pulmões contando seis (6) batimentos cardíacos. Observe que o que determina a resistência de cada um é o segundo passo. O quanto pode, ficar com a respiração presa. Exemplo: Se iniciar inspirando com cinco (5) batimentos, terá que prender a respiração de pulmões cheios por: 5 X “4”= 20 vinte batimentos que equivalem a uns 20 segundos. É um exercício recomendado para uma boa oxigenação do cérebro e poder atingir uma boa concentração.
Ajuda também nas drenagens linfáticas. Após uns seis (6) minutos com esta respiração, inicia-se o “mantra” OM, que quer dizer, “EU SOU”. É o mantra mais usado, pelo fato de permitir que a pessoa se desligue por completo de tudo que está a sua volta ao ouvir a sua própria vós repetidamente.

Obs. O melhor mantra dentro da minha verdade é: “O SENHOR É MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ”, só que utilizo repetindo-o durante o dia para me fortalecer.

Para este exercício, recomendo OOOOOOOMMMMM, que me fez atingir melhores resultados. Enchendo bem os pulmões e em seguida começar a pronunciar OOOOOOOO……, até sentir que vai se esgotar o ar, fechando a pronuncia em MMMMM……., esvaziando por completo os pulmões e segue repetindo tudo até o tempo recomendado. O som deve ser provocado do fundo e não apenas na garganta.
Antes de começar o exercício, deve-se escrever seus objetivos bem definidos e lê-los algumas vezes calmamente consciente de que realmente são seus desejos. Passados os seis (6) minutos recomendados, entra-se num silêncio absoluto, com uma respiração lenta e profunda. Logo se deve louvar a Deus sobre a existência, as conquistas, as experiências já adquiridas e lançar seus desejos, deixando depois sua mente vagar no silêncio absoluto.
Começam a se manifestar cores e às vezes até imagens que recomendamos deixar fluir naturalmente sem a curiosidade de querer interpretá-las.
As cores mostrarão seu estado de espírito que poderão ser interpretados depois com mais conhecimentos. As imagens, sua capacidade de imaginação que é a principal fonte de realização. Quanto mais próximo de Deus, mais forte será sua capacidade de realização. “A boca fala do que o coração está cheio” e nossa mente se purifica, diante do seu “CRIADOR”.
O silêncio deverá ser mantido por uns dezoito (18) minutos, podendo ter como fundo, uma música apropriada para relaxamento. São recomendadas, músicas com ruído das águas, barulhos discretos da floresta, animais ou canto de insetos e pássaros. Sentir-se dentro da melodia a flutuar sobre águas ou nuvens, deixando sua imaginação viajar aleatoriamente sem cobranças e julgamentos. Desligar! – Penso, logo, …existo! Não penso, logo, …SOU!
Obs.: Fazemos aqui um alerta sobre os perigos de não se cultuar nenhuma crença pois, podemos ser facilmente influenciados por falsos espíritos quando estamos desligados dos nossos pensamentos e sem uma fé protetora.

Meu parceiro não se deu conta de que deveríamos permanecer nas redes e em silêncio até atingirmos os 30 minutos. (Seria o tempo de uma fita com músicas para relaxamento que estava rodando). De repente, interrompeu minha concentração após uns 20 minutos do início dos exercícios, levantando-se da sua rede e partindo em direção à nossa cozinha improvisada. Levantei em seguida e mostrei que faltavam ainda alguns minutos para o final. Este, quis se defender gesticulando que não sabia mas, mostrei na apostila, onde nos orientamos antes e lá estavam os sagrados mínimos 30 minutos que passaram para ele despercebidos. Este fato veio garantir exercícios corretos para o futuro.
Improvisei um jantar com meio mamão papaia e seis ovos de codorna para cada um. Depois ouvimos uma fita do Lauro Trevisan de 30 minutos. Paulo, gesticulando perguntou se podia dormir, recebendo resposta afirmativa. Inventou de colocar seu colchão sobre a rede para dormir. Eu, já sabia que não daria certo mas, resolvi deixar que tivesse sua própria experiência pois, foi assim eu havia aprendido antes. Sintonizados, já sabíamos que deveríamos rodar a mesma fita e fazer o exercício de relaxamento recomendo e assim foi feito. Porém, permaneci acordado mais um pouco atualizando este diário até às 23:50 horas.
Pela manhã o colchão não estava mais na rede e sim no chão próximo do meu, porém, com gestos, Paulo deixava transparecer que estava todo quebrado e parecia querer tomar satisfações porque eu não o havia alertado.

SEGUNDO DIA
Quarta-feira 14/07/99
Conforme é meu costume, levantei às 06:00 horas e depois de exercitar o cérebro e tomar meu copo de água, coloquei no Micro System um CD com músicas gregorianas. Na sequência, fui para o W.C. e gastei meus 30 minutos com leitura e…às 06:30 horas, acordei meu parceiro de jornada, passando a tarefa de também gastar até 30 minutos no W.C. Este, foi pontual e às 07:00 horas, soou o ruído característico da descarga. Em seguida, fomos para o lago e tomamos cada um, uma plataforma de uns 2 metros que avança sobre as águas e nos voltamos para o nascer do sol que desabrochava no horizonte. Iniciamos aí, nosso “KIKÔ”(derivação do taishi), que recomendo fazer pela manhã antes do café, porém, depois do “cocô”.
Como a temperatura estava muita baixa e havíamos tomado banho antes de dormir, resolvi ignorar o chuveiro externo e partimos para um improvisado café com uma banana branca e meio mamão papaia cada um.
Em seguida, mais uma vez a irreverência, quebrando os condicionamentos. Surpreendi meu parceiro, me dirigindo para a mesa de Ping-Pong. Este, ficou surpreso pois, já estava de Bíblia na mão e demais materiais para começar a trabalhar. Largou tudo e avançamos num bate e rebate até às 09:00 horas. Ouvíamos músicas clássicas (Beethoven). Paulo estava perdido quanto a horário, pois, nos dois dias pela manhã, eu tirara seu relógio do pulso ao acordá-lo e trocava as horas. Sempre arriscava calcular as horas, chegando a aproximar-se por 15 minutos. Acredito que tenha, em algum momento de distração minha, visto meu relógio.
Foi então que me lembrei de outro relógio que estava numa pasta e coloquei-o no pulso por trás do que já estava usando que foi a partir daí, também alterado.
Na sequência, tomamos o folheto da 4ª Sessão com o título “POBRE ENTRE OS POBRES”. Jesus, antes de iniciar sua vida pública, viveu discretamente entre os pobres e exceto pela passagem do templo aos 12 anos, nenhum registro o fez ser destaque, chamando a atenção da comunidade simples onde viveu. A prática semanal recomenda para vivência: “OBRAS DE MISERICÓRDIA”. Durante uma semana, ponha em prática as OBRAS DE MISERICÓRDIA, mas faça-o no Espírito de Jesus, isto é, pense que você está atuando “em lugar de Jesus”, como se diz, “em sua pele”, como se sua pessoa fosse a pessoa de Jesus, como se Ele vivesse e atuasse em você, ou como sua pessoa tivesse desaparecido e só Ele atuasse. E segue …”A história da humanidade espera, com paciência, o triunfo do homem humilhado”.
Depois de ouvirmos a fita correspondente e terminadas as leituras e interpretações, improvisei um café. Pãezinhos da Seven Boys com mel, café e alguns ovos de codorna.
Na Quinta (5ª Sessão) de título: ”O FRACASSO DE JESUS”, orienta para a prática semanal a seguinte vivência: “VOU A TI, JESUS, ALIVIA-ME”. Dedique-se, na semana, a aceitar em sua própria vida a “lei do fracasso” como permissão da vontade do Pai, que não livrou nem a Seu próprio filho. Diante do chamado de Jesus Cristo:

Venham a mim todos os que estão fracassados”, quando se sentir impotente com os estudos ou quando o negócio não prosperar, quando ver que derrubaram seu prestígio ou caluniaram suas intenções, diga: “VOU A TI, JESUS, ALIVIA-ME!” Segue …
Se de noite choras por não veres o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas”.
Jesus, teve na íntegra, experiências humanas. Submeteu-se a todas as rejeições que normalmente sofremos quando resolvemos seguir as orientações divinas. O que mais tememos que é o fracasso, também Ele, sendo o filho de Deus experimentou. O que tornou ainda mais difícil de ser aceito por tratar-se de quem dizia estar cumprindo determinações de Deus, seu Pai. Viveu a triste experiência de ser rejeitado por seu parentes, sua comunidade, autoridades religiosas e até seus discípulos. Chegou a ser perseguido por multidões que queriam agredi-lo pelas suas afirmações de que estava fazendo a vontade de Deus. E por fim pagou no calvário….Segue…
Até às 12:30 horas, estávamos avançados nos trabalhos e iniciando as leituras e interpretações da 6ª Sessão de título: “OROU – AMOU”. O folheto orienta a seguinte vivência para a prática semanal: “JESUS, EU CONTIGO NA MONTANHA E NO COMBATE”. Dedique-se durante todos os dias da semana a contemplar Jesus a sós, na presença amorosa do Pai, crescendo na intimidade com Ele e trate de marcar aquela figura e estilo de vida em sua própria figura, recordando-se constantemente: “JESUS, EU CONTIGO NA MONTANHA E NO COMBATE”. Jesus, buscava nas montanhas e na oração, junto ao Pai que tanto amou, o fortalecimento para com humildade e perseverança continuar sua missão. Sempre sozinho e quase sempre à noite, se recolhia para orar e descia dos montes, cheio do Espírito Santo.
Mais uma vez, resolvi surpreender meu amigo, pegando uma bola de futebol e me dirigindo para um belo campo que pela manhã havia sido usado por um time que treinou durante algumas horas. Chegaram com um ônibus da Alexandre Turismo que permaneceu todo tempo estacionado no pátio em frente a Sede onde estávamos alojados.
Jogamos aleatoriamente por algum tempo, com o propósito de fazer aquecimentos. Porém, sempre eramos tentados a fazer disputas de pênaltis. Dentro de nós, sempre habita um espírito de competição e tanto o sabor da vitória quanto o desprazer da derrota, são sempre aprendizados em nossas vidas.
Por volta das 13:15 horas, voltamos ao alojamento e mais uma vez para tirar o suor, enfrentamos o chuveiro frio que ficava do lado de fora. Meio constrangido, meu parceiro tentou entrar no chuveiro com uma cueca samba canção ou uma bermuda, não reparei direito. Só sei que o induzi a tirar. Pois, meu propósito era provocar a quebra de condicionamentos e não é comum ficar pelado em campo aberto na luz do dia. Quando sai do chuveiro atirei o sabonete no chão, quando entrava o Paulo gritando descontrolado e se defendendo da água gelada, mas, manteve o bom humor chutando o sabonete para o lado e mostrando que estava consciente.
Às 13:40 horas, estávamos diante de um almoço composto de : Saladas: pepino, beterraba, couve-flor e cenoura. Salgados: 5 fatias de salaminho e mais
alguns ovos de codorna para cada um. (A saudade de casa apertava mais e mais). Depois do banquete, Paulo não resistiu e pegou no sono ouvindo um CD do Cid Moreira, quando aproveitei para atualizar meu diário.
Uma garça branca com uns 70 cm de altura, caminhava lindamente junto à porta principal sobre a calçada. Chamou minha atenção e não resisti a tentação de me aproximar.
Foi inútil. Cheguei apenas até a metade do salão cerca de três metros, assustou-se, ou melhor, assustei-a e tchau!
Também foi tentador ver minha rede com a cadeira do lado pronta para subir e acabei cedendo aos anseios de corpo, tirando um bom cochilo. Lá pelas 16:00 horas, meu parceiro ainda demonstrava que sua vontade estava em primeiro plano. Deveríamos iniciar a 7ª Sessão quando resolveu fazer a barba. Aproveitei a ensejo para também revelar meu ponto fraco e parti para o litro de conhaque, aplicando a minha dose diária.
(Antídoto contra resfriados e gripes, foi a melhor desculpa que arrumei até hoje).

Em menos de 15 minutos, estávamos de volta às leituras. Confesso que estava com um pouco de sono porque grande parte do tempo de minha ciesta, gastei para atualizar meu diário.
O título da 7ª sessão é “A MÃE” e como prática semanal de vivência: “MARIA, QUE CRISTO NASÇA EM MIM”. Dedique-se durante a semana a observar sua mãe imaginando a Maria no seu papel de Mãe, ocupada nas tarefas domésticas, como mulher humilde, esposa e mãe de um operário, vivendo num povoado. Maria dá à luz a Cristo, em você, na medida em que é sensível como Jesus, sofre com os que sofrem, é despreocupado de si e preocupado pelos outros, na medida em que os pobres são seus prediletos, na medida em que trata de ter paciência, mansidão e bondade como Jesus. Segue…

O meu dia de trabalho terminou. Mãe, esconde o meu rosto em teus braços, e permita-me sonhar”.
Ouvimos na fita as características da Mãe: Sofre e cala. Dá a vida como a terra, é fonte de reprodução. Sabe amar sem interesse. Capaz de perdoar tudo a uma só vez.
Não morre nunca, pois, após sua existência, sempre ficará na memória dos filhos. É como um candelabro, sendo seus filhos a luz. A mãe de Jesus, é aquela que precisamos sempre e em todos os momentos. Aquela que estará sempre intercedendo por nós. É a mãe que a morte não atinge. Aquela que Jesus, junto a cruz nos presenteou. “Filho eis ai tua Mãe” Aquela que não permite orfandade a nenhum filho de Deus. E segue…
Na 8ª sessão o título: “DEUS AMOU PRIMEIRO” e no folheto para prática semanal recomenda a seguinte vivência: “JESUS, EU O AMO COMO IRMÃO”. Viva durante todos os dias de uma semana, tendo presente a Jesus como nosso Irmão no seio da humanidade, e diante das ofensas, incompreensões, invejas, calúnias… dos outros, trate de impor as convicções de fé sobre seus impulsos emocionais e diga: “JESUS, EU O AMO COMO IRMÃO”. Aceita-O como Irmão quando, em vez de negar a palavra a um irmão, de voltar as costas, fechar-lhe a porta ou os ouvidos… você morre um pouco a si mesmo e se relaciona com ele com amabilidade, atenção, escuta…E Segue... “O que herdas-te, conquista-o para que seja teu”.
Ouvimos que nosso ego sempre busca em primeiro lugar sua satisfação. Por isso, quando deixamos de atendê-lo é como se tivesse morrido algo que para ele era vivo. “ O desejo de ser satisfeito”.
Devemos nos desprender de algo vivo como: um rancor, uma mágoa. Por gosto não se perdoa. É preciso esforço. Ninguém morre por gosto e os alimentos do ego vivem. Somente com Jesus no coração será possível liberar-se das mágoas e rancores. Nossas reações espontâneas são muito fortes. Temos que ficar em harmonia, equilibrados e atentos para a vós positiva que sempre se manifesta em nós na forma de pensamentos que para o cristão, é “JESUS”!
Eu posso dizer que amo a Deus mas, se não amar meus irmãos estou mentindo. Deus é Amor e “Amor com Amor de paga”. Amemos, pois, uns aos outros, já que Deus nos Amou primeiro. E Segue…
A 9ª sessão tem como título “DAR-SE”. Prática semanal como vivência: “ALERTA SOBRE MEU CORAÇÃO”. Viver durante todos os dias de uma semana, “ALERTA SOBRE MEU CORAÇÃO” para não sentir mal contra ninguém, não julgar nem pensar mal de ninguém. Ao contrário, sempre desculpará as intenções. Como também sua língua para não falar mal de ninguém, mesmo que tal comentário lhe pareça justo; se outros o fazem, você calará. Derramar compreensão por onde passe: ninguém é mau nem tem más intenções; o outro não escolheu ser assim, são os condicionamentos pessoais que o fazem agir assim. Pense bem e acertará. Aceite em paz o outro tal qual é, e não trate de mudá-lo, segundo seus critérios. E segue… “A vida nos é dada e a merecemos dando-a”.
A tarde passara rápido e avançamos na noite com nossos trabalhos. Ouvindo fitas e fazendo interpretações das leituras recomendadas em cada sessão. Lá pelas 22:00 horas, Paulo tomou a iniciativa de partirmos para o Ping-Pong. O frio estava intenso e nossos trabalhos já avançavam o folheto de abertura da 10ª Sessão. Meu parceiro estava com fome, mas, pretendia jogar para abrir ainda mais o apetite e com gestos, já que não podíamos falar, deu a entender que queria depois se atirar no colchão e desativar tudo.
Após 30 minutos de jogo, abrimos uma latinha de sardinha ao molho de tomate e partimos para uma janta com três (3) fatias de pão e mais alguns ovos de codorna cada um.
Terminada a janta, mostrei que deveríamos terminar a meta do dia até as 23:30 horas. Fechar a 10ª Sessão aberta. O título “PISAR SUAS PISADAS” Prática semanal com a seguinte vivência: “O QUE FARIA JESUS NO MEU LUGAR?”. Viva durante todos os dias da semana com uma só pergunta, como se fosse “obsessão” na mente e no coração: “O QUE FARIA JESUS NO MEU LUGAR?”

  • Que pessoa mais desagradável! Vou olhá-la com os olhos Dele.

  • Aí vem esse antipático! Como Ele o acolheria?

  • Tenho que encarar este problema! Como Ele o faria?

  • Como seria seu semblante, sua serenidade, sua vós?

  • Como poria harmonia entre estas duas pessoas incompatibilizadas?

  • Com que ternura receberia esta pessoa pobre, a esta velhinha, a este mendigo!

  • Como se exporia e defenderia estes oprimidos, nesta injustiça?

  • Como se comprometeria na solução destes problemas sociais?

  • Diante de qualquer situação em minha vida, perguntar-me: “O QUE FARIA JESUS EM MEU LUGAR”

A tarefa fundamental de todo cristão é reproduzir em nossas vidas a imagem Dele, para chegar a ser Sua fotografia viva em meio do mundo, de tal maneira que os que nos vêem, o vejam. Como fazê-lo? Perdoando como Ele perdoou e, sendo humildes e suaves como Ele, verdadeiros e sinceros, despreocupados de si mesmo e preocupados com os demais como Ele…amando como Ele. E Segue…
Paulo não contou tempo e partiu para o trabalho. Por voltas das 23:15 horas, estava pronto e todo feliz se dirigindo para o colchão, quando lancei um cartaz dizendo que faltava o exercício do “mantra” e que deveria ser por 30 minutos. Este, posicionou-se já no colchão, sentado sobre o travesseiro e coloquei uma fita com músicas apropriadas para 30 minutos.
Como meus intestinos me forçaram a partir para o W.C., levei um livro e acabei demorando como de costume. Ao voltar dormia meu parceiro serenamente. Passei então a complementação dos meus trabalhos de leituras e interpretações e também a atualização do diário.
Já avançando o dia 15/07 uns 50 minutos, optei por não fazer o “mantra” em respeito ao sono profundo do parceiro que roncava suavemente. Rodei uma fita de 30 minutos com músicas apropriadas para relaxamento, num volume muito baixo, trazendo o som para meu lado.

TERCEIRO DIA
Quinta-feira 15/07/99
Como não havia levado despertador, deixei que meu corpo escolhesse o momento certo de acordar. Havíamos nos esforçado fisicamente com 12 Km de caminhada na Beira Mar, antes do início da jornada. Depois a subida na montanha, as brincadeiras de Ping-Pong, o futebol e com a alimentação diferente da habitual, houve um desgaste previsível.
Ao acordar, fiquei assustado quando meu relógio apontava 08:20 horas. Fiz meu exercício para ativar melhor o cérebro, tomei água e parti para o W.C. com o livro que estava lendo e para não ser tudo rotina, demorei apenas 18 minutos, voltando e colocando um CD com músicas gregorianas. Mal começou a primeira música e Paulo já se manifestou.
Levantou-se e por iniciativa própria fez o exercício recomendado e tomou água sem esperar orientação. Apanhou seu livro e partiu para o W.C. espontaneamente. As músicas gregorianas continuavam e eu atualizando meu diário. Optei por não fazer o “KIKÔ” para que o parceiro notasse que não devemos impor rotinas. Nosso organismo precisa ser respeitado e as vezes devemos ouvi-lo, fazendo o que a intuição impulsiona.
Ouvi a descarga acionada pelo meu parceiro que já estava esquecido às 09:20 horas e parti para o Café. Preparei duas (2) bananas brancas, meio mamão papaia e uma maçã para cada um.
Detalhe: A maçã foi lavada com uma esponja, evitando o uso de faca para limpá-la, pois, interfere nas energias armazenadas da fruta.
Às 09:50 horas, já estávamos lendo as orientações de 11ª Sessão como título: “ENCONTRO COM DEUS” e para a prática semanal a vivência: “ESTÁS COMIGO”.
Viva durante todos os dias da semana “sentindo-se envolto em Sua presença”: “ESTÁS COMIGO’. Tu me envolves, me sondas, me conheces, me amas, me inundas, me transfiguras. “ESTÁS COMIGO”. Estás presente no meu ser inteiro, Tu me comunicas a essência, a existência, a consistência. “ESTÁS COMIGO”. Ao levantar-se se sentirá envolto em Sua Presença. Enquanto se lava e se veste, enquanto arruma o quarto e se prepara para sair, diga em seu interior: “ESTÁS COMIGO”. Saio à rua e caminhas comigo, começo meu trabalho e aí ficas a meu lado. Viajo no carro, ônibus, metrô, caminhando pela rua…”ESTÁS COMIGO” Aonde quer que eu vá, vens comigo. Onde eu estou, Tu também estás; e onde Tu estás também estou eu (Visão holística). E segue…

Conduzirei você ao deserto e falarei ao seu coração” (Oséias 2,16)
A única maneira de vivificar as coisas de Deus é vivificar o coração. Quando o coração se povoa de Deus, os fatos da vida se enchem de encanto. E o coração se vivifica no deserto {(local onde você se fecha para o mundo exterior) “Quando orares, entra no teu quarto (teu interior), fecha a porta (do mundo exterior) e ora ao teu Pai em segredo” (Mateus 6,6)} porque é este um tempo forte dedicado a Deus em silêncio, solidão e penitência. Salve os tempos fortes para….1º Recobrar o equilíbrio emocional, a unidade interior… 2º Ter uma experiência do Absoluto… 3º Reencontrar-nos com a autenticidade e com a verdade…. 4º Aprender a perdoar e calar… 5º O deserto é o lugar da tentação e da crise e da “superação” de ambos…Segue…

O pó das palavras mortas apega-se a ti. Lava a tua alma com o silêncio”.
Em seguida passamos a ouvir a fita correspondente. Nesta Sessão, o Frei Ignácio extrapolou. Ouvimos que deus está comigo. Deus é comigo. Na verdade Deus não está, Deus é! É o tudo.
Ao narrar o salmo 138 (Heb.139) Onisciência Divina, o Frei Ignácio conseguiu com sua entonação penetrar fundo no meu coração. Consegui interpretar cada palavra com clareza e transparência que uma emoção forte se manifestou tomando conta do meu ser. Fiquei como se inflado, flutuando e sem sentidos, envolto pelo som das palavras que me invadiam por inteiro como uma claridade indefinida, numa sensação de alívio profundo (difícil descrever). De olhos fechados e soluçando emocionado, por instinto, consegui alcançar uma toalha que estava no balcão, onde me equilibrava debruçado, e secar parte das lágrimas que inundavam meu rosto, invadindo a barba. O som daquelas palavras continuavam marcando uma rara experiência, agradável e diferente dos estados que normalmente alcanço nas meditações. Gradativamente, fui retomando os sentidos, ouvindo no fundo o barulho dos ganchos da rede do parceiro que balançava suavemente com o Micro System já desligado.
Às 12:25 horas, estávamos com as leituras e interpretações da 11ª Sessão terminadas e com a orientação da 12ª Sessão “O DESERTO”, já em andamento.
Tínhamos inclusive alterado a sequência e ouvido a fita correspondente, uma recapitulação do programa que estava prestes a terminar. O término ficou para fazermos na montanha.
Tinha no folheto para a prática semanal a seguinte vivência: “Salvo os TEMPOS FORTES e os TEMPOS FORTES me Salvarão”.
Jesus se retirava frequentemente à solidão profunda para poder cumprir sua missão. Da oração tirava sua força e alegria para amar os homens, para recuperar a unidade interior e a estabilidade emocional. Ele não se deixava ficar na montanha, mas, fortalecido e pleno de riquezas interiores descia às multidões e amou de mil formas e maneiras. “SALVO OS TEMPOS FORTES (minutos ou horas de oração) E OS TEMPOS FORTES ME SALVARÃO”

COMO VIVER UM DESERTO?
Aqui você tem umas indicações, umas sugestões acerca de como aproveitar o tempo ou como fazer o deserto. Porém, tenha em conta que deverá tomar tudo isto com flexibilidade.
1º- Começar como os desportistas fazendo um aquecimento. Aqui o aquecimento se faz com leitura rezada (modalidade de oração) utilizando Salmos e orações por uns 15 minutos. Segue….indicando os quatorze (14) Salmos e cinco (5) orações do Livro Trilha.
Diálogo pessoal com o Senhor: não se precisa de muitas palavras, trata-se de estar com Ele, olhá-LO nos olhos e sentir que Ele nos olha, amá-LO e sentir-se amado por Ele (Oração de Acolhida, Elevação). Perceber que Ele descobre nossos mais íntimos segredos, que vamos de passeio pela vida, solucionando dificuldades. (Tempo: Uns 60 minutos)
Pequena Pedagogia: Estudar textos Bíblicos, confrontar nossa própria vida pessoal e apostólica com a Palavra de Deus. Olhar e ver o que nos pede Jesus hoje, a nós, como cristãos. Moldá-lo em um compromisso concreto de vida. (uns 45 minutos) Segue … indicando os vinte e sete (27) textos Bíblicos.
– Um exercício de abandono e perdão, para curar as feridas da vida. (30 minutos) Segue… indicando os dezenove (19) textos Bíblicos os Salmos 142 (Heb.143) e 30 (Heb.31).
Orar com a Natureza; Salmo 103 (Heb.104), Salmo 8. (30 minutos)

Tenha em conta estas advertências:

  • Flexibilidade, segundo as peculiaridades de cada um.

  • Começar a oração silenciando corpo e mente, e pedindo ajuda ao Espírito Santo.

  • Terminar despedindo-se do Pai, de Jesus ou de Maria.
  • Intercalar momentos de descanso.

  • Paciência: porque a lei de Deus é a da gratuidade. Tudo é dom, tudo e graça. Ele se deixa ver quando quer, a quem quer e como quer. Se não acontecer nada, não desesperar-se, mas perseverar, insistir.

  • Esforço sim, violência não. Procurar manter a atenção centrada, porém não se violentar para sentir “coisas diferentes”. Trata-se de um esforço sereno, moderado, sem agitação, sem ansiedade.

Estamos com um Amigo, e com os amigos não sentimos “coisas diferentes”, senão paz. Quando sentirmos uma profunda Paz, saberemos que estamos na presença de Deus.
De súbito, apontei para o Ping-Pong, tomei iniciativa de jogarmos bem acelerado, provocando um bom aquecimento. Quando estava ficando divertido, eram 12:50 horas, gesticulei ao parceiro que deveríamos partir para outro banho frio. A temperatura já não era tão baixa. Acredito que em torno de uns 17ºC.
Haviam dois (2) homens no gramado em frente ao chuveiro, distantes cerca de 70 a 80 metros, o que certamente nos deixou um pouco constrangidos em primeiro momento sem roupas. Mas, enfrentar a água fria, quebra qualquer condicionamento. Encaramos depois com naturalidade, embora fosse necessário apontar discretamente para a cueca do Paulo que ameaçou molhá-la, quando eu saía do banho.
Após o banho, meu parceiro pensou estarmos nos encaminhando para o almoço, quando por volta das 13:30 horas, escrevi num papel que subiríamos a colina para terminar o “DESERTO”, levando as Bíblias, o Livro Trilha, canetas, caderno e água com previsão de retorno às 16:30 horas. (A esta altura, havia expirado o tempo de ficarmos calados. Porém, como ele um pouco desligado e também sem saber certo as horas não se deu conta, resolvi deixar como estava até o final do “DESERTO”).
Este arregalou os olhos com fome, colocou a mão na barriga e começou a separar o material e calçar o tênis. Pedi com gestos que vestisse uma jaqueta sobre sua camiseta de mangas curtas. Levei um facão do Paulo Henrique (meu filho que esta servindo o exército) e logo que começamos a subir, preparei dois (2) cajados e guardei o facão em uma árvore para pegá-lo na volta.
CajadoDiário2

Quase no topo da montanha, encontrei um cajado que considerei melhor para meu parceiro que havia ficado com um que mais parecia uma bengala e ainda muito pesado, de madeira verde um pouco grossa.
No topo, tomamos os mesmos círculos preparados anteriormente, porém, tirei a divisão entre os dois, mostrando que estávamos no mesmo barco.
Levamos duas (2) vasilhas com água porque eu pretendia ficar separado. Só não foi possível porque dispúnhamos de apenas um Livro Trilha que seria usado nos exercícios.
Ficamos próximos até ás 16:10 horas, lendo e orando individualmente em silêncio. Aí, partimos nas matas cada um para seu lado contemplando as maravilhas da natureza. Com a maravilhosa visão do mar, fui impulsionado a fazer o exercício oriental “KIKÔ”, sentindo aquele aroma silvestre inesquecível. Como já estávamos muito além das 16:30 horas e as palavras poderiam ser usadas normalmente, comecei a gritar com o parceiro para partilhar com ele o exercício.
Gritava pelo seu nome e este não respondia. Pensou que eu estivesse contemplando e agradecendo a Deus aqueles momentos.
Eu realmente estava longe e por certo, não deu para ouvir direito e menos ainda para ele, que ouve com apenas um dos ouvidos. Foi então que resolvi me aproximar, quando nos abraçamos começando um diálogo e em seguida iniciamos o exercício que deu por encerrado o nosso silêncio.
Descendo a colina sem pressa e conversando, nos chamou a atenção algumas bolas escuras no chão, como se fossem frutas em decomposição. Nossa aguçada curiosidade, logo descobriu tratar-se de cogumelos gigantes que ao soltar a película protetora, formava uma camada envolvente do tipo sementes de goiaba juntas umas das outras. Só que, com um leve toque, eram destruídas.
Na saída da trilha, localizei a árvore que guardava meu facão e em seguida nos demos conta de que estávamos entrando num gramado amplo onde tinha, além do campo de futebol muitas pastagens. Outro fato que chamou nossa atenção, foi que em plena tarde aberta e com um sol maravilhoso, três (3) corujas de porte pequeno (barranqueiras), estavam ligadonas e parecendo não muito satisfeitas com a nossa presença. Olhando com mais atenção para o ponto onde elas mais permaneciam antes de voarem e pousarem sobre um fio da rede elétrica, encontramos um buraco e notamos tratar-se de uma tóca profunda com algumas penas em volta também no buraco até onde as vistas alcançavam. Cerca de uns 60 cm, uma curva escondia o que poderia ser o ninho com ovos, filhotes ou morada da família. Era incrível, como estávamos apreciando a natureza. Também uma grande garça branca, sobrevoava num rasante, um pontilhão que tinha uma porteira fechada com três (3) bambus (grossos) que corriam na horizontal para fazer a abertura. Ao lado havia um pequeno portão de madeira com tranca de arame. Outro pássaro grande lançou um alarme, voando a nossa esquerda, antes de chegarmos no alojamento. Não sei ao certo, mas o conheço por “martim pescador”. Quando criança, chamávamos de “martim cachaça” porque pousado, faz uns gestos parecendo bêbado.
Não demorou muito para notarmos algo diferente. Aquela tranquilidade estava quebrada e nossos pontos de vistas haviam voltado. Logo que entramos no alojamento que na verdade era a Sede, onde tem toda uma estrutura para promover festas e até espeto corrido com um espaço que comporta umas cem (100) pessoas, começamos a discutir sobre o tamanho da fogueira que crescia assustadoramente e parecia estar com uns dez (10) metros de altura. Começamos a perceber a maravilha de viver sem estar na defensiva e vigilantes sobre nosso ponto de vista. Haviam se passado três (3) dias encantadores de uma paz inesquecível. Questionávamos sobre a altura da fogueira que para mim beirava os dez (10) metros e para o Paulo oito (8) metros. Lancei meus argumentos e ele os dele. E por fim para ficarmos bem, concordamos em um meio termo. Uns nove (9) metros. Desencadearam-se aí novas discussões sobre conhecimentos teológicos e filosóficos. Tenho um grande respeito e admiração pelo Frei Ignácio e vem o Paulo se referir a ele, como aquele cara da fita.
Notei que ainda tenho dificuldades em aceitar com naturalidade, quando outra pessoa tem necessidade de se enaltecer. A partir daí, comecei a querer convencê-lo de algo que ele já havia sentido, porem não tinha ainda admitido. “Uma aproximação com Deus”. Dizia ele, não admitir interpretações de terceiros sobre a Bíblia.

Em seguida entrou em contradição, afirmando que Deus está nele assim como também está em outra pessoa. E isso faz de nós todos componentes de uma grande unidade. Diante disso, a interpretação feita de um determinado trecho da Bíblia sob inspiração de outro, mesmo ele não concordando, mas, se fez bem para outro, indiretamente também favoreceu a ele que é parte do outro.
Então me calei e vi que meu objetivo havia sido alcançado e que também tenho ainda muito que aprender sobre relacionamento com pessoas. Na brincadeira, gesticulei, impondo silêncio e pedi que fosse dar continuidade ao seu diário a exemplo do que eu estava fazendo, porém, sem concentração. Imperou novos minutos preciosos que passaram voando.
Levei um grande susto, quando olhei para o relógio e estávamos a apenas quinze (15) minutos do início da missa que fazia parte do encerramento da nossa jornada. Tínhamos previsto ir para a Igreja do Pe. Márcio na Praia dos Ingleses, bem arrumados com paletó e até gravatas. Porém, como também prometi a mim mesmo, jamais chegar atrasado, não restava outra alternativa, senão, sairmos as pressas e vestido como estávamos. Liguei antes para a paróquia e recebi a confirmação de que a missa seria mesmo as 20:00 horas.
Largamos tudo, passamos na casa do caseiro e avisamos que após a missa voltaríamos para apanhar nosso material. Paulo, meu amigo e concunhado que casou-se com uma irmã de minha mulher, me conhece há algum tempo e aproveitou-se da situação, para traçar pesadas críticas sobre meu problema com horários. Enfim chegamos na frente da Igreja, exatamente às 20:00 horas. Os últimos segundo se esgotaram ao estacionar o carro. Mas, o estranho é que o pátio estava vazio e a Igreja um deserto. Apenas um rapaz moreno de bigode encostado na porta e outro jovem tirando instrumentos musicais de um carro a direita. Perguntamos se teria missa e qual seria o horário. A resposta foi afirmativa e o horário confirmado. Olhamos um para o outro e para nossos relógios, ficando sem entender nada. Aí já se passavam três (3) minutos das 20:00 horas, quando resolvemos conferir com eles nossos relógios e 19:03 horas foi a resposta.
Foi então que conseguimos chegar a um denominador. Durante a jornada eu fiquei mexendo nos relógios para desorientar meu parceiro e no dia do futebol, após o banho, seu relógio estava sobre o balcão e resolvi acertá-lo já que ele não perceberia mesmo. Fiz pelo meu relógio reserva. Porém, ele estava com intuição de que deveria adiantar seu relógio por uma hora, e o fez ao colocá-lo no pulso depois do banho. Pela manhã, como eu havia esquecido de acertar o relógio que estava em meu pulso, resolvi acertá-lo pelo dele, ficando os dois perdidos. No fundo recebi um pequeno impulso para verificar meu relógio reserva mas, optei por aceitar o que estava fazendo e acabei embarcando. Diante do episódio, todos os horários registrados a partir do dia 14 às 12:30 horas, estavam todos com diferença de um (1) hora a mais. Algumas vezes resgatei horários para registro, através da soma de atividades e o tempo das fitas.
Como nada é por acaso, restou-nos um templo vazio e livre para uma meditação silenciosa antes do evento que encerraria nossa jornada.
Passou pela minha cabeça, voltar da Sede e pelo menos arrumar o material e agradecer a acolhida do Sr. Trentin. Mas, minha intuição falou mais alto e não permitiu.
Pe. Márcio, conseguiu estender a celebração até às 22:10 horas e ainda ficou benzendo umas relíquias por mais uns 20 minutos.
Foi uma celebração maravilhosa com alguns momentos que tocaram fundo no meu coração, quando senti a presença viva do Espírito Santo, alterando minha pulsação, levando-me a refletir sobre o milagre da existência. Comecei a me sentir dentro do meu próprio corpo. Pe. Márcio conduzia uma dinâmica de neurolinguística aplicada com todos de olhos fechados entrando em alpha, ouvindo suas inspiradas orientações divinas.
Aquilo que sempre ensino nos meus cursos, falando com espontaneidade a muitas pessoas e em diferentes lugares no meu cotidiano, as vezes perde a profundidade. Naquele momento, sendo conduzido pelo celebrante, me veio em mente a consciência de que meu corpo é um amontoado de 70 trilhões de células (há quem diga que são 300 trilhões) e que cada uma delas conseguem simultaneamente executar 6 milhões de tarefas, tendo ainda que saber o que as demais estão fazendo ao mesmo tempo, trabalhando em equipes perfeitamente organizadas para manterem minha existência saudável.
Como não existe no mundo um processador capaz de executar algo semelhante, me rendi ao Criador. Lembrei da frase “buscai antes o reino de Deus e tudo mais lhe será acrescentado” e também de São Paulo “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? (I cor 3,16). Jesus disse: “O Reino de Deus está dentro de vós, na sua mente que está ligada ao coração.”
Então se nada no mundo é capaz de processar o milagre da vida, a fantástica tarefa de administrar estas energias que dão formas a tudo que existe, só me resta ter como verdadeiras as afirmações acima e admitir que o Espírito de Deus me mantém vivo e está a minha disposição para que eu possa alcançar tudo que desejo.
Fortes emoções me fizeram lacrimejar. Por sorte eu tinha no bolso do agasalho, um pouco de papel higiênico enrolado que levara para a montanha e pude então fazer uso enxugando lágrimas que escorriam sobre minhas esbranquiçadas barbas.
Tínhamos assumido o compromisso de chegar em casa às 23:00 horas e nossas mulheres, que são irmãs, haviam preparado no apartamento do Paulo, uma recepção surpresa. Eu já estava sabendo e comecei a me preocupar pois, em consequência de termos chegado na Igreja antes, nosso carro estava preso no estacionamento. Já se passavam uns 15 minutos do encerramento da celebração e o Pe. Márcio junto com o seminarista e diácono Valmir (Sacerdote ordenado em pouco meses depois), estavam benzendo os fiéis que haviam adquirido as tais relíquias das madres Carmelitas.
Não tive outra escolha, senão interferir pedindo a atenção do Pe. Márcio, que tenho como amigo e está revolucionando a região no sentido de trazer multidões para a Igreja. Há poucas semanas o jornal de maior circulação do Estado, encheu duas (2) páginas com uma reportagem sobre sua maravilhosa e brilhante atuação para a comunidade e o Brasil.
Pedi que me autorizasse a fazer uso do microfone para chamar a atenção dos motoristas que não haviam se dado conta de que outras pessoas estavam impossibilitadas de honrar compromissos (falta de uma visão holística). Prontamente foram prestativos e liberaram nosso carro. Tocou meu celular e ao atender, era um dos filhos do Paulo, quando estendi nossa chegada para 23:15 horas.
Mais uma vez, vem o Paulo com suas críticas, afirmando que costumo falhar nos horários porque quero agradar as pessoas em primeiro momento, assumindo compromissos com pouco tempo para honrá-los. Refleti um pouco sobre isso e aceitei como verdadeira sua afirmação. É claro que eu já sabia. Mas, meus condicionamentos, estão me impedindo de praticar! Vivendo e aprendendo.
De volta no alojamento, um corre e corre, limpa aqui, dobra lá, enrola isso, encaixota aquilo, acabamos saindo da Sede Campestre do Praiatur Hotel às 23:00 horas. O Sr. Trentin estava com todas as luzes da casa apagadas e deduzimos estar dormindo. Deixamos para fazer os devidos e merecidos elogios através do proprietário Sr. Volney Koch e no próprio Hotel ao Sr. João, responsável pelo setor de reservas.
Chegamos em casa por volta de 23:20 horas e realmente haviam preparado uma recepção surpreendente. Fotos pelo chão e paredes. Balões vermelhos em forma de coração sobre a mesa e toda a família de braços abertos, saudosos e curiosos querendo detalhes da jornada. Em meio aos relatos mais significativos, rolou um jantar regado a vinho e surgiu a expectativa de saber como e quando será a próxima aventura.

EGÍDIO GARCIA COELHO…
http://radiowebimmb.com.br

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